MINISTRO CONHECE INVESTIMENTO DE 18 MILHÕES DE EUROS DA PORMINHO

Manuel Caldeira Cabral, Ministro da Economia, foi conhecer o novo projeto de expansão da Porminho. A visita do governante, acompanhado do presidente da Câmara, Paulo Cunha, decorreu recentemente.

O investimento da Porminho, avaliado em 18 milhões de euros, tem por objetivo ampliar as instalações produtivas com uma nova unidade contígua à existente, e criar 30 novos postos de trabalho diretos.

Tiago Freitas, administrador da Porminho, adiantou que este projeto pretende dinamizar áreas críticas como a investigação e desenvolvimento (I&D), nomeadamente em articulação com entidades do STCN, como a Universidade do Minho e o Instituto Ibérico de Nanotecnologia.

Ainda segundo o administrador, a motivar estes investimentos está a aposta na internacionalização, com a conquista de novos mercados, e o reforço da posição no mercado interno.

FESTIVAL DE TEATRO ATC

De 4 de novembro a 17 de dezembro, a Associação Teatro Construção leva a cabo a trigésima primeira edição do seu Festival de Teatro. A iniciativa foi apresentada esta manhã, com  a organização a dar conta de espetáculos para o público em geral (novembro) e para a infância (dezembro). A novidade deste ano é o site (www.festivalteatroconstrucao.pt) no qual os interessados podem obter mais informações sobre as peças a exibir e reservar bilhetes.

Saiba mais na edição impressa do Jornal CIDADE HOJE, de 2 de novembro.

AGRUPAMENTO CAMILO CASTELO BRANCO SOLIDÁRIO COM AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS

Tocados pela tragédia que, no dia 15 de outubro, fustigou inúmeros concelhos e vitimou dezenas de pessoas do centro do país, e, movidos pelos valores do humanismo, da interajuda e da solidariedade, os alunos, professores e funcionários do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, estão a dinamizar uma campanha de auxílio às aldeias atingidas pelos incêndios.

Com esta iniciativa, pretendem angariar sacos de cimento para a reconstrução de casas destruídas pelo fogo. O grande dia, O DIA C – DIA DO CIMENTO, decorrerá no a 3 de novembro. A população escolar é desafiada a entregar um saco de cimento ou, em alternativa, 3 €, o valor aproximado de um saco.

No dia 11 do mesmo mês, uma equipa desloca-se a Oliveira do Hospital para entregar os donativos recolhidos.

A população famalicense em geral também pode colaborar, depositando o saco de cimento no parque de estacionamento da Escola Secundária Camilo Castelo Branco,no dia 3 de novembro, das 8h15 às 13h30. Em alternativa, podem entregar o valor de um ou mais sacos de cimento (aproximadamente 3€ cada) na telefonista da Júlio Brandão ou da Secundária Camilo Castelo Branco ou ainda no coordenador de cada uma das escolas do primeiro ciclo, até ao dia 3 de novembro.

PRÉMIO EDUARDO PRADO COELHO ENTREGUE A ISABEL CRISTINA RODIGUES

«Este prémio representa uma grande alegria porque está associado ao nome de Eduardo Prado Coelho, que admiro imensamente, e porque o ensaio permite que se volte a falar de Vergílio Ferreira». Foi desta forma que Isabel Cristina Rodrigues se referiu ao Grande Prémio Eduardo Prado Coelho, que recebeu na sexta-feira, na Biblioteca Municipal, em Famalicão.

O trabalho premiado é uma tese de doutoramento com o título «A Palavra Submersa. Silêncio e Produção de Sentido em Vergílio Ferreira”. Além do prestígio, o prémio tem um valor pecuniário para a premiada de 7.500 euros.

A escolha da obra premiada foi por maioria e não por unanimidade porque foi muita a qualidade das obras a concurso, referiu a porta-voz do júri, Isabel Cristina Mateus.

Nesta cerimónia de entrega do prémio, onde estiveram professores, amigos da premiada e o pró-reitor da Universidade de Aveiro, o vereador da Cultura, Leonel Rocha, evidenciou que «as boas práticas culturais em Vila Nova de Famalicão vêm de longe» e são notadas no país por diversas vezes, e uma delas foi por Eduardo Prado Coelho que doou à biblioteca todo o seu espólio.

FC FAMALICÃO DESCONTENTE COM DATA DO JOGO COM O SPORTING

O jogo entre o Sporting e o FC Famalicão, a contar para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, foi marcado para o dia 16 de novembro, às 20h30, com transmissão televisiva.

A data não agrada à direção do Futebol Clube de Famalicão, com Jorge Silva a assumir que há interesses que se sobrepõem aos do futebol. «Gostávamos que os nossos simpatizantes pudessem acompanhar a equipa, fazer a festa, porque a Taça de Portugal é isso mesmo», disse o dirigente, que já manifestou o seu desagrado por um jogo numa quinta-feira à noite, a mais de 300 km de distância. Jorge Silva recorda, ainda, que no domingo anterior, a equipa desloca-se a Lisboa para defrontar o Cova da Piedade.

O FC Famalicão pretendia que o jogo fosse numa sexta-feira ou num sábado, até porque esse fim-de-semana está reservado para a Taça de Portugal.

Nesta 4.ª eliminatória, a AD Oliveirense recebe no Campo de Ribes o Marítimo, do treinador Daniel Ramos, que já orientou o FC Famalicão.

PALAVRAS PARA QUÊ?

PSD. Vive tempos agitados com a saída de Passos Coelho a quem um dia a história se encarregará de fazer justiça. Com dois candidatos já no terreno para lhe suceder e numa discussão qua apela a uma base ideológica ora mais para o Centro Esquerda ora mais para o Centro Direita, é quase garantido que os habituais exageros venham ao de cima e amplifiquem este alvoroço. Desenganem-se, porém, aqueles que pensam que no final da contenda eleitoral o PSD sairá mais fragilizado. Ensina-nos a história que os grandes partidos saem sempre reforçadas das suas disputas internas. Assim também acontecerá com o PSD.

TRINTA E UM. Demorou porventura demasiado tempo, mas a montanha não pariu um rato.  O despacho de acusação que imputa a prática de 31 crimes ao ex-primeiro-ministro, José Sócrates, carreia o mais decisivo processo judicial da nossa democracia e põe a nu o concubinato criminoso entre o poder político e o poder económico nacional. Nunca o Ministério Público fora tão longe numa investigação criminal.

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, nomeada durante o Governo do PSD/CDS-PP, fez o seu trabalho com independência e sem nunca se deixar intimidar. Duvido que o seu antecessor, Pinto Monteiro, fosse capaz deste desafio. Recordo-me bem do seu tempo. O tempo de uma justiça amedrontada onde as escutas eram destruídas e os processos amputados. A procissão ainda vai no adro, mas há uma pergunta que não sai da cabeça dos portugueses. Como é possível que durante o tempo em que José Sócrates chefiou o governo, ninguém tenha visto nada e de nada tenha desconfiado. Num batalhão de Ministros, Secretários de Estado e assessores, muitos deles hoje no governo de António Costa, eram todos assim tão distraídos ou tão pouco espertos?

 

INCÊNDIOS. O Relatório da Comissão Técnica Independente sobre os incêndios de Pedrógão Grande não deixa dúvidas. O Estado falhou nas escolhas, na liderança e na coordenação. Os incêndios até podiam ser inevitáveis, mas a tragédia essa era de todo evitável. As falhas técnicas deveriam por isso determinar responsabilidades políticas. Assim não aconteceu. Quatro meses depois a história repete-se. Mais palavras para quê?

Jorge Paulo Oliveira

(Deputado do PSD na Assembleia da República)