Famalicão: «Entreguei-me a 100% e não deixei nada por fazer ou dizer»

Ao cabo de várias épocas ao serviço do Riba d´Ave Hóquei Clube, primeiro como jogador e, depois, como treinador, Raul Meca despediu-se do clube.

Numa publicação nas redes sociais, Meca sente que fez tudo o que podia e que sabia. «Entreguei-me a 100% e não deixei nada por fazer ou dizer. Sinto que realizei todos os meus objetivos no Riba, e que fizemos sonhar… e realizamos sonhos. Sinto que não ficou nada por fazer, sinto que tomei a decisão certa, na hora certa, da forma certa para eu viver em paz esta saída», que anunciara no início da época.

Assume que o sucesso desportivo está, tão-só, no facto de ter escolhido «homens de uma dimensão estratosférica». O técnico conta que «os meus jogadores foram exemplares, de uma entrega inacreditável, tinham orgulho, volto a repetir orgulho, em colocar a sua integridade física em risco para o bem comum. Isto não se compra, não se ensina, é caráter. Ou tens, ou não tens…», sublinha.

Meca escreve um extenso agradecimento que vai dos atletas, aos diretores, aos treinadores e aos adeptos «que são a grande força deste clube». Especialmente para os adeptos, realça que «o clube é vosso, são vocês que tornam este clube especial. Nunca se esqueçam que são o maior património do clube, sintam orgulho nisso e a responsabilidade também».

A terminar, há um único nome que Raul Meca cita na despedida: Vítor Pereira, dirigente falecido em 2022. «Merecias ter vivido fisicamente estes últimos anos históricos. Tenho a certeza que os vivestes, estejas onde tu estiveres, mas queria dar-te um abraço, de despedida».

O treinador deixa o clube “com uma marca inesquecível”, como refere a direção. Desde logo, com a subida à primeira divisão 2021/22 (e mais 3 manutenções consecutivas), a estreia na Elite Cup 2024/25, os quartos de final de play-off de apuramento de Campeão Nacional 2023/24, a estreia na Liga dos Campeões, final a sete da WSE Cup 2020/21 e final a quatro da WSE Cup já esta época.

Meca vai treinar o Valongo, concelho de onde é natural. Para o seu lugar, tudo aponta que a escolha da direção recaia sobre Jorge Ferreira.

Mercadona abre mais uma loja e colabora com Santa Casa local

A Mercadona vai abrir no dia 21 de maio, pelas 9 horas, uma loja em Fafe, a primeira do município. No âmbito desta abertura, a empresa assinou um protocolo de colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Fafe.

A doação de alimentos é uma das estratégias da Mercadona para a prevenção do desperdício alimentar e faz parte do compromisso que a empresa mantém com a Sociedade: partilhar parte do que dela recebe. Com este objetivo, a empresa desenvolve o seu Plano de Responsabilidade Social, no qual estão inseridas as doações alimentares a partir de cada uma das suas 62 lojas abertas, além de várias outras ações pontuais.

A nova loja doará, diariamente e desde o primeiro dia, bens de primeira necessidade a esta instituição que ajuda mais de 700 pessoas e que se tornou num importante espaço de resposta social na comunidade envolvente, funcionando como creche, centro de dia, estrutura residencial para idosos, serviço de apoio domiciliário e cantina social.

António Soares Peixoto, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fafe agradece a parceria e destaca “a distribuição pelas várias valências que nos estão afetas, (crianças, jovens e idosos), pessoas em situação débil, de carência e vulnerabilidade, produtos variados e essenciais, que vão ser um grande benefício e um valor acrescido, com ganhos adicionais, muito valorizados e apreciados”.

Sofia Cardoso, Diretora de Relações Externas Zona Norte e Responsabilidade Social Portugal, acrescenta que “este acordo que celebrámos com a Santa Casa da Misericórdia de Fafe, reforça o compromisso da Mercadona contribuindo para o bem-estar da comunidade onde nos inserimos, fazendo a diferença no dia a dia de quem mais precisa.”

Responsabilidade Social Empresarial

Sob a premissa de “Partilhar com a Sociedade parte do que dela recebe”, o trajeto da Mercadona contempla a aplicação de um Plano de Ação Social, no qual se incluem as doações de alimentos e produtos. Neste âmbito, todas as lojas em Portugal têm uma parceria com uma instituição local que, desde o dia de abertura da loja, recebe diariamente alimentos. No total, em 2024, a Mercadona doou 1.300 toneladas de bens a mais de 80 entidades de cariz social, o equivalente a 22.600 carrinhos de compras.

Criação de Emprego estável e de qualidade

Com esta nova loja, a empresa cria 65 novos postos de trabalho, reforçando o compromisso com a criação de emprego estável e de qualidade. No total, a Mercadona contará com 600 colaboradores no distrito de Braga, todos com contratos sem termo desde o primeiro dia e condições salariais atrativas.

No início do ano, a empresa anunciou um aumento de 8,5 % a todos os colaboradores, aplicado desde janeiro de 2025, fixando o seu salário de entrada em 14.963,90€ brutos anuais, com progressão salarial até 20.465,10€ alcançados num máximo de 4 anos. Acrescem a estes valores o subsídio de alimentação diário e o subsídio de domingos, feriados e horas de trabalho noturno. Com o cumprimento de objetivos individuais e da empresa, soma-se ainda o Prémio Anual, que a partir do primeiro ano de antiguidade é equivalente a um salário extra e, a partir dos 4 anos de antiguidade, é de dois salários extra. Esta nova tabela salarial oferece assim um salário de entrada 23 % acima do salário mínimo nacional. Já os colaboradores com mais de 4 anos de antiguidade, auferem atualmente um salário superior em 68 % ao SMN.

Famalicão recebe mais workshop do projeto Acelerar o Norte

Famalicão vai receber, a 20 de maio, terça-feira, um workshop de capacitação do projeto Acelerar o Norte. Decorre entre as 19 e as 21 horas, na Casa do Empresário (ACIF), sobre o tema “Gerar tráfego para o site e loja”.

Tiago Macedo, consultor da área digital, foi escolhido para falar do tema, abordando ainda os princípios de SEO, publicidade no Google AdWords e Análise de mercado com Google Trends.

O objetivo do workshop passa por sensibilizar, mobilizar e qualificar as Micro e PME da região Norte para as vantagens da implementação de um modelo de negócio digital.

Esta formação é da responsabilidade da Aceleradora de Comércio Digital de Famalicão, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Famalicão. É dirigida a empresários do Norte de Portugal dos setores do comércio, serviços pessoais e da restauração e similares.

Recorde-se que o projeto Acelerar o Norte continua a percorrer as 8 sub-regiões do Norte do país com o Roadshow de Capacitação, gratuito, para qualificar as empresas aderentes ao projeto sobre ferramentas, boas práticas e estratégias de marketing digital.

Desde o Alto Minho, passando pelo Cávado, Ave, Alto Tâmega, Área Metropolitana do Porto, Tâmega e Sousa e terminando no Douro e Terras de Trás-os-Montes, o Acelerar o Norte tem percorrido toda a região com o Roadshow para a Digitalização do Norte.

Para complementar os workshops, o projeto Acelerar o Norte criou a Academia Digital, uma plataforma online de aprendizagem (de acesso gratuito), com conteúdos na área do digital.

Lembre-se que o projeto Acelerar o Norte foi criado pelas instituições CCP, a AEP, a AHRESP e a ACEPI e apresentado em outubro passado. O objetivo é aumentar a competitividade do tecido económico local e projetar o Norte em direção ao futuro digital, estimando abranger mais de 50 mil comerciantes, empresários e colaboradores de micro, pequenas e médias empresas das oito sub-regiões do Norte do Portugal, tem um investimento de 19 milhões de euros e a duração de dois anos.

Foto arquivo

Famalicão: Já estão a decorrer as obras de ampliação do cemitério de Cabeçudos

As obras de ampliação e beneficiação do cemitério de Cabeçudos já estão em curso. A intervenção, que resulta de um investimento municipal superior a 90 mil euros, pretende melhorar as condições do espaço e aumentar a sua capacidade. Após a conclusão dos trabalhos, o cemitério terá um total de 130 sepulturas, 42 columbários (para guardar urnas com cinzas) e 30 ossários.

O terreno em causa, de 1 665m2, foi adquirido pela Câmara Municipal, por 66 mil euros, a 10 de agosto de 2023. Foi, depois, entregue à Junta de Freguesia de Esmeriz e Cabeçudos em março do ano passado. Desde então, cumpridos os vários trâmites legais, feita a vistoria, em janeiro passado, e recolhidos os orçamentos, a intervenção começou no final do mês de abril.

Famalicão: Carolina Deslandes e batalha das flores este fim de semana

A Festa da Flor é já este fim de semana e Famalicão prepara-se para o grande evento, onde os pontos de atração são o concerto de Carolina Deslandes, na noite de sábado, 10 de maio, e a Batalha das Flores, na tarde de domingo, dia 11. É tudo acesso gratuito.

Segundo o presidente da Câmara, «a cidade veste-se de cor, de alegria, numa festa que tem a particularidade de envolver diversas associações e comerciantes, aliando a cultura e a tradição popular num evento feito pelas pessoas e para as pessoas».

Apesar de ter alguns momentos altos, são três dias de festa com exposições, oficinas, desfiles, música, gastronomia e venda de flores; participam cerca de quarenta coletividades culturais e empresas do ramo da floricultura do concelho que marcam presença no espaço dedicado ao comércio de flores e plantas, no topo norte da Praça D. Maria II (Praceta Cupertino de Miranda).

No total, contam-se mais de uma centena de instituições envolvidas nas diversas iniciativas.

O evento tem também uma programação cultural, com animação pelas ruas, exposição das ornamentações florais, oficinas de cerâmica artística, de pintura, bordado, artes decorativas, de terrários, flores de papel, teatro infantil e espetáculos musicais; na sexta-feira haverá concertinas pelas ruas da cidade (15h00 às 19h00), o concerto de Helena Fernandes (21h30) e o projeto ‘Chão de Estrelas’, que junta diversos artistas convidados e a participação instrumental da Banda Marcial de Arnoso Santa Maria e The Village Ensemble (22h30). No sábado há concerto de Joaquim Carneiro e convidados (20h30) e de Maria Silva (21h30), que antecede o espetáculo de Carolina Deslandes (22h30).

A Batalha das Flores, na tarde de domingo, traz para as ruas da cidade cerca de três dezenas de associações, que totalizam mais de 1200 pessoas envolvidas. Trazem carros alegóricos, trajes e adereços coloridos e muitas flores para distribuir e atirar a quem assiste na rua.

A Banda de Famalicão encerra a festa com um concerto na Praceta Cupertino de Miranda.

Famalicão: INAC diz que o Ministério da Educação discrimina a formação superior nas Artes do Circo

O INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo conseguiu um novo espaço para o desenvolvimento das suas atividades, depois da intervenção do presidente da Câmara Municipal de Famalicão e da colaboração da administração do Central Park. Recorde-se que esteve quase a perder um dos armazéns, onde desenvolvia o seu trabalho artístico, devido ao aumento da renda.

Porém, as dificuldade continuam: a ausência de resposta do Ministério da Educação para aprovar a formação superior nas Artes do Circo. A primeira licenciatura em circo é um objetivo que está a ser moldado ao longo de dez anos de trabalho. No entanto, Bruno Machado denuncia que, em Portugal, «devido à falta de diálogo, à imensa burocracia e ao desconhecimento generalizado por parte do Estado português sobre a especificidade da arte circense, este processo torna-se praticamente impossível e extremamente penoso».

Recorde-se que o Instituto Nacional das Artes do Circo (INAC) foi inicialmente idealizado pelo casal de artistas Bruno Machado e Juliana Moura e mais tarde fundado pelos dois juntamente com André Borges. Segundo Bruno Machado, «tem sido um pilar fundamental no desenvolvimento das artes do circo em Portugal». Desde a sua fundação, o INAC «não só impulsionou a produção e a criação artística, como também desempenhou um papel decisivo na estruturação e profissionalização do setor circense em território nacional», acrescenta.

Atualmente, recebe mais de 50 jovens artistas de circo de várias partes do mundo que procuram formação profissional. Ainda segundo Bruno Machado, o impacto do INAC nota-se na programação de festivais e estruturas como o Vaudeville Rendez Vous, o Trengo, o Festival Imaginarius, o CÚPULA Circus Village Festival a MAR em Sines, estruturas de acolhimento e residências artísticas e ainda os Teatros em Portugal. «A grande parte dos projetos que hoje circulam nestes espaços e que são de produção nacional são protagonizados por ex-alunos do INAC, o que revela claramente o papel da instituição na renovação e fortalecimento do setor», sublinha.

Foto: Reprodução Facebook INAC