No período antes da ordem do dia da última reunião de Câmara, que decorreu esta quinta-feira, a vereadora da Saúde, Sofia Fernandes, pediu a palavra para «fazer defesa da honra» perante acusações que diz ter sido alvo por parte de Eduardo Oliveira, também vereador, eleito pelo PS.
A situação reporta-se ao III Congresso Internacional de Emergência que teve lugar na CESPU no dia 14 de outubro. Sofia Fernandes esteve nesse congresso na abertura e Eduardo Oliveira no fecho. Segundo Sofia Fernandes, o vereador e deputado na Assembleia da República terá acusado a vereadora de mentir a respeito da criação da ULS – Unidades Locais de Saúde (futuramente vão integrar os hospitais e os centros de saúde debaixo de uma gestão única).
Aproveitando a presença de Eduardo Oliveira na reunião de Câmara, a vereadora mostrou-lhe o quanto estava indignada com as insinuações que fez no dito congresso. Disse-lhe: «não diga o que não sabe, foi deselegante, chamou-me mentirosa. Tem que haver respeito». Acrescentou: «deveria estar mais bem informado sobre as questões de Famalicão». A propósito deste assunto, o presidente da Câmara disse estar farto «da política da brincadeira e de comportamento infantil».
Eduardo Oliveira respondeu que apenas achou estanho que Famalicão tenha assumido competências na área da saúde e afirme que desconhece o andamento do projeto da ULS. Acrescentou que o estado da saúde preocupa todos.
Sobre estas acusações a Eduardo Oliveira, o vereador socialista Paulo Folhadela disse que se a preocupação era o nível do debate, «o senhor presidente não usa linguagem conforme, ao fazer estas críticas».








