Associação famalicense HumanitAVE prepara formação de âmbito nacional na Guiné Bissau

A HumanitAVE, associação famalicense com sede na freguesia de Pedome, continua a preparar a missão humanitária na Guiné Bissau, que se deve realizar no próximo verão.

Os responsáveis da associação estiveram, nos últimos dias, na Guiné, onde realizaram uma série de contactos com o objetivo de definir estratégias para a próxima missão naquele território.

Um dos contactos foi com a Diocese de Bissau. Do encontro resultou um acordo para a HumanitAVE garantir uma formação de âmbito nacional a dezenas de professores guineenses.

Português, Matemática, Estudo do Meio são as matérias que vão fazer parte desta formação, onde vão estar incluídos professores do pré-escolar e professores bibliotecários.

Índice de transmissibilidade em Famalicão é superior ao registado no continente

O Índice de Transmissibilidade, ou Rt,em Portugal continental fixa-se em 1, mas em Famalicão, e segundo informações recolhidas por Cidade Hoje, aumenta para 1,4.

Recorde-se que no balanço mais recente da pandemia, divulgado pela Direção-Geral da Saúde, o concelho de Vila Nova de Famalicão apresenta uma taxa de 63 novos infetados por cada 100 mil habitantes.

Entretanto, no Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão, estão internadas 23 pessoas com covid-19.

Restaurantes preocupados: “Os clientes não usam máscara nas esplanadas”

Os empresários dos estabelecimentos da restauração estão preocupados com o incumprimento por parte de muitos clientes do uso da máscara nas esplanadas e pedem ao Governo uma clarificação das regras para evitar retrocesso no desconfinamento.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação nacional de restaurantes PRO.VAR, Daniel Serra, contou que os empresários têm observado que muitos clientes não usam a máscara nas esplanadas.

“Nos últimos dias observámos o que estava a acontecer. Nós [associação] recebemos esta preocupação dos estabelecimentos da restauração e do comércio em geral. Na restauração tem a ver com o uso das máscaras e com o facto de os clientes não estarem a respeitar o pedido, e muitos empresários estão a pedir, que sempre que não estejam a consumir mantenham a máscara colocada. (…) Por isso, pedimos uma clarificação das regras de forma urgente para que se possa evitar um retrocesso no desconfinamento”, disse.

De acordo com Daniel Serra, os empresários não conseguem impor o uso da máscara.

“Um terço dos estabelecimentos estão a operar e dois terços estão a aguardar por dia 19 de abril e 03 de maio para poderem voltar a normalidade e há aqui uma preocupação de forma generalizada. Os empresários estão com o coração nas mãos porque não conseguem impor essa questão e muitos clientes quase de forma inconsciente acabam por incumprir”, sublinhou.

Por isso, a PRO.VAR pede ao Governo e às autoridades de saúde uma clarificação das regras para a restauração e para o comércio em geral, nomeadamente a obrigatoriedade de afixação das mesmas à entrada dos estabelecimentos.

“Pedimos que o comércio em geral e os estabelecimentos da restauração tenham a obrigatoriedade de ter uma indicação das regras covid nos estabelecimentos e isso não existe. É mais fácil para o empresário fazer cumprir se estiver afixado. Estamos a falar do ponto de vista também de concorrência: se for uma obrigação todos têm de cumprir da mesma forma, não há concorrência desleal. Uns cumprem, outros não e as coisas não funcionam”, explicou.

Segundo Daniel Serra, deviam ser afixadas indicações importantes como a lotação, regras básicas do uso da máscara e da desinfeção das mãos.

“No fundo são regras básicas que temos estado a pedir. Que todos os estabelecimentos fossem obrigados a comunicar para que seja mais fácil essa implementação e que haja aqui um natural desconfinamento e que não haja aqui nenhum sobressalto. Os empresários pedem que haja um equilíbrio entre o controlo da pandemia e a economia. Não queremos aqui voltar a uma situação anterior. São 13 meses de enorme dificuldade que o setor está a enfrentar e seria catastrófico voltar a confinar”, disse.

No âmbito da segunda fase de desconfinamento por causa da pandemia de covid-19, que arrancou na segunda-feira, os restaurantes, pastelarias e cafés com esplanada reabriram, mas com grupos limitados a um máximo de quatro pessoas por mesa, encerrando às 22:30 de segunda a sexta e às 13:00 ao fim de semana.

A decisão de avançar com a segunda fase do plano do Governo foi tomada na sexta-feira em Conselho de Ministros, depois de analisada a situação da pandemia em Portugal, em especial o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 e a taxa de incidência de novos casos de Covid-19.

Nesta segunda fase de desconfinamento reabriram também os ginásios, mas ainda sem aulas de grupo, e os alunos dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos retomaram as aulas presenciais.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.862.002 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.887 pessoas dos 824.368 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

FC Famalicão prepara visita ao líder Sporting com quem se tem dado bem

As mais recentes memórias desportivas do Sporting quando defronta o FC Famalicão não são as melhores, bem pelo contrário. Na época passada, os famalicenses arrancaram duas vitórias 1-2 e 3-1 e, já esta época impuseram uma igualdade, a dois golos, ao líder isolado do campeonato.

No noite do próximo domingo, as equipas voltam a defrontar-se, agora em Alvalade. O FC Famalicão animado pelos últimos bons resultados e boas exibições, enquanto do outro lado estará um Sporting ainda a pensar como, esta segunda-feira, deixou fugir dois pontos em Moreira de Cónegos.

Ivo Vieira, treinador do Famalicão, já pode contar com Gustavo Assunção, que regressa após cumprir castigo, enquanto que os lesionados Babic, Ivo Rodrigues, Bruno Jordão e Guedes são, ainda, uma incógnita.

 

Doentes que tiveram covid-19 podem desenvolver doenças neurológicas ou psiquiátricas

Investigadores da Universidade de Oxford concluíram que um terço das pessoas que tiveram covid-19 podem desenvolver problemas neurológicos ou psiquiátricos, como ansiedade e doença bipolar.

Na base do estudo estiveram dados de 236.379 pacientes norte-americanos que tiveram covid-19.

Entre aqueles que estiveram internados nos cuidados intensivos, há uma prevalência de acidente vascular cerebral de 07% e 02% de casos de demência.

O principal autor do estudo, Paulo Harrison, afirmou que «os riscos individuais para a maioria destes problemas são baixos, mas o efeito na população pode ser substancial e fazer-se sentir nos sistemas de saúde e sociais por causa da escala da pandemia e pelo facto de muitos serem crónicos».