Famalicão: Veja o material de proteção que já está a ser distribuído gratuitamente pelas populações

Tal como noticiado pela Cidade Hoje, já arrancou a distribuição pelas populações do material de proteção à pandemia.

A iniciativa é da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em parceria com as juntas de freguesia, e insere-se no projeto “Proteger Famalicão”.

O kit é composto por um par de máscara e luvas, e é atribuído a cada casa conforme o agregado familiar.

Delães assinala o dia da freguesia no facebook

Devido à pandemia do Covid-19, Delães viu-se obrigada a assinalar o dia da freguesia de uma forma diferente, pelas redes sociais.

Ao longo deste sábado, 9 de maio, através de post’s na página da freguesia no facebook, a junta vai recordar o tecido associativo de Delães, os agentes culturais e as celebrações de anos anteriores.

Os interessados em acompanhar este dia da freguesia de Delães só precisam de aceder aqui.

 

Covid-19: 1/4 das pessoas de famílias que ganhavam até 650 euros perdeu todo o rendimento

Uma em cada quatro pessoas cujo agregado familiar ganhava até 650 euros perdeu totalmente o seu rendimento desde o início da pandemia da covid-19, revela um inquérito da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) hoje divulgado.

Já “nas categorias de rendimentos superiores a 2.500 euros, apenas 6% de pessoas perderam o seu rendimento”, adiantam os dados do “Opinião Social”, o questionário do Barómetro Covid-19 da ENSP que acompanha semanalmente a perceção dos portugueses da pandemia.

O estudo alerta que “as consequências económicas da doença e do confinamento, como o desemprego ou redução das fontes de rendimento, podem afetar desproporcionalmente os grupos mais vulneráveis” e considera os resultados obtidos “bastante preocupantes”.

Segundo o estudo, a diminuição do rendimento desde o início da pandemia “não foi igualmente partilhada pelas diferentes classes de rendimento, assistindo-se a uma perda crescente nas categorias mais baixas”.

Mais de metade (52%) dos inquiridos referiram não ter perdas de rendimento, mas no grupo de pessoas cujo agregado familiar auferia entre 651 e 1.000 euros esta percentagem desce para 44%, subindo para 75% entre aqueles que o agregado recebe mais de 2.500 euros.

“Os dados preliminares parecem indicar que a infeção por covid-19 é marcadamente desigual, afetando de forma mais acentuada os concelhos e países que já têm um perfil socioeconómico mais precário e podendo mesmo exacerbar as vulnerabilidades socioeconómicas pré-existentes ao nível individual”, sublinha.

Em declarações à Lusa, a investigadora Joana Alves afirmou que “quem trabalha as desigualdades em saúde já sabe de estudos anteriores que existem diferenças sistemáticas de saúde entre as pessoas de diferentes níveis sociais”.

O barómetro quis perceber se também havia desigualdades na distribuição do número de casos de covid-19 ao nível dos concelhos em Portugal e em alguns países europeus.

“Em termos de resultados obtivemos três níveis de evidência”, sendo o primeiro a nível nacional, em que se observou que “os concelhos com maior densidade populacional, com maior taxa de desemprego, com menor média de rendimento e maior desigualdade de rendimento eram também aqueles concelhos que tinham o maior número de casos de covid-19”, sublinhou Joana Alves.

A nível internacional, confirmou-se que “os países com maiores desigualdades de rendimento e maiores taxas de desemprego eram aqueles também onde existia a maior incidência acumulada de casos por 100 mil habitantes”.

Por fim, a nível individual, constatou-se que “as consequências económicas e sociais da pandemia não estão a ser suportadas de uma forma igual pelos diversos agregados familiares”, disse Joana Alves, explicando que é como se fosse “uma escada social” em que os que “tinham menores níveis de rendimento eram também aqueles que sofriam as maiores perdas desde o início da pandemia”.

O estudo refere que as condições socioeconómicas também podem ter “uma influência significativa no risco de infeção”, explicando que “a falta de compreensão em algumas camadas populacionais” sobre como se propaga a doença pode dificultar a adoção de medidas como a etiqueta respiratória, higienização das mãos ou o uso apropriado de máscara.

Por outro lado, o trabalho precário e a dificuldade de acesso a apoios sociais podem impedir que as pessoas se resguardem mais em casa para se protegerem do vírus. “Trabalhos que não podem ser realizados à distância” ou “a necessidade de continuar a fazer pequenos trabalhos para garantir a subsistência” sujeitam as pessoas a uma maior exposição à infeção.

O estudo aponta ainda que os concelhos com mais médicos por mil habitantes têm um maior número de casos diagnosticados face aos restantes.

Para Joana Alves, “é necessário reforçar a capacidade de os países se organizarem numa definição de políticas conjuntas de saúde e económicas de combate à pandemia” para que “não se agravem as desigualdades entre os países com consequências para todos”.

Covid-19: Governo espera ser possível em dois anos chegar à conjuntura económica de 2019

O Governo estimou hoje que, em dois anos, seja possível regressar à conjuntura económica de 2019, antes da recessão gerada pela pandemia de covid-19, ressalvando que isso depende da dimensão da crise sanitária, ainda incerta.

“Neste momento, a incerteza é extremamente elevada e é muito difícil dizer quando é que as economias regressarão ao nível que tinham, por exemplo, no ano de 2019, mas […] penso que será possível em cerca de dois anos regressar” à conjuntura económica do ano passado, disse o secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix.

Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas por videoconferência, após uma reunião do Eurogrupo já realizada à luz das primeiras projeções de Bruxelas sobre o impacto da pandemia da covid-19 na economia europeia – divulgadas na quarta-feira e que antecipam para este ano uma contração sem precedentes na zona euro, de 7,7% do Produto Interno Bruto -, Ricardo Mourinho Félix declarou que a retoma económica “dependerá de um conjunto de variáveis”.

Nestas previsões, a Comissão Europeia disse estimar que, após a recessão de 6,8% em Portugal este ano e de uma taxa de desemprego de 9,7%, se registe uma recuperação da economia portuguesa de 5,8% em 2021, bem como uma diminuição da taxa de desemprego para 7,4%.

“O entendimento que temos é que, dependendo obviamente daquilo que seja a dimensão da crise de saúde, será possível, se ela for suficientemente curta, recuperar as economias e regressar a uma nova normalidade num prazo relativamente breve”, referiu Ricardo Mourinho Félix, destacando o “crescimento muito significativo” previsto por Bruxelas para o país no próximo ano.

Nesta reunião de hoje, o fórum informal de ministros das Finanças da área do euro discutiu a resposta económica europeia à crise gerada pela pandemia.

Por definir, e isso está nas mãos da Comissão Europeia e deverá ser apresentado nos próximos dias, está o novo fundo de recuperação, a resposta comunitária ao pós-pandemia.

Sobre esta questão, Ricardo Mourinho Félix notou existir “coro político” sobre a criação deste fundo, mas divergências sobre “a forma”, como foi visível na última cimeira.

Num Conselho Europeu celebrado por videoconferência em final de abril passado, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia encarregaram a Comissão Europeia de apresentar “com caráter de urgência” uma proposta de fundo de recuperação da economia europeia para superar a crise provocada pela pandemia de covid-19, interligando-o de forma clara com uma proposta revista do orçamento plurianual para 2021-2027, que ainda não foi acordado entre os 27.

“A posição de Portugal é que esse fundo não pode afetar aquilo que são as prioridades do atual orçamento – no que toca às políticas de coesão, à política agrícola, às prioridades da transição digital e da ação climática”, sublinhou Ricardo Mourinho Félix.

Quanto ao conteúdo, “Portugal considera que deve ser feito esse financiamento aos Estados largamente através de subvenções”, acrescentou o governante, admitindo também “alguns empréstimos”, desde que tenham “maturidade suficientemente longa para diluir aquilo que são os custos”.

Famalicão: Fim de semana de distribuição de máscaras e luvas pela população

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em parceria com as juntas de freguesia, vai estar a distribuir este fim de semana as máscaras e luvas, do projeto “Proteger Famalicão”, pela população.

Em grande parte das freguesias as máscaras serão entregues porta-a-porta, por elementos da junta ou de movimentos sociais que estejam a colaborar na causa.

Há ainda a possibilidade da distribuição ser feita através de voucher, colocado nas caixas de correio, para posterior levantamento da máscara nos dias e horários onde existir disponibilidade.

Ao todo serão entregues 135 mil máscaras e pares de luvas.