Famalicense de 10 anos vence Campeonato Online de Jogo Matemático

O jovem Eduardo Rodrigues, de 10 anos, aluno do 4º ano da Escola da Estalagem de Vermoim, foi o vencedor de um campeonato de âmbito nacional, relacionado com raciocínio matemático.

O estudante participou nos Campeonatos Hypatiamat Online e, de entre 800 crianças, foi aquela que melhor conseguiu raciocinar e mais rapidamente deu as respostas certas aos problemas que eram apresentados num jogo, que tem por base operações matemáticas.

A competição decorreu esta sexta-feira durante todo o dia, das 08h00 às 22h00, e terminou com o triunfo, de forma destacada, do famalicense residente em Pousada de Saramagos e com muito bom aproveitamento escolar.

 

Gasolina fica mais cara 4 cêntimos

Os combustíveis vão voltar ficar mais caros a partir da próxima semana.

A gasolina é a que sofre com um maior aumento, cerca de quatro cêntimos por litro e o gasóleo simples vai passar a custar mais 1,5 cêntimos por litro.

Em causa está a recuperação das cotações internacionais do petróleo e seus derivados, mas, também, a desvalorização do euro face ao dólar.

Fonte: Dinheiro Vivo

Covid-19: Empresas devem isolar casos para evitar terem de fechar

As empresas têm todas as vantagens em colaborar com as autoridades de saúde quando detetam casos de covid-19, para evitarem terem de fechar, caso o surto se dissemine, alertou hoje o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

Em entrevista à agência Lusa, Duarte Cordeiro, membro do Governo que faz a ligação entre autarquias, entidades de saúde, da segurança social e proteção civil na área de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), afirmou preocupação com o surto de covid-19 numa empresa da Azambuja e salientou que na próxima segunda-feira decorrerá uma reunião de várias entidades com as empresas da Plataforma Logística da Azambuja.

O objetivo é “passar uma mensagem de prevenção”, alertar para a atenção que deve ser dada a fatores como os aglomerados de trabalhadores, à proteção individual, aconselhar que os sintomas da doença não sejam desvalorizados e demonstrar que as autoridades de saúde pública estão disponíveis para apoiar.

“Uma empresa, se detetar um caso e se o isolar, vai preservar muito mais a sua capacidade de trabalho. Se o ignorar e ele começar a ganhar dimensão, depois, quando o for identificar, já representa uma percentagem muito maior dos seus trabalhadores”, disse.

“Se as empresas quiserem realmente ajudar-se no que respeita à preservação da sua atividade, vão querer ter estes cuidados, vão querer separar os trabalhadores por turnos e querer preservar esta situação (…) Uma empresa que não perceba isso arrisca-se a parar durante 15 dias. Isso sim. É um prejuízo enorme”, acrescentou.

A empresa Avipronto, na Azambuja, começou por detetar a infeção por covid-19 em cerca de 30 funcionários, mas a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, adiantou que, até hoje de manhã, foram identificados 101 trabalhadores com resultado positivo na empresa, que já testou todos os funcionários.

A Avipronto, que entretanto encerrou, está a cumprir um conjunto de regras e recomendações das autoridades de saúde para poder reabrir.

“É normal que, com a abertura, a taxa de contágio aumente, mas, simultaneamente, temos de controlar e identificar todas essas situações”, salientou Duarte Cordeiro.

O responsável sublinhou ainda que nesta primeira semana de abertura tem havido maior pressão nos transportes públicos e defendeu que “tem que haver uma enorme responsabilização da parte das empresas no cumprimento dos critérios de lotação nos serviços públicos”.

“A informação que nós temos é que as pessoas estão a cumprir, utilizando as máscaras nos transportes públicos. Nem sempre a lotação é cumprida. E essa parte é muito importante que seja cumprida. Não só as empresas procurar garantir que não é ultrapassada essa lotação, como as próprias pessoas, se veem que um autocarro vai sensivelmente já com uma lotação que corresponde àquilo que está definido como a lotação nos transportes, não devem forçar” a entrada, afirmou.

Neste novo contexto, “tem também de haver uma compreensão por parte das empresas, para que não penalizem os trabalhadores se tiverem algum atraso” que “possa significar esperar pelo transporte público seguinte”.

“E temos também de pressionar as empresas de transportes públicos para tentarem cumprir os horários, para que possamos todos retomar a nossa normalidade. A existência de vários horários durante a manhã é muito importante para que possamos todos voltar ao trabalho sem uma grande pressão”, acrescentou.

Portugal regista 1.114 mortes relacionadas com a covid-19 e 27.268 infetados, 7.093 deles na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde.

De acordo com a diretora-geral, Graça Freitas, estes resultados podem dever-se à testagem elevada realizada nesta região, que permite que sejam detetados mais casos.

A responsável destacou ainda a existência na região de surtos como o da Azambuja.

Fazem parte da região de LVT os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (Grande Lisboa e Península de Setúbal) e das comunidades intermunicipais da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste.

Covid-19: Barreiras e forças de segurança impedirão peregrinos de chegar a Fátima, informa o governo

O acesso de peregrinos ao Santuário de Fátima vai ser impedido por barreiras e forças de segurança durante as celebrações do 13 de Maio, assinaladas este ano apenas com convidados, revelou hoje o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

Em entrevista à agência Lusa, o secretário de Estado Duarte Cordeiro destacou que estas barreiras impedirão a entrada de peregrinos no acesso a Ourém e, dentro de Ourém, no acesso ao Santuário.

“Há uma preocupação. A Igreja e o Santuário de Fátima decidiram celebrar o 13 de Maio na Basílica e no Santuário, mas apenas com convidados. Isso significa que não é desejável que os peregrinos se desloquem a Fátima”, disse.

Duarte Cordeiro é o membro do Governo que faz a ligação, no âmbito do combate à pandemia, entre autarquias, entidades de saúde, da segurança social e da proteção civil na área de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), onde se inclui o Santuário de Fátima, no concelho de Ourém e distrito de Santarém.

O governante salientou que está a haver “uma estreita articulação” do Governo com o Santuário de Fátima e será através do Ministério da Administração Interna que o Executivo irá dar apoio “a uma operação que signifique procurar evitar deslocações a Fátima e que haja uma concentração de peregrinos”.

“Vai haver uma operação, que foi desenhada pela Comissão de Proteção Civil do Distrito de Santarém e que vai ter o apoio obviamente das forças de segurança quanto à sua implementação para evitar que, no fundo, haja uma aglomeração de pessoas no Santuário”, afirmou.

Esta operação, salientou, “passa por criar barreiras que, no fundo, permitam impedir o acesso por parte de visitantes ao Santuário, uma vez que as celebrações vão ser na Basílica e no Santuário apenas com convidados”.

“Isso passa não só por evitar que cidadãos de fora do município de Ourém se desloquem para Fátima”, como por criar barreiras que limitem a circulação de peregrinos “dentro do próprio Santuário, porque há hotéis e pode haver pessoas alojadas nos hotéis e também tem que se evitar essa deslocação”, explicou.

O Governo decidiu que as celebrações do 12 e 13 de maio no Santuário de Fátima podem contar com celebrantes, convidados e funcionários, que têm de manter uma distância de dois metros, devido à pandemia de covid-19, de acordo com um despacho publicado na quinta-feira no Diário da República, assinado pelos ministros da Administração Interna e da Saúde.

Sendo “relevante para a comunidade católica portuguesa a celebração das aparições de Fátima”, o Governo considera que, se forem cumpridos os termos fixados no despacho, a saúde pública será “adequadamente garantida”.

Entre a tarde do dia 12 e o fim da manhã do dia 13 não será permitido o acesso dos peregrinos a qualquer espaço do santuário, acrescenta.

No início da semana, o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Miguel Borges, defendeu que o Governo deveria voltar a proibir as deslocações para fora dos concelhos de residência de forma a evitar a presença de peregrinos em Fátima, como foi feito no fim de semana da Páscoa e do 01 de Maio.

Portugal regista 1.114 mortes relacionadas com a covid-19 e 27.268 infetados, 7.093 deles na região de LVT, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

O país entrou no domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Fazem parte da região de LVT os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (Grande Lisboa e Península de Setúbal) e das comunidades intermunicipais da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste.

CIM do Ave e Municípios garantem transporte gratuito

À semelhança do que acontece na CIM do Cávado, também os municípios da CIM do Ave, onde se inclui o concelho de Famalicão, estão a ser servidos com uma rede provisória e gratuita de transportes públicos.

A rede, em vigor desde 14 de abril, é constituída por 18 linhas de transporte, com 121 circulações diárias e um total de 2830 km diários. Face ao período atual de desconfinamento social, esta rede de transporte público no território da CIM do Ave poderá ser ajustada semanalmente. O objetivo será sempre garantir os serviços essenciais de transporte de passageiros.

Este plano de transportes foi desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Ave, enquanto Autoridade de Transporte, em articulação com os oito municípios que a constituem – Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

Estão a ser respeitadas as regras de saúde e segurança. Assim, a lotação do veículo está reduzida a 2/3; é obrigatório o uso de máscara ou viseira; a limpeza e desinfeção foram reforçadas.

No que diz respeito ao financiamento, a CIM do Ave e dos municípios, com base nas verbas provenientes do Fundo Ambiental, asseguram os custos associados.

Covid-19 provoca queda das exportações têxteis

Os dados do INE confirmam que as exportações do têxtil e vestuário sofreram uma quebra de 19% no mês de março, face ao mesmo mês do ano anterior. No 1.º trimestre, Portugal exportou 1.277 milhões de euros e importou 1.013 milhões de euros, -10% do que em igual período do ano transato.

Ainda assim, a Balança Comercial dos Têxteis e Vestuário, no 1.º trimestre de 2020, registou um saldo de 264 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 126%.

Houve uma quebra nas exportações em quase todos os artigos, com exceção de pastas, feltros e artigos de cordoaria, que tiveram um aumento de 8,4%, correspondendo a 6,3 milhões de euros; um aumento também de exportações de matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos, de 2,3 milhões de euros (5,8%), e de outras fibras têxteis vegetais, incluindo fios e tecidos, com aumento de 268 mil euros (10,7%).

Em termos globais, o vestuário foi a categoria de produtos com pior desempenho, registando uma quebra de 66 milhões de euros, ou seja, – 8,1%.