As formações modulares gratuitas que estavam previstas no âmbito do Centro Qualifica de Famalicão estão, agora, disponíveis no modelo à distância/online.
Estas ações de formação, com a duração de 25 ou 50 horas, são financiadas pelo PORTUGAL 2020/POISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego) e são destinadas a pessoas em idade ativa que estejam empregados ou desempregados.
Informática – Folha de Cálculo, Primeiros Socorros, Agricultura, Ciências Informáticas, Comportamental, Contabilidade e Fiscalidade e Direito são algumas das formações disponíveis.
Inscreva-se gratuitamente. Mais informações no Portal da Educação da Câmara Municipal de Famalicão.
Lojas até 200 metros quadrados podem reabrir já na segunda-feira, até 400 abrem a partir do dia 18
A partir desta segunda-feira, as lojas até 200 metros quadrados farão parte da primeira fase de reabertura dos espaços comerciais. A segunda fase, a partir do dia 18, vai contemplar lojas até 400 metros quadrados.
Cabeleireiros, livrarias e stands de automóveis também vão poder reabrir ao público.
A partir de junho, reabrem os restantes estabelecimentos comerciais.
Fonte: Renascença
Movimento da Póvoa de Varzim solidário com a AFPAD
A AFPAD – Associação Famalicense de Prevenção e Apoio à Deficiência recebeu equipamentos de proteção individual do movimento “Contra o Covid, Marchar, Marchar”, criado pela Liga dos Amigos do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde e pela Formaterapia, instituição da área da saúde e formação.
Liderado por Francisco Neto, o movimento conta com a solidariedade de cidadãos, empresas e entidades, para, depois, ajudar instituições com donativos e materiais.
O Movimento “Contra o Covid, Marchar, Marchar” entregou 4500 equipamentos de proteção individual a 14 instituições de solidariedade da Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Santo Tirso, Trofa e Famalicão.
No total, foram entregues 3049 máscaras cirúrgicas, 12 máscaras bico de pato, 1400 luvas de nitrilo, 50 viseiras, 6 embalagens de álcool-gel antissético e 5 óculos de proteção.
Este movimento continua recetivo a donativos de cidadãos ou empresas que estejam solidários com esta causa.
Covid-19: DGS defende auto-medição da temperatura e reforço de higiene nas empresas
A Direção-Geral da Saúde (DGS) aconselha as empresas a promover a auto-medição da temperatura pelos trabalhadores, reforçar a desinfeção das superfícies nos locais de trabalho e reorganizar equipas para garantir a distância de segurança entre funcionários.
Num documento elaborado no âmbito do Programa Nacional da Saúde Ocupacional, a DGS informa empresas e trabalhadores sobre de que forma podem ser concretizadas diversas medidas de prevenção da covid-19, desde a higiene das mãos ao cumprimento da distância de segurança, passando pela desinfeção de objetos e superfícies comuns, etiqueta respiratória (tossir para o braço), proteção individual e automonitorização de sintomas dos trabalhadores.
Neste manual, a DGS recorda que “as adequadas medidas preventivas nos locais de trabalho não só permitem salvar vidas, como também garantir o funcionamento das empresas e das cadeias de abastecimento de bens e serviços e, simultaneamente, evitar o absentismo ao trabalho, a doença e as perdas económicas e de produção”.
Entre as várias medidas, está o reforço da higiene das mãos – com paragens durante o horário de trabalho (por lembrete, por exemplo) para os trabalhadores lavarem ou desinfetarem as mãos – e do plano de higienização das superfícies, mobiliário e objetos de contacto frequente, como maçanetas, interruptores, teclados e telefones, disponibilizando materiais (toalhetes) ou produtos que permitam a desinfeção.
Segundo o manual da DGS, os materiais e superfícies de contacto frequente devem ser higienizados após cada utilização, ou uma vez por dia, conforme os casos.
Deve ainda ser mantida a distância de segurança de dois metros entre pessoas para espaços interiores e pelo menos um metro para o exterior, devendo as empresas estabelecer “a utilização de máscaras sempre que os trabalhadores tenham sinais ou sintomas respiratórios (ex. estejam constipados ou tenham tosse) e trabalhem em espaços interiores com outros trabalhadores”, refere o documento.
As empresas devem também optar pelo teletrabalho sempre que tal seja possível, reorganizar os espaços para garantir a distância de segurança entre trabalhadores, assim como definir fluxos de entrada e saída das instalações e programar o trabalho com equipas pequenas.
A DGS aconselha ainda a definição de regras para uso dos espaços comuns, como salas de reuniões, refeitórios e elevadores, e diz que as empresas devem sempre privilegiar reuniões não presenciais, em videochamada ou videoconferência.
Para os que não podem em trabalho manter a distância recomendada, a DGS aconselha a utilização de barreiras físicas como janelas de vidro ou acrílico e/ou postigo entre trabalhador e utente/cliente/público, além da “ventilação reforçada da área de trabalho, incluindo pela abertura de janela”.
As empresas que têm atendimento ao público devem dar preferência à marcação prévia e criar circuitos específicos para as pessoas e todas devem disponibilizar máscaras sociais/comunitárias a visitantes, fornecedores e clientes/utentes da empresa ou instituir o uso obrigatório a quem se desloca às suas instalações.
A DGS aconselha ainda a não usar equipamento de ar comprimido na limpeza, pelo risco de recirculação de aerossóis e/ou de projeção de poeiras com partículas.
Caso seja identificado um trabalhador com covid-19 caberá à autoridade de saúde, “em articulação com o médico do trabalho da empresa, identificar os respetivos contactos e adotar medidas de descontaminação que evitem a transmissão da doença”, refere a DGS, que aconselha as empresas a sensibilizarem os trabalhadores para procederem diariamente à auto-medição da temperatura corporal e confirmarem a ausência de tosse persistente ou de dificuldade respiratória, antes de iniciarem a jornada laboral.
Para isso a empresa terá de adquirir termómetros, preferencialmente, digitais ou por infravermelhos, de forma a evitar o contacto cutâneo.
A empresa deve ainda garantir o equipamento de proteção individual necessário a cada trabalhador, em função das tarefas que cada um desempenha, e promover exercícios práticos sobre a correta colocação e remoção dos equipamentos.
“Uma informação clara e sistematizada é um importante meio de coesão que permite comunicar medidas e soluções aos trabalhadores sobre a covid-19, reduzindo a incerteza e a ansiedade e evitando pânico desnecessário”, sublinha.
Portugal contabiliza 948 mortos associados à covid-19 em 24.322 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.
O país vai terminar no sábado, 02 de maio, o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o Governo deverá anunciar na quinta-feira as medidas para continuar a combater a pandemia.
Inovação: Empresa de Famalicão cria quiosque que mede temperatura e dá desinfetante
Uma tecnológica de Famalicão desenvolveu um quiosque prático com dispensador automático de desinfetante para as mãos e sistema de medição de temperatura corporal, para dar resposta ao “novo normal” da vida em sociedade decorrente da pandemia da covid-19.
A responsável da Wingsys, Inês Barbosa, disse hoje à Lusa que o quiosque começou a ser concebido há duas semanas e ficou pronto na segunda-feira.
“Não há qualquer toque, é tudo feito através de sensores e de câmaras”, sublinhou.
A ideia de criar o quiosque “hygistation” surgiu durante a crise provocada pela pandemia, mais concretamente nas últimas semanas, quando se começou a falar de “desconfinamento”.
“O novo normal da vida em sociedade passará por fortes medidas de higiene e de prevenção, e é nesse campo que entram os nossos novos quiosques”, referiu Inês Barbosa.
Os quiosques foram concebidos para serem utilizados em espaços públicos como restaurantes, salas de espetáculos, estádios, lojas, cafés, estação ferroviárias, aeroportos, hospitais, hotéis, ‘shoppings’ ou praias.
Permitem a medição da temperatura corporal a 50 centímetros de distância, sem toque e de forma “rápida e precisa”.
Asseguram ainda o reconhecimento facial (com base de dados de 30.000 ID e identificação de estranhos), a identificação e validação da utilização de máscara e a configuração do range de temperaturas e alertas.
Além disso, permitem também adicionar sistema de gestão de filas espera por SMS ou sistema de voz “Senha Segura”, leitores de cartões, Scan, QRCode e outros periféricos.
Isto ao mesmo tempo que disponibilizam informações úteis sobre eventos, ofertas e outras matérias.
“O objetivo é manter as pessoas mais seguras e informadas em zonas sociais”, sintetizou Inês Barbosa.
A Wingsys é uma marca da empresa portuguesa Famasete – Technology Group.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 215 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 948 pessoas das 24.322 confirmadas como infetadas, e há 1.389 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Covid-19: Bruxelas pede fim dos limites às viagens na UE “o mais rápido possível”
A Comissão Europeia pediu hoje aos Estados-membros para levantarem restrições às viagens na União Europeia (UE) “o mais rapidamente possível”, de forma a permitir a retoma do turismo europeu, estimando perdas de faturação de 50% devido à pandemia.
“De forma a permitir que o turismo seja retomado, o colégio [de comissários] considera que as restrições às viagens devem ser levantadas o mais rapidamente possível, evitando discriminações com base nas nacionalidades e tendo em conta os desenvolvimentos epidemiológicos”, declarou a vice-presidente da Comissão Europeia Věra Jourová, responsável pelas pastas dos Valores e Transparência, em conferência de imprensa a partir de Bruxelas.
Dando conta que os comissários debateram hoje, na sua reunião habitual de quarta-feira, os impactos da covid-19 no turismo, a responsável precisou que “este ecossistema pode perder até 50% da sua faturação em 2020”.
Este é um dos setores que mais pesa no Produto Interno Bruto (PIB) europeu, num total de 10%, representando 27 milhões de empregos diretos e indiretos.
Frisando que “é óbvio que não deve haver discriminação por nacionalidades e seleção de quem pode entrar no país e de quem não pode”, no período pós-pandemia, Věra Jourová indicou que “os serviços da Comissão estão a trabalhar em diretrizes concretas” para o setor do turismo, nomeadamente no que toca aos transportes, orientações que serão divulgadas nos próximos dias e a pensar no próximo verão.
“Estas diretrizes são necessárias para permitir que os operadores de mercado, especialmente as pequenas e médias empresas, se prepararam para o momento em que as restrições forem, gradualmente, levantadas”, apontou a vice-presidente do executivo comunitário.
Segundo Věra Jourová, “os maiores desafios” do setor são, atualmente, a liquidez das empresas, a confiança dos consumidores, as consequências das restrições e os impactos relacionados com o desemprego.
E, de acordo com a responsável, “há zonas [da Europa] mais afetadas do que outras, com particular impacto no sul”, incluindo países como Portugal, Espanha e Itália.
Věra Jourová defendeu, por isso, “grandes investimentos públicos e privados, a nível europeu e nacional”, no setor do turismo, bem como “apoios temporários” por parte dos países da UE.
Para a responsável pelas pastas dos Valores e Transparência, urge também “clarificar as regras aplicáveis aos reembolsos e ao uso de ‘vouchers’ em casos de cancelamentos devido à covid-19, no âmbito das legislações de direitos dos passageiros e das viagens turísticas”.
Além disso, “as ações para tornar os ‘vouchers’ mais atrativos podem atenuar a pressão junto dos operadores, enquanto se garante o total respeito pelos direitos dos passageiros”, adiantou Věra Jourová.
Com o turismo europeu estagnado devido às medidas restritivas adotadas pelos Estados-membros da UE para tentar conter a propagação da pandemia (incluindo limitações nas viagens entre países), este é um dos setores mais afetados pela covid-19, sendo estimada uma queda de 39% nas viagens de turismo para toda a Europa em 2020, comparando com o período homólogo anterior, o equivalente a menos 287 milhões de chegadas internacionais, segundo um estudo da Oxford Economics.
Assumindo que a covid-19 afeta o turismo europeu durante oito meses, entre alturas de confinamento e de levantamentos faseados das restrições, esta entidade prevê que Portugal seja um dos mais afetados pela paragem no setor, nomeadamente por ter 16,5% do PIB nacional afetado direta ou indiretamente pelos serviços turísticos.
De acordo com a Oxford Economics, em Portugal deverão registar-se menos sete milhões de entradas internacionais este ano, em comparação com 2019, o equivalente a uma queda de 40%.
A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.








