Economia circular na sede do PSD

Na próxima sessão das “Segundas na Sede”, marcada para segunda-feira, dia 4 de maio, às 21 horas, estará em debate a economia circular e economia verde.

O convidado é Bruno Pereira da Silva, que atualmente desenvolve atividades de investigação, desenvolvimento e inovação, em parceria com a indústria nacional e internacional, ao nível da sustentabilidade e da economia circular no Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) da Universidade do Minho.

Esta sessão é dinamizada pela JSD de Famalicão. 

A iniciativa volta a decorrer na plataforma Zoom, com inscrição prévia e com número limitado de participantes, sendo transmitida em direto na página de Facebook do PSD de Vila Nova de Famalicão.

Junta de Brufe abre cemitério no Dia da Mãe

Excecionalmente, este domingo, 3 de Maio, Dia da Mãe, a Junta de Freguesia de Brufe abre o cemitério da freguesia, entre as 9 e as 12 horas.

A abertura obedece às recomendações da Direção-Geral da Saúde, com a autarquia a limitar a 50 pessoas presentes, em cada momento, no interior do espaço. Recomenda, ainda, que seja observado o distanciamento social, higiene das mãos e de etiqueta respiratória, bem como a adoção das medidas necessárias para proteger os grupos de cidadãos mais vulneráveis.

Durante o período de abertura, não estará disponível o fornecimento de água nem dos equipamentos para trabalhos de limpeza e manutenção, materiais de uso comum e potenciais fontes de transmissão do vírus. As instalações sanitárias estarão encerradas.

A permanência dos utentes no cemitério deverá resumir-se ao tempo estritamente necessário, para a colocação de uma flor ou de uma vela; o não cumprimento do estipulado pode levar ao encerramento imediato do cemitério.

A Junta de Freguesia de Brufe alerta, por último, que este período excecional de abertura não seja usado para compor as sepulturas.

Santa Casa da Misericórdia não regista infetados pelo covid-19

Os cerca de 160 utentes dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão testaram negativo na análise ao covid-19. A revelação é do provedor, Rui Maia, em declarações à Cidade hoje. Os funcionários da instituição foram testados esta semana, e aguardam resultados.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia assume que estes resultados devem-se ao plano de contingência implementado na instituição, com o apoio dos colaboradores, a quem agradece a disponibilidade. Cuidados que são para continuar, mas Rui Maia diz que em tudo isto também é preciso um ponta de sorte.

Ultimamente, o sistema de saúde tem dado uma resposta mais eficaz aos problemas, reconhece o provedor, mas alerta que esta pandemia veio mostrar as fragilidades destas instituições sociais, algo que, na sua opinião, até o próprio Governo e quem legisla desconheciam. «Quem está mais acima, apoia-se em ofícios e legislações que muitas vezes não estão de acordo com a vivência diária nos lares», sublinha.

Câmara de Famalicão concluiu testes a 827 utentes dos lares

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão terminou, esta quarta-feira, o rastreio aos 827 utentes dos lares de idosos, Unidades de Cuidados Continuados e lares residenciais de Apoio à Deficiência.

Os testes decorreram ao longo de uma semana e resultam de um acordo entre a autarquia e a ARS Norte, entidade responsável pelos testes aos funcionários das instituições. Foram realizados 827 testes e os resultados serão conhecidos após a conclusão do processo.

Os testes aos utentes de 26 instituições, foram realizados com meios logísticos disponibilizados pela Câmara e de três enfermeiros do Hospital Narciso Ferreira, de Riba de Ave. As análises, custeadas pelo município, foram recolhidas pelo laboratório Unilabs. Já dos testes aos funcionários, a recolha ficou a cargo da Cruz Vermelha Portuguesa e as análises estão ser processadas pelo Instituto de Medicina Molecular.

A Câmara Municipal decidiu avançar com o rastreio porque, como afirma Paulo Cunha, «não podia esperar mais para que o programa nacional de rastreio aos lares chegasse a Famalicão. Avançamos com este processo depois de conseguir meios humanos e técnicos capazes de garantir todas as condições»

Covid-19: Candidatos ao ensino superior têm novas datas para realização de pré-requisitos

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) alterou o calendário da avaliação dos pré-requisitos para candidatura às universidades e politécnicos, deixando de haver duas fases para realização das provas.

Segundo uma deliberação da CNAES publicada hoje em Diário da República, a avaliação dos pré-requisitos que são exigidos por algumas instituições do ensino superior realiza-se, este ano, durante uma única fase, que termina em 30 de junho, em vez das habituais duas chamadas.

O calendário anterior previa a realização das provas em duas fases, a primeira entre 13 de abril e 15 de maio, e a segunda entre 29 de junho e 10 de julho.

Por outro lado, também o prazo para a certificação dos pré-requisitos foi alterado com a eliminação da segunda chamada para a realização das avaliações, cujos resultados deveriam ser conhecidos até 24 de julho.

Segundo as novas datas, a certificação dos pré-requisitos avaliados em “época normal” deverá ser feita até 10 de julho, a mesma data prevista para a anterior “primeira chamada”.

Os candidatos ao ensino superior continuam a ter a possibilidade de se inscrever numa época especial do processo de avaliação, podendo fazê-lo até 15 de junho, sendo que o prazo anterior terminava em 10 de julho.

As datas para a realização desta época especial não estão definidas, sendo propostas pelas próprias instituições, mas os resultados devem ser publicados até 31 de julho.

A Direção-Geral do Ensino Superior já tinha anunciado, em 09 de abril, novos prazos para a apresentação das candidaturas ao concurso nacional de acesso ao ensino superior, que foram adiados de forma a acompanhar as alterações nos calendários dos exames de secundário devido à pandemia de covid-19.

O Governo adiou a realização dos exames nacionais do secundário, devido à suspensão das aulas presenciais em todos os estabelecimentos de ensino, em 16 de março, uma medida que se vai prolongar até ao final do ano letivo para os alunos do ensino básico e 10.º ano.

Apenas os alunos do 11.º e 12.º anos poderão regressar às escolas, para ter aulas presenciais de preparação para os exames, decisão que será anunciada hoje pelo primeiro-ministro, António Costa, após reunião do Conselho de Ministros.

Portugal regista hoje 989 mortos associados à covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 25.045 infetados (mais 540), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Ano 2019 foi aquele em que os portugueses mais viajaram na última década

As viagens turísticas dos residentes em Portugal atingiram em 2019 o valor mais elevado da última década, aumentando 10,8% para 24,5 milhões e mais do que duplicando a subida de 4,2% registada em 2018, divulgou o INE.

De acordo com os resultados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), esta evolução foi sobretudo dinamizada pelas viagens ao estrangeiro, que cresceram 24,7% (+13,3% em 2018) e representaram 12,7% do total (+1,4 pontos percentuais), sendo a maioria (59,7% ou +1,2 pontos percentuais) para “lazer, recreio ou férias”.

Já as deslocações nacionais aumentaram 9,0% (+3,2% em 2018) e tiveram como principal motivo “lazer, recreio ou férias”, o que representa um acréscimo de 3,0 pontos percentuais face ao peso em 2018.

No ano passado, o motivo “lazer, recreio ou férias” esteve associado a 49,4% do total das viagens (12,1 milhões de viagens, +17,9%) e a “visita a familiares ou amigos” foi o motivo de 37,8% das deslocações (9,2 milhões de viagens, +1,2%), enquanto os motivos “profissionais ou de negócios” representaram 8,2% do total (2,0 milhões de viagens, +9,9%).

A região Centro reforçou a sua posição como destino das viagens realizadas em território nacional, assimilando 33,0% das viagens efetuadas (+2,9 pontos percentuais face a 2018), enquanto a região Norte perdeu peso, com menos 3,3 pontos percentuais, para uma proporção de 22,5%.

Já a Área Metropolitana de Lisboa foi identificada como destino em 17,4% das viagens nacionais, tal como em 2018.

Quanto aos principais países de destino em 2019 no âmbito das deslocações ao estrangeiro, Espanha e França mantiveram a primeira e a segunda posições, respetivamente, com 32,7% (+0,8 pontos percentuais) e 12,3% (-1,4 pontos percentuais) das viagens.

A Itália ascendeu ao terceiro lugar, com 6,2% (+0,6 pontos percentuais), por troca com o Reino Unido (6,0% face aos 7,3% registados em 2018).

Entre as viagens realizadas ao estrangeiro, 75,7% (-0,3 pontos percentuais) tiveram como destino os países da União Europeia.

Em 2019, as viagens com marcação prévia representaram 35,4% do total (+2,8 pontos percentuais face a 2018) e 90,7% das destinadas ao estrangeiro (+0,9 pontos percentuais), verificando-se que o recurso à Internet ocorreu em 24,2% das viagens, mantendo a tendência de reforço face aos anos anteriores (19,1% em 2018 e 17,4% em 2017).

Entre o total de dormidas em 2019, as efetuadas em “alojamento particular gratuito” corresponderam a 61,3% (63,3% em 2018 e 66,9% em 2017), tendo os “hotéis e similares” reforçado a sua expressão em 4,9 pontos percentuais e concentrado 27,0% do total, devido ao aumento de 37,8% face a 2018.

No total do ano de 2019, cada viagem teve uma duração média de 5,45 noites (5,63 noites em 2018 e 5,71 em 2017).

Considerando apenas o quarto trimestre de 2019, as viagens de residentes em Portugal cresceram 9,3% (+11,0% no trimestre anterior) para um total de 5,5 milhões, com as viagens em território nacional a concentrarem 88,5% das deslocações totais e a aumentarem 10,2% (+8,2% no terceiro trimestre), enquanto as deslocações internacionais cresceram 3,0% (+36,5% no terceiro trimestre).

A “visita a familiares ou amigos” foi a principal motivação para viajar no último trimestre de 2019, tendo correspondido a 2,8 milhões de viagens (+11,1%) e passando a sua representatividade para 50,0% do total (+0,8 pontos percentuais face ao mesmo período de 2018).

Já o motivo “lazer, recreio ou férias” correspondeu a 1,9 milhões das viagens realizadas (+2,2%), representando 33,5% do total (-2,3 pontos percentuais no seu peso face ao total) e as viagens por motivos “profissionais ou de negócios” (517,9 mil) diminuíram o seu peso relativo em 1,5 pontos percentuais (9,4% do total).

O motivo “visita a familiares ou amigos” esteve associado à realização da maioria das viagens nacionais (2,6 milhões; peso de 53,1%), enquanto nas viagens realizadas ao estrangeiro foi o “lazer, recreio ou férias” (268,1 mil) que motivou a maior parte das deslocações (42,3%).

No quarto trimestre de 2019, 28,9% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (-3,0 pontos percentuais), proporção que atingiu 89,9% (+0,1 pontos percentuais) no caso de deslocações com destino ao estrangeiro.

A Internet foi utilizada na organização de 17,8% das deslocações (-2,6 pontos percentuais), tendo este recurso sido opção em 63,2% (+0,8 pontos percentuais) das viagens para o estrangeiro e 12,0% (-2,7 pontos percentuais) das viagens domésticas.

Os “hotéis e similares” asseguraram 22,3% das dormidas no quarto trimestre de 2019, reforçando a sua representatividade em 0,4 pontos percentuais face ao mesmo período de 2018, mas o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (73,6% das dormidas), registando um aumento de 3,0 pontos percentuais no peso total.

No quarto trimestre de 2019, a cada turista residente corresponderam, em média, 4,49 noites nas viagens turísticas realizadas (+0,2%). A duração média mais elevada aconteceu nas viagens realizadas em dezembro (4,91 noites).

Os dados do INE apontam ainda que, nos últimos três meses do ano passado, 22,2% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística (+1,0 pontos percentuais), tendo sido no mês de dezembro que se registou a maior proporção de residentes que viajaram (17,9%, +0,7 pontos percentuais).