Vídeo do momento: O reencontro emocionante entre criança e pais, afastados pelo Covid-19

É o vídeo do momento que está a correr as redes sociais. Um casal de Vizela teve que se afastar do filho, depois de terem descoberto que estavam infetados com Covid-19.

Semanas depois de isolamento, e já curados do vírus, o reencontro aconteceu e ficou registado em vídeo:

https://www.facebook.com/radiocidadehoje/videos/236829784303680/?__xts__%5B0%5D=68.ARC-FNprGHb41MBAG8n7nlrz3xQh4KnbEvuaSjOa_P0DMKxRdggU8EOyubFc8bjf8kS0JWpWfmjGW3Ykfu6MApXz4zsVaDJLgFwoN2mReJk0f0nfbylpQbSHABZNIJQqB-cM6dYP9O5hFmYcXUeO0tgZ44nH_4ToW0TC3JIZVyjaJnlLng2490nQcZcCC9gHOMfAOCAGFQUEntxCxILnXvdBKOgW0nQCzJ3-nKanopIoSd0VVdzUCUH8qShmPZtbCzmpWviP-WwLOomGIt34KVUwU0nR50uCN3szWTLCP-iIyTGdf0Yy2AgwZHQV7kPovUDzZ7klLnQit0RqtQ9D32zQOLdOeBGazTk&__tn__=-R

A reportagem vídeo é da autoria da Foto Iris

Covid-19: Confinamento poupou SNS ao desgaste observado em outros países

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) considerou hoje que a aplicação atempada das medidas de confinamento e distanciamento social permitiu poupar o Serviço Nacional de Saúde ao desgaste observado em outros países, como Espanha e Itália.

Em entrevista à agência Lusa a propósito do levantamento do estado de emergência e das lições que poderão ser retiradas da pandemia de covid-19, Alexandre Lourenço afirmou que “o contexto português não pode ser visto fora do contexto internacional” e considerou que “a condição geográfica do país acabou por poupar muito o que poderia ter sido algo de mais dramático para Portugal e para a população portuguesa”.

Contudo, disse, ficou demonstrado que “os serviços universais de cuidados de saúde, como o português, poderiam ter melhores resultados e melhor resposta a este tipo de epidemia”.

Por outro lado, ficou igualmente demonstrado que os hospitais portugueses tinham “equipas muito bem preparadas” para responder na primeira etapa da pandemia, disse, destacando os profissionais do Hospital de São João, no Porto, e do Centro Hospitalar Lisboa Central, que estiveram na linha da frente do combate à covid-19.

Mas o facto de ser “uma circunstância nova” suscitou sempre “um grau muito elevado de incerteza”, devido à própria dinâmica da infeção, o que “condicionou também parte da resposta”.

Alexandre Lourenço lembrou as primeiras medidas tomadas no SNS, nomeadamente a redução da “atividade eletiva”, como era recomendado, até pelo risco que foi verificado, por exemplo, em Itália, em que os hospitais do Norte acabaram por ser vetores da infeção na comunidade.

“O nosso sistema de saúde acabou por reduzir a sua atividade de uma forma drástica”, que terá “consequências” com que os hospitais vão ter de lidar “nos próximos tempos”.

O combate ao novo coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19, também deixa uma lição para que no futuro haja uma coordenação nacional na aquisição de equipamento de proteção individual e dispositivos, disse, afirmando que o modelo muitas vezes seguido de uma compra descentralizada “não foi o mais ideal”.

“Por exemplo, foi deixado praticamente a cada entidade a aquisição de equipamentos de proteção individual, de ventiladores, de testes e isso impulsionou, de uma forma involuntária também, algum inflacionamento de preços e, por outro lado, também uma distribuição não equitativa deste tipo de equipamentos”, salientou.

Mas essa coordenação nacional deve-se sentir também na definição do que é a rede covid-19, defendeu Alexandre Lourenço, considerando essencial concentrar a resposta em “alguns hospitais mais bem preparados tecnicamente e até em termos de instalações”.

“Devido ao grau de incerteza todas as instituições foram chamadas para responder à covid-19, até o setor privado”, mas a rede foi poupada devido à dimensão da epidemia, havendo hospitais de média dimensão que não têm mais de uma dezena de doentes, notou.

Para Alexandre Lourenço, a rede covid-19 vai ter de definir quais são os hospitais, as camas e os profissionais alocados e permitir flexibilidade de resposta.

“Não faz sentido, e nós temos que reconhecer isso, que alguns hospitais tenham hoje dois, quatro doentes com covid internados e que na prática tenha reduzido toda a sua habitual atividade eletiva, o que faz sentido é que estes doentes possam ser transferidos para outros hospitais que tenham maior capacidade de resposta e estes hospitais se comecem a dedicar à atividade eletiva dando resposta dos cuidados gerais que é o que a população necessita”, defendeu.

Mas isso necessita de “uma grande articulação, de uma grande coordenação” na resposta inter-hospitalar, concluiu.

Covid-19: Papa pede unidade aos governantes para superar crise da pandemia

O Papa Francisco pediu hoje aos governantes de países, regiões ou municípios que demonstrem unidade perante as diferenças para ajudar os seus povos a superar a atual crise causada pela pandemia de covid-19.

“Oramos hoje pelos governantes que têm a responsabilidade de cuidar dos seus povos nestes tempos de crise”, disse Francisco na missa da manhã que realiza todos os dias na capela da sua residência, a Casa Santa Marta do Vaticano.

O papa indicou que orava pelos “chefes de Estado, presidentes de governo, legisladores, autarcas e presidentes de regiões, para que o Senhor os ajude e lhes dê força porque o seu trabalho não é fácil” e “para que, quando houver diferenças, entendam que, em momentos de crise, devem estar muito unidos pelo bem do povo, porque a unidade é superior ao conflito”.

O sumo pontífice também apontou a necessidade de os fiéis perseverarem a sua fé em tempos de crise, que “são momentos de escolha” que os colocam perante “as decisões que precisam de ser tomadas”.

“Pode haver muitas crises, na família, no trabalho, no mundo, e esta pandemia é uma época de crise social”, advertiu o papa Francisco.

Na sua oração, lembrou um ditado da sua terra, a Argentina, que diz que, “quando andares a cavalo e precisares de atravessar um rio, por favor, não troques de cavalo no meio do rio”, para explicar que em momentos de crise, a pessoa deve ser muito firme na sua convicção da fé.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infetou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Covid-19: Cerca de 29.000 trabalhadores de creches vão ser testados

Cerca de 29 mil trabalhadores de mais de 2.000 creches vão ser testados ao coronavírus que causa a doença covid-19, num programa nacional de rastreio que se inicia no sábado, anunciou hoje o Governo.

O programa de testes de diagnóstico é promovido pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), que, em comunicado, assinala que a iniciativa antecede a reabertura das creches, prevista para 18 de maio.

Na segunda-feira, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, vai acompanhar a testagem no Centro de Promoção Social da Alta de Lisboa.

O programa é operacionalizado no país pelos secretários de Estado responsáveis pela coordenação regional, em articulação com as autoridades de saúde locais, os centros distritais da Segurança Social e as autarquias.

A iniciativa é promovida pelo MTSSS, em parceria com o Ministério da Saúde e laboratórios de instituições científicas e académicas certificados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e em articulação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

Portugal contabiliza 1.007 mortos associados à covid-19 em 25.351 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde sobre a pandemia divulgado hoje.

Das pessoas infetadas, 892 estão hospitalizadas, das quais 154 em unidades de cuidados intensivos, sendo que o número de casos recuperados é 1.647.

O país, em estado de emergência até sábado, vai passar no domingo a estado de calamidade, que se traduz na aplicação faseada de medidas de desconfinamento, aprovadas na quinta-feira pelo Governo.

Uma das medidas é a reabertura em 18 de maio das creches, encerradas desde 16 de março, na sequência das medidas extraordinárias e urgentes decretadas pelo Governo para conter a pandemia da covid-19.

Covid-19: FPF disponibiliza um milhão de euros aos clubes da II Liga

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai disponibilizar um milhão de euros aos clubes da II Liga, ao antecipar as verbas para o financiamento para infraestruturas da próxima temporada, confirmou hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

Este montante disponibilizado pelo organismo federativo integra o fundo que incentiva os clubes na melhoria das condições dos estádios, mas que, excecionalmente, pode ser usado para outros fins.

A II Liga foi suspensa por tempo indeterminado em 12 de março, devido à pandemia de covid-19, após 24 das 34 jornadas, tendo o Governo excluído o regresso desta competição, no plano de desconfinamento apresentado na quinta-feira.

Anualmente, o fundo de infraestruturas é de um milhão de euros, com comparticipações iguais, de 500 mil euros, de Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e FPF, esta última que decidiu antecipar os montantes correspondentes a 2020/21.

Covid-19: Dentistas retomam na segunda-feira atividade embora condicionada

As clínicas e consultórios dentários vão retomar a sua atividade, embora condicionada, na segunda-feira, com as consultas a serem marcadas previamente por telefone ou correio eletrónico e os utentes a usarem máscara antes de serem atendidos pelo médico.

A informação foi prestada à Lusa pelo bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, no dia em que a Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma orientação sobre medicina dentária durante a pandemia da covid-19, que abrange clínicas, consultórios ou serviços de saúde oral.

A orientação da DGS vigora a partir de domingo, dia em que Portugal entra no estado de calamidade, que se traduz na aplicação faseada de medidas de desconfinamento.

Desde 15 de março que as clínicas e os consultórios dentários estão encerrados, com os cuidados médicos a serem prestados apenas nos casos urgentes e inadiáveis.

Na prática, a partir de segunda-feira, segundo o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, as clínicas e os consultórios vão poder retomar a sua atividade, embora com condicionantes.

As consultas passam a ter que ser marcadas previamente por telefone ou por correio eletrónico, com o utente a responder a um questionário para avaliar o risco de contágio por covid-19: se tem sintomas, se já esteve doente ou se esteve em contacto com doentes.

Em caso de sintomas ou doença, é aconselhado ao utente o adiamento da consulta.

Se os cuidados de que necessita são urgentes e inadiáveis, a consulta é reprogramada para o final da manhã ou da tarde, em horários específicos, para que o utente não se cruze com outros.

Nas outras situações, em que o utente não tem sintomas ou infeção, a consulta é marcada para uma data aprazada.

Os utentes têm de usar máscara cirúrgica, só a retirando quando estiveram a ser consultados e a receber cuidados médicos, explicou o bastonário Orlando Monteiro da Silva, acrescentando que as salas de espera terão lotação limitada, para garantir o distanciamento necessário, e deixarão de ter revistas, folhetos ou dispensadores de água para evitar o seu manuseamento e, desta forma, o risco de contágio pelo vírus.

A renovação do ar terá de ser frequente, preferencialmente com portas e janelas abertas.

Na entrada dos consultórios e clínicas haverá gel desinfetante para as mãos.

No gabinete do médico só é autorizada a entrada de acompanhantes em situações especiais, como a de o utente ser menor. Neste caso, o acompanhante tem de estar sentado a dois metros de distância do equipamento dentário e com máscara cirúrgica.

Dada a “grande proximidade” com os utentes, os dentistas e outros profissionais de saúde oral estão expostos “a gotículas respiratórias e a aerossóis que podem ser criados durante os procedimentos clínicos, tornando o gabinete de consulta uma potencial fonte de transmissão do vírus”, refere a orientação da DGS, assinalando que “medidas adicionais devem ser tomadas para assegurar uma minimização da transmissão deste vírus”.

Portugal contabiliza 1.007 mortos associados à covid-19 em 25.351 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da DGS sobre a pandemia divulgado hoje.

Das pessoas infetadas, 892 estão hospitalizadas, das quais 154 em unidades de cuidados intensivos, sendo que o número de casos recuperados passou para 1.647.

A covid-19 é uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, um tipo de vírus, e manifesta-se por tosse persistente, febre e dificuldade em respirar.