Covid-19: Governo disponível para apoiar Igreja nas celebrações do 13 de Maio

A ministra da Saúde disse hoje que o Governo está disponível para apoiar a Igreja Católica na definição das regras das celebrações do 13 de Maio, em Fátima, considerando que há uma diferença entre peregrinos e celebrantes.

“O que o Ministério da Saúde ontem [sábado] pretendeu explicitar é que há uma diferença entre peregrinos e celebrantes e aquilo que a Igreja Católica definiu muito concretamente foi a sua intenção que este ano, num contexto de prudência e especial cautela, as celebrações acontecessem num quadro específico. E nós estamos, obviamente, totalmente disponíveis para apoiar a Igreja Católica ajudando à definição das regras específicas para essas celebrações”, disse Marta Temido.

A ministra, que falava na conferência de imprensa diária de apresentação dos dados sobre a covid-19, disse no sábado que as celebrações do 13 de Maio, em Fátima, são “uma possibilidade”, desde que sejam uma opção dos organizadores e cumpridas as regras sanitárias.

“Se essa for a opção de quem organiza as celebrações, de organizar uma celebração do 13 de Maio onde possam estar várias pessoas, desde que sejam respeitadas as regras sanitárias, isso é uma possibilidade”, disse a governante, em entrevista à SIC.

Hoje, a governante referiu que uma das últimas resoluções do Conselho de Ministros prevê, precisamente, que os membros do Governo responsáveis pela Administração Interna e pela Saúde possam autorizar a realização de determinadas celebrações ou eventos.

“Mas não se confunda celebrantes com peregrinos, da mesma forma que noutros contextos houve uma utilização daquilo que eram as faculdades conferidas por determinados instrumentos normativos, mas nenhum evento aconteceu da mesma forma que tinha acontecido antes”, acrescentou.

Fonte do gabinete de comunicação do Santuário de Fátima disse hoje à Lusa que foi “apanhado de surpresa pelas declarações do Governo” sobre as celebrações religiosas de 12 e 13 de maio e que “está a reunir todos os elementos para tomar uma posição” sobre essas celebrações.

No dia 06 de abril, o Santuário de Fátima anunciou que a Peregrinação Internacional Aniversária de Maio será este ano celebrada sem a presença física de peregrinos, devido à Covid-19, mas que se mantêm as principais celebrações, sendo transmitidas pelos meios de comunicação social.

Portugal regista hoje 1.043 mortos relacionadas com a covid-19, mais 20 do que no que sábado, e 25.282 infetados (mais 92), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Covid-19: Famalicão sem novos infetados, são 359 casos

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

Covid-19: Santuário de Fátima surpreendido com declarações do Governo sobre o 13 de Maio

O Santuário de Fátima foi “apanhado de surpresa pelas declarações do Governo” sobre as celebrações religiosas de 12 e 13 de maio, disse hoje à agência Lusa fonte do Santuário.

“O Santuário foi apanhado de surpresa pelas declarações do Governo” e “está a reunir todos os elementos para tomar uma posição” sobre as celebrações religiosas de 12 e 13 de maio em Fátima, afirmou uma fonte do gabinete de comunicação da instituição.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse, no sábado, que as celebrações do 13 de Maio, em Fátima, são “uma possibilidade”, desde que sejam uma opção dos organizadores e cumpridas as regras sanitárias.

“Se essa for a opção de quem organiza as celebrações, de organizar uma celebração do 13 de Maio onde possam estar várias pessoas, desde que sejam respeitadas as regras sanitárias, isso é uma possibilidade”, disse a governante, em entrevista à SIC.

Em 06 de abril, o Santuário de Fátima anunciou que a Peregrinação Internacional Aniversária de maio será este ano celebrada sem a presença física de peregrinos, devido à Covid-19, mas que se mantêm as principais celebrações.

Apesar de esta peregrinação não poder ser vivida nos moldes habituais, vão realizar-se “as principais celebrações na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que serão presididas pelo cardeal D. António Marto e transmitidas pelos meios de comunicação social e digital”, explicou.

O Conselho Nacional do Santuário de Fátima vai reunir-se para “tomar uma posição sobre as celebrações”, adiantou à agência Lusa a mesma fonte, sem indicar qualquer data.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 243 mil mortos e infetou mais de 3,4 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.023 pessoas das 25.190 confirmadas como infetadas, e há 1.671 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

Covid-19: Portugal produz um milhão de máscaras por dia e começa a exportar

A indústria portuguesa produz diariamente um milhão de máscaras tendo como prioridade o abastecimento do mercado interno, mas está a começar a exportar, revelou hoje o ministro da Economia, enquanto comprava máscaras numa superfície comercial de Lisboa.

Pedro Siza Vieira foi hoje comprar máscaras disponíveis numa superfície comercial para demonstrar como será a nova realidade dos portugueses, que a partir de hoje têm a máscara como novo acessório obrigatório em espaços públicos, como comércio e transportes.

“Nós neste momento já temos em Portugal uma capacidade de produção de máscaras superior a um milhão por dia e cada vez vamos começar a produzir mais máscaras reutilizáveis, ou seja, máscaras que, em vez de se terem que usar uma única vez e deitar fora, podem ser lavadas, mantendo a sua capacidade de proteção”, afirmou.

O ministro destacou que a indústria nacional mobilizou-se muito para aumentar a produção e isso deverá nos “próximos tempos baixar os preços” destes equipamentos, para o que também contribuirá a baixa do IVA para 6%, já aprovada na Assembleia da República.

“Neste momento, as empresas portuguesas não só produzem para o mercado nacional como já começam a produzir também para exportação e, portanto, estou convencido que, à medida que vamos tendo mais oferta, o preço vai tornar-se mais acessível”, acrescentou, quando confrontado com os preços atuais.

Siza Vieira destacou que esta exportação acontece já “essencialmente para países europeus e ainda em quantidades relativamente reduzidas”.

“A prioridade das empresas portuguesas obviamente continua a ser o abastecimento do mercado nacional, mas, à medida que vamos tendo a capacidade de produzir – e como sabem Portugal é um grande produtor de produtos têxteis e de vestuário -, vamos começar a exportar, porque este vai ser um produto que, nos próximos tempos, vai ser muito necessário na Europa, nos Estados Unidos, e não podemos estar dependentes apenas da China, que era tradicionalmente o grande produtor deste tipo de equipamentos”, sublinhou.

O ministro referiu ainda a mobilização de um conjunto de produtores da indústria para cumprir normas e especificações de qualidade e de segurança definidas pelo Infarmed, que passam no crivo da certificação do Centro Tecnológico da Indústria Têxtil e do Vestuário.

“Neste momento já temos 135 equipamentos já certificados e as empresas estão a começar a produzir”, disse, salientando: “o mais importante para termos abundantemente estes equipamentos disponíveis a um preço acessível é aumentar o mais possível a produção”.

Siza Vieira realçou que estão previstos muitos canais de distribuição destes materiais além das farmácias, como a distribuição alimentar, supermercados e máquinas de venda automática, para que estes bens estejam disponíveis como outros produtos de uso regular e comum.​​​​​​​

“Aquilo que estamos a tentar assegurar é que, no acesso às escolas, o pessoal docente, o pessoal não docente e os alunos tenham acesso a máscaras disponibilizadas pelo Estado. A mesma coisa sucede obviamente para aqueles que são funcionários que carecem destes tipos de equipamentos de proteção na sua atividade quotidiana: pessoal de saúde das forças de segurança etc.”, disse.

Já a população em geral, passará a ter mais um equipamento, ou um produto de vestuário disponível nos supermercados para uso diário, acrescentou.

Em relação aos produtos de higiene à base de álcool, o ministro realçou que também produtores de bebidas alcoólicas e de vários tipos de materiais de desinfeção reorientaram a sua produção para estes produtos.

“Julgo que, também por isso, começaremos a ver este tipo de produtos não apenas em abundância mas também a preço mais acessível”, acrescentou.

Em Portugal, morreram 1.023 pessoas das 25.190 confirmadas como infetadas, e há 1.671 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 243 mil mortos e infetou mais de 3,4 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Mau tempo: Vem aí chuva e descida de 9 graus esta segunda, depois de domingo de sol e 30c.

O tempo de verão, que se tem vindo a fazer sentir neste domingo, vai dar lugar a um início de semana chuvoso.

De acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, para esta segunda-feira há uma descida de 9 graus para região de Braga. Situação semelhante também se vai registar no Porto.

A chuva deverá manter-se até, pelo menos, à próxima quinta feira.

Covid-19: Portugal entrou às 00:00 de hoje em situação de calamidade

Portugal entrou às 00:00 de hoje em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, depois de ter estado em três períodos consecutivos em estado de emergência que vigoraram desde 18 de março.

Com a situação de calamidade, vai vigorar um “dever cívico de recolhimento domiciliário” para a população em geral, independentemente da idade ou de uma pessoa apresentar fatores de risco, em vez do “dever geral de recolhimento” e do “dever especial de proteção” para determinados grupos, como acontecia no estado de emergência.

O confinamento obrigatório para pessoas doentes com covid-19 e em vigilância ativa mantém-se na situação de calamidade.

Embora a situação de calamidade já esteja em vigor, mantém-se até ao fim de hoje a proibição determinada pelo Governo de circulação entre concelhos, exceto por motivos de saúde ou “urgência imperiosa”.

Neste novo período da situação de calamidade, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos, nos serviços de atendimento ao público, escolas e nos estabelecimentos comerciais e de serviços abertos ao público, mantendo-se as recomendações de higiene das mãos e etiqueta respiratória, assim como de distanciamento físico.

Apesar de Portugal estar a partir de hoje em situação de calamidade, as medidas previstas no plano de confinamento aprovado pelo Governo vão entrar em vigor na segunda-feira.

Entre as medidas estão a proibição de eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas, a presença de familiares em funerais, continuação do teletrabalho, transportes públicos com dispensadores de gel desinfetante e com uma lotação máxima de 66%, atendimento por marcação prévia nos serviços públicos e abertura do comércio local, como cabeleireiros, manicures, livrarias e comércio automóvel.

Também na segunda-feira vão reabrir as bibliotecas e passará a existir a possibilidade de prática de desportos individuais ao ar livre.

O plano de transição terá medidas diferenciadas para cada fase, designadamente a 04 de maio, 18 de maio, 31 de maio e 1 de junho.

O primeiro-ministro António Costa já veio dizer que o processo gradual de levantamento das restrições apresenta riscos e frisou que o Governo não hesitará em dar “um passo atrás” para garantir a segurança dos portugueses.