Fim de época para AVC, Riba de Ave e FAC

As competições nacionais de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol foram canceladas, esta quarta-feira, pelas respetivas federações.

Canceladas as competições, esta época não há campeões nem despromovidos nestas quatro modalidades de pavilhão cujas provas estão suspensa, devido à pandemia covid-19, desde março passado.

Esta decisão tem impacto para três emblemas famalicenses. No voleibol feminino, o AVC estava na discussão pelo título nacional. Já no hóquei em patins, 2.ª divisão, o FAC lutava por regressar à 1.ª divisão.

Na divisão maior do hóquei patinado nacional, o Riba de Ave estava num tranquilo nono lugar.

Rally de Portugal cancelado

O Rally de Portugal foi cancelado, anunciou o Automóvel Club de Porugal.

“Depois de avaliadas, em conjunto com os parceiros da prova, autarquias e patrocinadores, todas as condições sanitárias e de segurança que o WRC Vodafone Rally de Portugal exige, as mesmas não são compatíveis com a imprevisibilidade que vivemos, além da incerteza da abertura das fronteiras e do espaço aéreo”, diz o ACP em comunicado.

Novo quiosque da Partteam dá desinfetante, mede temperatura e controla acessos

A PARTTEAM é mais uma empresa famalicense preocupada em ajudar todos a ultrapassar esta fase complicada provocada pela pandemia COVID-19. Dessa preocupação nasceu a criação de produtos e serviços Contacto Zero, que promove a utilização de equipamentos sem qualquer contacto.

Uma das últimas novidades, é uma nova marca e divisão de negócios, a Hambire, para o desenvolvimento e produção de equipamentos que relacionem a tecnologia com o ambiente e com a saúde.

Foi aqui que nasceu um quiosque, com várias opções, desde a variante de apenas dispensador automático de desinfetante para as mãos, a que depois pode ser acrescentado sistema de medição de temperatura corporal, controlo de acessos, sinalética digital, etc.

O sistema funciona sem qualquer interação tátil por parte dos clientes na medida em que o desinfetante é libertado apenas com a deteção da mão (sensor) e a deteção de temperatura e acessos é feito por câmaras e por reconhecimento facial. Este quiosque tem, ainda, a particularidade de detetar as pessoas mesmo com máscara colocada.

A famalicense PARTTEAM & OEMKIOSKS é uma referência mundial no desenvolvimento e fabrico de quiosques multimédia, equipamentos self-service, mupis digitais, mesas interactivas e outras soluções digitais para todo o tipo de setores e indústrias.

Com mais de 20 anos de experiência, mais de 15000 unidades produzidas, para mais de 35 países diferentes, o portfólio de equipamentos e clientes é vasto. A PARTTEAM & OEMKIOSKS tem mais de 100 modelos standard e trabalha com as melhores marcas e empresas.

Incêndios: GNR contabiliza cerca de 24 mil falhas na limpeza e 290 contraordenações

A Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou 23.968 situações de incumprimento na limpeza de terrenos florestais e instaurou 290 autos de contraordenação por queimas e queimadas, dos quais regista oito pessoas detidas e 44 identificadas pelo crime de incêndio florestal.

Em resposta à agência Lusa, a GNR reiterou que a fase de fiscalização dos trabalhos de limpeza da floresta tem início previsto para o dia “01 de maio”, ou seja, na sexta-feira, ficando os proprietários, em caso de incumprimento, sujeitos a contraordenações, com coimas que variam entre 280 e 120.000 euros.

“A fase de fiscalização não foi ainda iniciada, por ter sido alargado até 30 de abril o prazo para execução dos trabalhos de gestão de combustível”, indicou a GNR.

Em causa está o prazo para a realização das operações de limpeza de terrenos, que terminava em 15 de março, mas foi prorrogado até 30 de abril, por decisão do Governo em 02 de abril, na sequência do decreto-lei que estabeleceu medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença covid-19.

No âmbito da Operação Floresta Segura 2020, a GNR realizou “um extenso plano de monitorização/sensibilização das 1.114 freguesias prioritárias” devido ao risco elevado de incêndio, o qual teve intervenção em mais 670 freguesias não prioritárias, culminando na “identificação de 23.968 situações em incumprimento” relativamente aos trabalhos de limpeza de terrenos florestais.

Assim, das 3.092 freguesias em Portugal, a GNR procedeu à monitorização dos trabalhos de limpeza em 1.784 freguesias, o que resultou em cerca de 24 mil incumprimentos, situações que arriscam processos de contraordenação a partir de sábado, na sequência da fase de fiscalização.

Os incumprimentos na limpeza de terrenos florestais foram “já comunicados às respetivas autarquias”, adiantou a GNR, sem referir quais as zonas mais problemáticas.

Além destas situações, esta força de segurança registou “oito detidos e 44 identificados pela prática de incêndio florestal, tendo ainda sido elaborados 290 autos de contraordenação, por infração das regras de queimas e queimadas”.

No caso das contraordenações, puníveis com coima, de 280 a 10.000 euros, no caso de pessoa singular, e de 1.600 a 120.000 euros, no caso de pessoas coletivas, “a tramitação processual é independente da prorrogação do prazo para execução das operações de limpeza”, explicou a GNR.

Em 02 de abril, passadas mais de duas semanas em relação à data de 15 de março, o Governo anunciou a prorrogação até 30 de abril do prazo para os proprietários assegurarem a limpeza dos terrenos florestais, no âmbito da renovação do estado de emergência devido à covid-19.

“Convém não esquecer que o país tem um enorme risco de incêndio florestal e que esse risco exige um esforço grande de limpeza”, ressalvou o primeiro-ministro, António Costa, explicando que a decisão de prorrogar o prazo visou “criar melhores condições para que as pessoas possam cumprir esta sua obrigação, tendo em conta as fortes limitações de circulação que existem”.

Perante o incumprimento dos proprietários do prazo para a limpeza de terrenos, as câmaras municipais têm de garantir, até 31 de maio, a realização de todos os trabalhos de gestão de combustível.

Em caso de incumprimento dos municípios, “é retido, no mês seguinte, 20% do duodécimo das transferências correntes do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF)”, segundo o Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível.

Covid-19: Costa anuncia hoje plano para o levantamento gradual de restrições até 01 de junho

O primeiro-ministro anuncia hoje o plano do Governo para o levantamento gradual das restrições à atividade social e económica até 01 de junho, com as primeiras medidas a entrarem em vigor já na segunda-feira.

António Costa deverá comunicar este conjunto de medidas, assim como a substituição do atual estado de emergência pela declaração de calamidade pública, no final da reunião do Conselho de Ministros.

Antes desta reunião do Conselho de Ministros, e com o objetivo de preparar o novo quadro jurídico após o fim do estado de emergência, que cessa a sua vigência no sábado, o líder do executivo reuniu-se na quarta-feira por videoconferência com os parceiros sociais, recebeu depois em São Bento os partidos com representação parlamentar e jantou com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

Na semana passada, o primeiro-ministro adiantou que o plano de “desconfinamento” será adotado em três fases, a primeira já a partir de segunda-feira, em que poderão reabrir pequenos estabelecimentos comerciais de bairro.

Antes da segunda e terceira fases, respetivamente em 18 de maio e 01 de junho, o primeiro-ministro disse que será sempre feita uma avaliação sobre o impacto que tiveram as medidas de abertura da atividade em termos de contágios.

Com a retoma progressiva da atividade económica, o Governo antecipa algum aumento dos contágios. Neste ponto, porém, António Costa já fez saber que o executivo “não hesitará em dar passos atrás” na estratégia de desconfinamento caso o país registe um aumento em termos de infetados que seja ameaçador para a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro tem também insistido que a progressiva abertura da atividade económica e social terá de continuar a ser acompanhada pelo cumprimento do distanciamento social e por normas de higienização.

Para esse efeito, o Governo tem prometido que o material de proteção individual, como máscaras ou luvas, não vai faltar no circuito comercial já no mês de maio.