
Cinquenta anos depois do rastilho que deu origem a este grande projeto educativo, que marcou gerações de pessoas e toda uma região, a Didáxis continua a apostar nos mesmos valores. José Lopes, presidente do conselho de administração, explica que «há uma articulação entre exigência académica e formação humana». Por isso, a definição perfeita «é que a Didáxis é mais do que uma escola».
Atualmente, a Didáxis tem dois projetos diferenciadores: o Colégio, com ensino privado do 1.º ano ao 12.º ano, e tem a Escola Profissional, com vários cursos.
Relativamente ao Colégio, que tem centenas de alunos, o projeto será consolidado com a abertura (em princípio em 2027) das valências de creche e de jardim de infância. Com este projeto para a infância, a Didáxis passará a ter todos os níveis educativos.
O Ensino Profissional mantém a oferta dos anos anteriores, com vários cursos de referência. Mas esta oferta formativa vai melhorar com a abertura de um Centro Tecnológico Especializado (CTE), cujas obras terminam em final de março. Quer dizer que os cursos de Cozinha e Restauração e o de Mecatrónica Automóvel «vai ficar com equipamento de topo, o que vai proporcionar aos nossos alunos uma formação cada vez mais de excelência», salienta José Lopes que preside ao Conselho de Administração, com Paula Pereira e Carla Andreia.

Um novo Centro Tecnológico Especializado (CTE) na área industrial
Além dos bons espaços e equipamentos, o presidente do conselho de administração da Didáxis realça a importância dos parceiros para uma boa formação profissional. «Ouvimos as empresas e procurámos ir ao encontro daquilo que elas precisam», afirma.
Para os alunos, os estágios são períodos para teste de conhecimentos, para reforço da aprendizagem, de entrosamento com o mundo profissional e de crescimento pessoal. Por exemplo, «vamos ter alunos da área de Cozinha e Restauração em estágios na Itália e na Turquia», revela.

Escola tem transporte próprio
Como diz a presidente da Associação de Estudantes, Frederica Azevedo, «as instalações são perfeitas». Algo que José Lopes concorda na totalidade. «Todos os anos investimos muito nas salas de aula e em tecnologia de última geração, para que os nossos alunos e os nossos professores possam atingir a excelência. É uma premissa do conselho de administração e da direção pedagógica. Todos os anos fazemos essa atualização para acompanharmos a evolução», realça.
Outra mais-valia da Didáxis é o transporte próprio, o que lhe permite ter alunos de vários pontos geográficos, beneficiando também da boa localização.
A Escola tem, também, alunos do outro lado do mundo, mais propriamente de Timor Leste, através de uma parceria com uma instituição daquele país. Segundo o presidente do conselho de administração, a experiência está a ser positiva, de tal forma que espera no futuro ter mais alunos daquele país.
Didáxis foi resiliente e teve capacidade de se reinventar
A Didáxis atravessa continentes, mas foi preciso muita «resiliência e capacidade de reinvenção», refere José Lopes, para resistir aos problemas do fim do contrato de associação, imposto pelo Governo, em 2016, que obrigou a Didáxis a procurar outros caminhos. «Foi a experiência adquirida ao longo destes 50 anos que nos deu a sabedoria para respondermos às exigências deste tempo; foi pela observância dos valores humanistas que tivemos capacidade de crescer. Não só resistimos como nos reinventamos, para hoje estarmos aqui com muita confiança, capacidade de inovação permanente, com projetos, a crescer de forma sustentada. É um ADN próprio que muito nos orgulha», menciona.
O presidente do conselho de administração da Didáxis revela que a Escola está disponível e tem capacidade para absorver mais alunos, se o Governo voltar a implementar os contratos de associação com estabelecimentos de ensino privados e cooperativos. Aliás, considera que na zona de Riba de Ave «é fundamental» que exista ensino secundário de caraterísticas públicas para que os encarregados de educação não tenham que levar os alunos para fora do concelho. «Podiam perfeitamente estar cá. Temos condições para isso, experiência de muitos anos, bons recursos humanos, e uma forte ligação à comunidade», destaca.
Precisamente, a comunidade de Riba de Ave ressentiu-se com o fim dos contratos de associação. O impacto foi imenso, até do ponto de vista humano e populacional. Mas, a Didáxis, nas palavras de José Lopes, continua de braços abertos para a sua comunidade. A prova é que cede alguns dos seus espaços (campo sintético, sala de organização de eventos, pavilhão, sala de dança, espaço do refeitório) para iniciativas diversas.





















