Gás engarrafado subiu 9 euros nos últimos anos

O custo do gás engarrafado em Portugal aumentou de forma acentuada nos últimos cinco anos, com subidas que chegam aos 36% no butano e a quase 28% no propano. Os dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, citados pelo Jornal de Notícias, mostram um agravamento que se faz sentir sobretudo no inverno, altura em que o consumo de gás para aquecimento e higiene é mais elevado.

Entre 2020 e 2025, a garrafa de butano de 13 quilos passou a custar mais 9,07 euros, subindo de 24,96 para 34,03 euros. Já o propano registou um aumento de 7,03 euros, passando de 25,44 para 32,47 euros.

Segundo a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, o aumento não está diretamente ligado ao preço do gás, mas sim à carga fiscal. Em cada garrafa vendida entre 30 e 35 euros, mais de 10 euros correspondem a impostos, com o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos a rondar os três euros e o IVA aplicado à taxa máxima de 23%.

O setor defende que o gás engarrafado seja classificado como bem essencial, propondo a redução do IVA para 6% e o fim do ISP. Aponta ainda a diferença face a Espanha, onde o gás é subsidiado e tabelado, custando cerca de 15 euros, e critica limitações legais em Portugal que impedem a redução dos custos e do preço final ao consumidor.

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Têxtil Pamtex fecha portas em Famalicão: Shein e Temu apontadas como uma das responsáveis

A Pamtex Empresa Têxtil, com sede em Cavalões, concelho de Vila Nova de Famalicão, foi declarada insolvente com dívidas de 2,231 milhões de euros. O encerramento da empresa deixou 25 trabalhadores no desemprego. A informação foi avançada esta sexta-feira pelo Jornal de Negócios, após acesso ao relatório do administrador de insolvência.

A Pamtex foi constituída em março de 2019 pelo empresário barcelense André Amaral e dedicou-se à confeção de peças de vestuário. No arranque da atividade, a empresa assumiu a exploração de uma estrutura já existente através de um contrato com a Pincoltêxteis – Confeções. Nesse processo, integraram a nova sociedade todos os trabalhadores dessa empresa e parte do efetivo da Scorecode – Têxteis.

Segundo o relatório, a pandemia de covid-19 provocou uma quebra acentuada no volume de encomendas e obrigou a empresa a operar com margens muito reduzidas. Em 2022, a invasão da Ucrânia pela Rússia agravou o cenário, com aumentos expressivos nos custos de energia e transportes. O documento refere ainda que as sucessivas subidas do salário mínimo nacional fizeram crescer os custos de produção, sem que fosse possível refletir esse aumento nos preços praticados junto dos clientes.

Apesar de uma injeção financeira de 400 mil euros por parte da sócia Têxtil André Amaral, localizada em Barcelos, todas as tentativas para manter a atividade falharam e a empresa ficou sem acesso a crédito bancário. O tribunal decretou a insolvência no verão passado e o administrador de insolvência procedeu ao despedimento dos 25 trabalhadores.

Os únicos bens existentes, compostos por peças e rolos de malhas, foram colocados em leilão eletrónico por 64 mil euros, mas o processo terminou sem qualquer proposta de compra. Do total das dívidas, 494 mil euros correspondem a valores em falta à Segurança Social e cerca de 48 mil euros dizem respeito ao Fisco.

No relatório de insolvência surge também uma explicação para as dificuldades do setor. O documento responsabiliza de forma direta o impacto das plataformas digitais Temu e Shein na crise do têxtil, por comercializarem produtos a preços impossíveis de acompanhar no mercado nacional.

 

Famalicão: Carro entra em despiste e derruba poste de iluminação na freguesia de Calendário

O início de dia em Calendário ficou marcado por um despiste automóvel, ocorrido cerca das 05h45, na Rua Alberto Sampaio, a poucos metros do posto de combustível.

Por razões ainda desconhecidas, um veículo entrou em despiste e só foi travado por um poste de iluminação pública, que acabou derrubado.

Não há informação da existência de feridos em resultado deste acidente, apenas danos materiais.

Preço dos combustíveis aumenta até 2,5 cêntimos na próxima semana

A próxima semana começa com uma atualização no preço dos combustíveis. De acordo com a imprensa especializada, gasolina e gasóleo devem ficar mais caros.

A subida de preço mais acentuada é no gasóleo que pode aumentar até 2,5 cêntimos por litro, já a gasolina, apenas 1 cêntimo.

Famalicão: Quiosque assaltado em dois minutos por encapuzado

O Quiosque Casa Bezerra, localizado em Oliveira de São Mateus, junto às piscinas municipais, em Famalicão, foi alvo de um assalto na madrugada desta segunda-feira, dia 12 de janeiro, deixando danos materiais e um clima de apreensão na zona.

Cerca das 03h05, o suspeito, que atuou de cara tapada, partiu o vidro da porta com recurso a uma pedra. Do interior do estabelecimento, e em cerca de dois minutos, levou raspadinhas, tabaco e a algum dinheiro da caixa registadora. A situação só foi percebida ao início da manhã, depois de moradores nas proximidades se terem apercebido do barulho e dos sinais de arrombamento.

O alerta foi dado pela manhã à GNR de Riba d’Ave que registou a ocorrência. As imagens captadas pelo sistema de videovigilância estão a ser utilizadas para apoiar a investigação em curso.

Famalicão: Família de Requião no ranking das 50 mais ricas de Portugal em 2025

A Forbes Portugal voltou a divulgar a lista das 50 famílias mais ricas do país e há mudanças em relação ao ano passado. A família Gonçalves, de Requião, Famalicão, proprietária do grupo TMG, desceu no ranking.

Em 2024, António Manuel Gonçalves e Maria Helena Gonçalves ocupavam a 27.ª posição, com um património avaliado em cerca de 484 milhões de euros. Já em 2025, a família surge no 47.º lugar, com uma fortuna estimada em 314 milhões de euros.

No topo da lista está a família Amorim, com um património de 5 840 milhões de euros, seguida da família Soares dos Santos, com 3 200 milhões, e da família Guimarães de Mello, com 3 100 milhões de euros.

No total, as 50 famílias mais ricas de Portugal somam cerca de 47,7 mil milhões de euros, um valor que representa aproximadamente 16,5% do Produto Interno Bruto nacional, percentagem que se mantém idêntica à do ano passado.

Carros novos podem pagar menos IUC

Entrou no Parlamento, no dia 7 de janeiro, a Proposta de Lei 49/XVII/1, que permite ao Governo mudar algumas regras do Imposto Único de Circulação. A proposta do Governo de Luís Montenegro já foi aceite e está agora a ser analisada na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

Entre as alterações previstas está uma isenção parcial do IUC para carros novos, com novo registo ou matrícula. Segundo o Jornal de Negócios, esta medida só deverá ser aplicada a partir de 2028, depois do período de transição definido pelo Governo.

Na prática, no ano em que o carro é matriculado, o imposto será reduzido conforme os meses que já passaram desde 1 de janeiro. Por exemplo, se o carro for registado em abril, o proprietário não paga IUC relativo aos meses anteriores. No ano seguinte, o imposto passa a ser pago na totalidade.