
A Arquidiocese de Braga decidiu arquivar o processo e as denúncias de alegados abusos sexuais de menores envolvendo o cónego Fernando Sousa e Silva, sacerdote da vila de Joane, em Famalicão. A decisão surge após análise do Dicastério competente da Santa Sé, que concluiu não existirem razões suficientes para ultrapassar a prescrição dos factos.
Segundo comunicado divulgado esta quarta-feira, as queixas, recebidas desde novembro de 2019, referiam-se a alegados comportamentos ocorridos no contexto do sacramento da confissão. Apesar do arquivamento, a arquidiocese admite que poderão ter existido “comportamentos imprudentes ou inadequados” por parte do sacerdote, atualmente com 93 anos.
O processo canónico fica assim encerrado, sendo também levantadas as medidas disciplinares impostas em julho de 2022. O cónego poderá retomar o exercício do ministério sacerdotal, ainda que com recomendações de prudência, discrição e recolhimento.
A Arquidiocese de Braga dirigiu ainda palavras de proximidade às pessoas que apresentaram denúncias, reconhecendo a coragem de quem decidiu falar, mesmo que os factos não tenham sido qualificados como abuso sexual. Reiterou também o compromisso com a proteção de menores e a prevenção de situações de risco, garantindo apoio às vítimas através das estruturas competentes.
Por fim, a Igreja manifestou solidariedade com a comunidade paroquial de Joane, sublinhando que o processo foi longo e marcado por inquietação, mas defendendo a importância de continuar um caminho de reconciliação.






















