“Repensar Rios e Ribeiras” na Devesa

No dia 3 de dezembro, o Parque da Devesa recebe o seminário “Os Nossos Rios – Repensar Rios e Ribeiras”. A iniciativa promovida pelo pelouro do ambiente, realiza-se a partir das 9h30, na Casa do Território e ficará marcada pela apresentação do livro “Anfíbios e Repteis de Portugal”, do investigador, editor e fotógrafo Ernestino Maravalhas.

Na sessão de abertura, para além do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, vão estar o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, e a diretora do Fundo Ambiental, Maria Alexandra Carvalho.

Ao longo da manhã debate-se “Os nossos Rios: Repensar Rios e Ribeiras”; “Os Guardiões dos Rios e os LabRios+” e “Uma escola no projeto Rios”.

“Os nossos Rios” foi lançado em 2016, pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela Agência Portuguesa do Ambiente, visando a proteção do ambiente e a promoção do património natural do concelho.

As áreas de intervenção são os rios Este, Guisande, Pele, Pelhe e Ave, levando à reabilitação dos cursos de água e património envolvente, estabelecendo-se a valorização dos leitos e das margens fluviais como elementos fundamentais da dinâmica ecológica e paisagística.

Biblioteca Municipal aberta até à meia-noite

A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco inicia esta segunda-feira, 3 de dezembro, o horário alargado para estudantes até às 24 horas. O novo horário, que estará em vigor até 31 de janeiro, tem como objetivo servir os estudantes durante a época de exames.

A medida, que arrancou no início de 2017, tem-se revelado um verdadeiro sucesso, contando com a adesão de vários milhares de estudantes.

Assim, até 31 de janeiro, a Biblioteca Municipal funciona às segundas-feiras das 14h00 às 24h00 e de terça a sexta-feira das 10h00 às 24h00. O edifício está localizado na Avenida Dr. Carlos Bacelar.

Um Natal sem plástico

“Natal sem plástico” é o tema da exposição do Natal Ecológico deste ano, iniciativa que vai na 17.ª edição, promovida pelo município num desafio às escolas e instituições do concelho.

A mostra, com mais de duas dezenas de trabalhos, é inaugurada esta sexta-feira, 30 de novembro, pelas 10h30, no edifício dos Serviços Educativos do Parque da Devesa.

A exposição conta com 23 trabalhos que envolveram 1745 participantes de 18 escolas e instituições.

O tema “Natal sem plástico” tem como objetivo sensibilizar para o uso excessivo do plástico. Assim, as instituições educativas foram desafiadas a elaborar símbolos natalícios (árvores de natal, presépios, coroas,) com materiais reutilizados ou reciclados, mas com a exclusão do plástico.

Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho entregue a Hélder Macedo

Foi com uma verdadeira sessão da Academia de Ciências de Lisboa que o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho 2017, da Associação Portuguesa de Escritores e Município de Vila Nova de Famalicão, foi ontem entregue ao poeta, romancista e ensaísta Hélder Macedo pela obra “Camões e Outros Contemporâneos” editada pela Editorial Presença.

“Razões de substância” fizeram o Presidente da Câmara Municipal Paulo Cunha deslocar-se a Lisboa para um cerimónia que normalmente decorre em Vila Nova de Famalicão por entre os milhares de livros que compõem a Biblioteca Eduardo Prado Coelho. “A ligação da Academia das Ciências de Lisboa à cultura e ao premiado justificaram a abertura do precedente”. Foi, por isso, entre amigos da Academia e entre amigos de Eduardo Prado Coelho que o prémio foi entregue, numa cerimónia intensa em substância e em sentimentos.

Presidida pelo Vice-Presidente da Classe de Letras da Academia, professor Jorge Gaspar, a cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, e da representante do júri, professora Clara Rocha, que elogiou a obra premiada “pela mestria da sua linguagem, precisa, arguta e inventiva, muito fértil como chão de verdadeira tarefa que é a do ensaísmo literário – pensar a literatura dentro da própria literatura”.

Hélder Macedo ficou “muito grato” pelo prémio que, disse, “diz muito mais de quem o atribui do que de quem o recebe”. Neste caso, Hélder Macedo deixou escapar um significado especial pela circunstância de ter sido “amigo” de Eduardo Prado Coelho, que reconhece como “um dos grandes criadores da critica literária.”

Hélder Macedo, 82 anos, é autor de vários ensaios sobre literatura portuguesa e, paralelamente, assina vários títulos de ficção e de poesia, entre outros, os romances “Pedro e Paula” (1998) e “Tão Longo Amor Tão Curta a Vida” (2013), a coletânea “Poemas Novos e Velhos” (2011) e “Romance” (2015).

O Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho 2017, com um valor de 7.500 euros, foi criado pela Associação Portuguesa de Escritores, é patrocinado e tem o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O júri desta edição integrou os professores e investigadores Artur Anselmo, Clara Rocha e Isabel Cristina Rodrigues. O prémio destina-se a galardoar, anualmente, uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, em primeira edição, no ano anterior.

Instituído em 2010, este galardão distinguiu já autores como Victor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira e Isabel Cristina Rodrigues.

Polícias Municipais estão em greve e manifestaram-se

Os polícias, oriundos de várias cidades do país, usaram apitos e cartazes onde se podem ler frases como: “Revisão e valorização da carreira”, “Polícia Municipal está em luta”, ”Unidos somos mais fortes”, “Polícia Municipal que futuro?” e “Estatuto já!”.

Os polícias municipais estão em greve e realizam em Lisboa uma concentração durante a qual pretendem entregar no gabinete de António Costa um documento exigindo a revisão e regulamentação da respetiva carreira, parada há 10 anos.

No documento, os polícias municipais exigem ainda o fim da desigualdade entre o modelo dos agentes de Lisboa e do Porto e os do resto do país.

O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), José Abraão, salientou que o que estes profissionais pretendem é um estatuto de carreira que dignifique a Polícia Municipal (PM) no desempenho das suas funções em assuntos ligados à segurança e nos aspetos ligados às suas condições de trabalho.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Polícias Municipais (SNPM), Pedro Oliveira, a carreira de polícia municipal, criada em 1999, aguarda regulamentação própria desde 2000.

De acordo com o responsável, aos polícias municipais é aplicado o estatuto do regime geral dos funcionários da administração local, exceto no caso do regime especial dos agentes de Lisboa e do Porto, que são agentes da PSP e respondem disciplinar e hierarquicamente à Direção Nacional desta polícia, mas funcionalmente dependem dos presidentes das câmaras.

Em relação ao índice remuneratório, de acordo com o sindicalista, estes polícias são equiparados a assistentes técnicos.

O sindicalista realçou ainda que se tem vindo a negociar com os diversos governos, mas, com o atual executivo, “as tentativas feitas não têm tido sucesso”.

“No entanto, o Governo, no início do ano passado, veio regulamentar em definitivo o modelo policial de polícia municipal nas cidades de Lisboa e do Porto como elementos da PSP”, salientou.

Existem polícias municipais em 32 concelhos do país, com um total de cerca de mil elementos.