Está montado o novo órgão de tubos da igreja de Ribeirão

Ficou concluída na passada sexta-feira a montagem do novo órgão de tubos da igreja paroquial de Ribeirão. O pároco daquela vila, explica na edição mais recente do boletim paroquial, que a montagem está praticamente terminada, faltando “apenas pequenos pormenores de electricista, mecânica e carpintaria que dentro de dias, ficarão concluídos”.

O novo órgão foi projetado por uma empresa alemã e construído pelas famalicenses “Bom Organum”, “JF Organpipes” e “JMS – Organaria”. O investimento foi de 300 mil euros.

 

Restaurante Ferrugem apresenta ementa inspirada em Camilo Castelo Branco

Pataniscas e presunto de porco bísaro com broa de milho é o prelúdio, segue-se a sardinha de escabeche com cebola e pimento e serve-se uma vinha da Bouça. O caldo de legumes com feijoca branca e tora preparado no pote surpreende e vem aquecer a alma. Acompanha-se com um verde tinto Pardusco e as conversas soltam-se. Fala-se de Camilo Castelo Branco, das tradições e das vindimas. O elixir de limão e genebra vem quebrar o ritmo pitoresco dos sabores e dá-se as boas-vindas ao galo de raça amarela e arroz carolino. Arregaçam-se as mangas e relaxa-se enquanto se aguarda o arroz de leite e um porto “bem choco” como chamava ao vinho do porto velho Camilo Castelo Branco. Finaliza-se com um café e toucinho do céu.

É esta a ementa camiliana, preparada pelo Chef Renato Cunha, no restaurante Ferrugem, em Vila Nova de Famalicão e que foi apresentada esta quinta-feira, no Dia Mundial do Turismo, constituindo-se com um novo produto turístico que surge no âmbito da Rota Literária Camiliana.

O cardápio orgulhosamente preparado com produtos autóctones, bem representativos da região minhota, é inspirado na obra literária de Camilo Castelo Branco, especialmente no romance “A Brasileira de Pranzins”, de 1882.

O romancista que tantas vezes se inspirou nos sabores da gastronomia da região e nas suas personagens para criar as suas novelas e os seus contos intemporais, serve agora ele próprio de inspiração para a conceção de uma ementa genuína onde a criatividade e a tradição se combinam com a sofisticação da cozinha de autor de Renato Cunha.

Para o Chef, a ementa que ficará disponível a partir da próxima semana pretende retratar o mais fielmente possível aquilo que seria uma refeição da época, com produtos bem típicos e identitários da região.

A verdade é que as ligações a Camilo Castelo Branco são bem visíveis e até inevitáveis ao longo de toda a refeição e, no final, surge no espírito de todos a resposta à questão camiliana que serviu de titulo a mais uma novela “Onde está a felicidade?”.

ROTA LITERÁRIA CAMILIANA

A Rota Literária Camiliana é um projeto turístico-cultural iniciado há cerca de dois anos com o objetivo de criar parcerias e sinergias, tendo como epicentro a Casa Museu Camilo Castelo Branco, de S. Miguel de Seide, onde o escritor viveu cerca de 30 anos e onde escreveu algumas das mais belas páginas da literatura portuguesa.

Neste âmbito, foi já apresentada a Rota Literária Camiliana no Porto onde tem como referências a Biblioteca Municipal do Porto, a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa (onde para além do corpo de Camilo estão guardados inúmeros objetos, manuscritos e correspondência do escritor), o Centro Português de Fotografia (antiga Cadeia da Relação onde Camilo este preso por duas vezes) e a Livraria Lello (Camilo foi o autor que mais obras forneceu para os prelos da Lello & Irmão).

Conjugar o turismo cultural com o património edificado, a arquitetura e a gastronomia é por isso, um dos principais objetivos da Rota. “Um roteiro não pode ser estático, queremos um roteiro com diversidade e com múltiplos caminhos”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que marcou também presença no lançamento da ementa camiliana. Para Paulo Cunha “são inúmeras as referências gastronómicas na obra de Camilo e seria uma pena não tirarmos partido disso a nível do turismo, ainda mais pela riqueza das propostas existentes no nosso território”.

“Queremos que as pessoas venham a Famalicão visitar a Casa de Camilo, leiam as suas obras, frequentem o Centro de Estudos Camilianos, mas também que se deliciem com a nossa gastronomia” sublinhou o autarca afirmando que “a proposta do chef Renato Cunha, do Ferrugem valoriza o projeto camiliano com uma ementa pensada em torno das referências da época de camilo. É uma abordagem no século XXI daquilo que se fazia há dois séculos aqui no Minho”.

Também o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, salientou que “hoje em dia, não se faz turismo unicamente em torno da literatura, em torno do texto, o turismo faz-se a nível cultural, aproveitando contributos que são absolutamente extraordinários”. E adiantou “hoje não se viaja se as pessoas não experimentarem, não experienciarem e não provarem. É a experiencia da gastronomia que torna o contacto com o património mais valioso e interessante. E se conseguimos que estas duas experiencias se combinem e se casem é excelente”.

Não restam dúvidas, portanto que “a rota camiliana só tem a ganhar com esta associação a este novo parceiro que é o Ferrugem”.

Despiste de autocarro da STCP faz oito feridos na Maia

O despiste de um autocarro da STCP, este domingo, pelas 15.45 horas, na Rua Afonso Henriques, causou oito feridos. O pesado de passageiros embateu contra uma casa.

Os oito feridos – um deles, o motorista do autocarro da STCP – estão a ser transportados para três hospitais diferentes e uma das causas do acidente pode estar relacionada com doença do motorista, adiantou à Lusa fonte da STCP.

Quatro dos feridos estão a ser transportados para o Hospital de São João, no Porto, três para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e um ferido está a ser reencaminhado para o Hospital de Santo António, também no Porto.

O alerta foi dado pelas 15.39, e a colisão foi registada na rua Dom Afonso Henriques, no lugar da Picua, freguesia de Águas Santas, no concelho da Maia, distrito do Porto.

Há oito elementos dos Bombeiros da Maia, com três viaturas no local, entre outras corporações de bombeiros, que uma fonte dos Bombeiros da Maia não conseguiu precisar.

CP prevê “supressões e fortes perturbações” devido à greve de segunda-feira

A CP — Comboios de Portugal prevê “supressões e fortes perturbações na circulação ferroviária a nível nacional”, devido à greve de 24 horas convocada para segunda-feira pelos trabalhadores das bilheteiras e revisores, avisando que não disponibilizará transporte alternativo.

“Por motivo de greve convocada por uma organização sindical prevêem-se supressões e fortes perturbações na circulação ferroviária a nível nacional em todos os serviços no dia 1 de Outubro”, anuncia a CP, na sua página na internet.

A empresa avisa ainda que possam vir a ocorrer supressões e perturbações no domingo e também na terça-feira, e que “não serão disponibilizados transportes alternativos” durante a paralisação, tendo sido definidos serviços mínimos.

No caso dos comboios urbanos de Lisboa, “podem ocorrer atrasos e supressões em todas as linhas, com particular incidência ao final da tarde e noite do dia 30 de Setembro, e até às 08:00 de dia 2 de Outubro”.

Já nos comboios urbanos do Porto “podem ocorrer alguns atrasos e supressões em todas as linhas, com particular incidência na tarde e noite do dia 30 de Setembro, e ao longo do dia 2 de Outubro”.

Também são esperados constrangimentos nos serviços alfa pendular, intercidades, internacionais, inter-regionais, regionais e urbanos de Coimbra.

“Aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços alfa pendular, intercidades, regional e celta que não se realizem, a CP permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos, para outro dia/comboio”, adianta a empresa.

Os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP vão estar em greve, por 24 horas, na segunda-feira, contra a ausência de contratação de trabalhadores, de mais comboios e negociação para o contrato colectivo.

A greve foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) que criticou o Ministério das Finanças por “bloquear os acordos entre o Ministério do Planeamento, a CP e o SFRCI” e estarem, assim, por contratar “88 trabalhadores para o comercial da CP (Revisores, trabalhadores para as bilheteiras)”.

Rui Pedro pode estar em Almada? Autoridades já investigam

Nos últimos dias, várias têm sido as mensagem que chegam à Cidade Hoje com um vídeo partilhado nas redes sociais que dá conta de eventuais semelhanças entre um jovem de 30 anos que foi encontrado por um internauta junto a um Pingo Doce, em Almada, e Rui Pedro, que desapareceu há 20 anos. O portal Notícias ao Minuto apurou junto de fonte oficial que as autoridades já estão no terreno para tentar confirmar as suspeitas.

Inicialmente partilhado na rede social Instagram, um vídeo mostra um jovem a quem é questionada a identidade e a idade. “Pedro, 30 anos, nascido e criado em Almada”, começa por dizer. As semelhanças apontadas pelos utilizadores das redes sociais rapidamente fizeram com que a informação ganhasse expressão um pouco por todo o país.

Face às circunstâncias, as forças de segurança foram informadas e já “começaram a ser articulados esforços” para o encontrar, nomeadamente através da comunicação “às brigadas à civil”, informou fonte das autoridades ao Notícias ao Minuto. O objetivo passa por averiguar “se, efetivamente, se trata da mesma pessoa”.

Recorde-se que Rui Pedro desapareceu há 20 anos, em 1998, no dia 4 de março em Lousada. Duas décadas depois o seu paradeiro continua desconhecido e, no âmbito deste caso, a justiça condenou Afonso Dias, em 2013, que continua a reafirmar a sua inocência.

Afonso Dias cumpriu pena no estabelecimento prisional de Guimarães, depois de esgotadas todas as possibilidades legais de recurso. O camionista foi detido no dia 18 de março de 2015 e regressou à liberdade a 29 de março de 2017, tendo cumprido dois terços da pena. Afonso, saliente-se, foi absolvido em primeira instância, tendo depois sido condenado pelo Tribunal da Relação do Porto.

Notícias ao Minuto / Cidade Hoje