Ensino Superior: Nove queixas por praxes abusivas em 2018-2019

Segundo os dados adiantados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (DGES), as denúncias chegam à DGES sobretudo por email, um dos canais disponibilizados pelo efeito. A linha telefónica não recebeu no último ano letivo qualquer contacto, mas em 2016-2017 foram analisadas cinco queixas transmitidas por essa via.

As denúncias são “sempre encaminhadas aos responsáveis das Instituições, dando resposta aos autores da denúncia prestando todas as informações sobre as diligências efetuadas em cada caso”, refere a tutela.

No último ano letivo chegaram à DGES queixas com origem na Universidade do Minho, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Universidade da Beira Interior, Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança (com duas denúncias), Escola Superior de Hotelaria e Turismo e na Escola Superior de Media, Artes e Design do Instituto Politécnico do Porto, Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto do Instituto Politécnico do Porto, Universidade de Évora, e Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra.

“No seguimento da procura de ações contra as manifestações de abuso, humilhação e subserviência de estudantes, sejam elas no espaço público ou dentro das instituições, foi criado em 2017 e de forma continuada o movimento Exarp, que pretende destacar as iniciativas exemplares de integração de novos estudantes nas instituições de ensino superior”, sublinha o MCTES, referindo ainda que este movimento, desde a sua criação, já desenvolveu cerca de 390 atividades no seu âmbito de ação.

Nessas ações estiveram envolvidos movimentos estudantis, entidades ligadas ao desporto, cultura e ciência e cidadãos em nome individual.

O portal exarp.pt está aberto a contributos de todos, recebendo ideias que permitam estimular a “liberdade e emancipação dos jovens e na sua melhor integração no ensino superior”.

“A contribuição de todos é necessária para mudar as mentalidades, podendo qualquer cidadão ou entidade contribuir com as suas ideias, com as suas propostas e com as suas ações para melhorar a integração de alunos nas instituições de ensino superior”, refere o MCTES.

O movimento vai marcar presença ao longo das próximas duas semanas em várias instituições de norte a sul do país, num momento em que se vão realizar as matrículas dos alunos colocados e as habituais receções aos “caloiros” e vão “sensibilizar estudantes, pais e docentes para o acolhimento positivo dos alunos do primeiro ano e de divulgar informação relevante sobre a presença na vida académica”.

Universidades e politécnicos vão receber iniciativas deste movimento. A Universidade do Algarve recebe, por exemplo, entre 09 e 17 de setembro os novos alunos com atividades “totalmente gratuitas”, que passam por “aulas de desportos náuticos, como vela, surf, bodyboard, a outras iniciativas de cariz cultural”.

A Universidade de Lisboa recebe os novos alunos com uma ‘Sunset Party’ a 18 de setembro, no ISCTE organizam-se a 19 de setembro visitas guiadas pelos alunos mais velhos para dar a conhecer “os cantos à casa” a quem chega de novo e a Orquestra Metropolitana de Lisboa vai até ao Politécnico da Guarda a 22 de outubro para um concerto no Ciclo de Música e Ciência, repetindo a iniciativa dois dias depois na Universidade do Porto.

O número de colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior aumentou para os 44.500 estudantes, 1,2% acima de 2018, revelam os dados oficiais que indicam ainda que mais de metade entrou na sua primeira opção.

Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso estão desde hoje disponíveis na página da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) em http://www.dges.gov.pt.

Os candidatos puderam concorrer a 1.087 cursos nas universidades e politécnicos públicos.

A segunda fase de candidaturas decorre entre 09 e 20 de setembro e os resultados são divulgados a 26 de setembro.

Metade dos portugueses endivida-se devido ao aumento do custo de vida

Metade dos consumidores portugueses que enfrentam dificuldades financeiras aponta o aumento do custo de vida como o principal motivo para o endividamento. A conclusão é de um estudo da Intrum, que destaca o impacto do aumento dos preços de bens essenciais, como alimentação e energia, nos orçamentos familiares.

Segundo o relatório, 43% dos portugueses referem despesas inesperadas, como emergências familiares ou despesas médicas, como causa das dívidas, enquanto 34% dizem que os seus salários ou rendimentos não acompanharam o aumento do custo de vida.

Apesar das dificuldades, 77% dos consumidores afirmam conseguir pagar as contas dentro do prazo. Ainda assim, o valor representa uma descida face a 2024, quando 85% diziam conseguir cumprir os pagamentos atempadamente, o que indica maior pressão financeira sobre as famílias.

O estudo revela também diferenças regionais. Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, 71% dos consumidores apontam o custo de vida como principal motivo para dificuldades financeiras. Já no Alentejo, 82% referem despesas inesperadas como fator determinante. Na Área Metropolitana de Lisboa, mais de metade dos consumidores (56%) queixam-se de que os rendimentos não acompanharam o aumento dos preços.

Nos últimos seis meses, 46% dos portugueses recorreram ao cartão de crédito para pagar contas ou outras despesas, enquanto 19% afirmaram ter pedido dinheiro emprestado.

O estudo “European Consumer Payment Report” foi realizado em agosto de 2025, com base num inquérito a 20 mil consumidores de 20 países europeus, incluindo mil em Portugal.

GNR alerta para aumento de acidentes com trotinetes elétricas

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, entre 2019 e 2025, cerca de 1.900 acidentes na via pública que envolveram trotinetes elétricas, dos quais resultaram 10 vítimas mortais.

Os dados divulgados pela força de segurança indicam um aumento da sinistralidade associada à micromobilidade. Só entre o início do ano e 28 de fevereiro já foram contabilizados 72 acidentes.

Até 2021, o número de ocorrências mantinha-se relativamente baixo, com menos de 25 acidentes por ano. No entanto, em 2023 verificou-se uma subida acentuada, com 547 acidentes, número que voltou a aumentar em 2024, atingindo o máximo de 706.

No total dos últimos sete anos, os acidentes provocaram ainda 88 feridos graves e 1.442 feridos ligeiros. O maior número de feridos leves foi registado em 2024, com 548 casos.

Segundo a GNR, entre as principais causas destes acidentes estão a circulação em locais proibidos, como os passeios, o desrespeito pela sinalização e a falta de utilização de equipamentos de proteção.

A guarda lembra que as trotinetes elétricas são equiparadas a velocípedes e, por isso, os seus utilizadores devem cumprir as regras do Código da Estrada. A utilização de capacete é recomendada, bem como o uso de material retrorrefletor e a verificação da existência de luz branca à frente e vermelha atrás.

As autoridades sublinham ainda que as trotinetes devem circular nas ciclovias ou, quando estas não existirem, na faixa de rodagem junto à berma, sendo proibida a circulação nos passeios. Cada trotinete destina-se apenas a uma pessoa e os condutores estão sujeitos às mesmas taxas de álcool aplicadas aos automobilistas.

Mercadona cresce em Portugal e aumenta lucros

A Mercadona registou um crescimento nas vendas em 2025, atingindo os 41.858 milhões de euros, mais 8% do que no ano anterior. O lucro líquido da cadeia de supermercados subiu 25%, fixando-se nos 1.729 milhões de euros.

Do total das vendas, 2.092 milhões de euros correspondem ao negócio em Portugal, onde a empresa terminou o ano com 69 lojas. Desde a entrada no país, em 2019, a Mercadona já investiu mais de 1.230 milhões de euros e alcançou, pelo segundo ano consecutivo, resultados positivos, com 26 milhões de euros de lucro.

A empresa criou ainda cinco mil novos postos de trabalho em 2025, dos quais 500 em Portugal, passando a contar com cerca de 115 mil trabalhadores entre Portugal e Espanha.

Para os próximos anos, a Mercadona prevê investir cerca de 3.700 milhões de euros no desenvolvimento de um novo modelo de loja, com maior foco em produtos frescos e numa experiência de compra mais simples para os clientes.

BP aplica maior subida no preço dos combustíveis em Portugal

A BP foi a marca que mais aumentou os preços dos combustíveis em Portugal, segundo dados das plataformas online que monitorizam diariamente os valores praticados nos postos de abastecimento.

De acordo com essas plataformas, a BP aumentou o preço da gasolina em 8,5 cêntimos por litro e o do gasóleo em 21,5 cêntimos. Já a Galp subiu 7 cêntimos na gasolina e 20,5 cêntimos no gasóleo, enquanto a Repsol aumentou 8 cêntimos na gasolina e 20,5 cêntimos no gasóleo.

Esta subida está relacionada com a instabilidade provocada pela guerra que decorre no Médio Oriente, que tem pressionado os mercados internacionais do petróleo.

As previsões para esta semana apontavam para um aumento de cerca de 19 cêntimos no gasóleo e 7,5 cêntimos na gasolina, valores que acabaram por ser ultrapassados no caso da BP.

Atenção ao supermercado: Preços devem subir ‘à custa’ da guerra e dos combustíveis

A subida do preço dos combustíveis pode vir a refletir-se no custo do cabaz alimentar, mas o impacto ainda não é imediato. A associação de defesa do consumidor DECO diz que os efeitos só deverão começar a notar-se nas próximas semanas.

Em declarações à SIC, o porta-voz da DECO explica que o preço dos combustíveis influencia toda a cadeia de distribuição. Nuno Figueiredo afirma que se trata de “uma cascata de acontecimentos”, lembrando que os combustíveis são essenciais para transportar os produtos até ao consumidor.

Também o setor da distribuição admite que os aumentos podem demorar algum tempo a chegar aos supermercados, mas que poderão tornar-se visíveis dentro de um ou dois meses se a tendência se mantiver.

Entretanto, o cabaz alimentar já atingiu um dos valores mais altos dos últimos anos. De acordo com a monitorização da DECO, ronda atualmente os 253 euros, cerca de 70 euros acima do valor registado em 2022.

A associação alerta ainda que outros fatores, como o mau tempo recente, podem vir a pressionar os preços nas próximas semanas. Caso os alimentos continuem a subir, isso poderá também contribuir para um aumento da inflação e influenciar futuras decisões do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro.

Combustíveis já estão mais caros… e a grande subida chega esta segunda

Vários consumidores relatam que os preços dos combustíveis já começaram a aumentar nos últimos dias, apesar de o grande agravamento ser esperado esta segunda-feira.

Na última sexta-feira foi tornado público que o gasóleo poderá subir cerca de 19 cêntimos por litro e a gasolina 7,5 cêntimos, um aumento associado à tensão que se vive no Médio Oriente.

Desde então, são vários os internautas que, nas redes sociais, dão conta de subidas sucessivas e diárias no preço apresentado nas bombas de combustível.

A explicação prende-se com o facto de, em Portugal, os postos de abastecimento terem liberdade para definir os preços, podendo alterá-los a qualquer momento, sem um critério ou calendário obrigatório. Por isso, apesar da previsão de aumento para segunda-feira, alguns postos já começaram a refletir a subida nos valores praticados.