Gasolina desceria nove cêntimos e gasóleo um cêntimo com limitação das margens, diz Governo

Em conferência de imprensa depois da reunião do Governo, João Pedro Matos Fernandes adiantou que, tendo por base os dados publicados num relatório da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), e “tomando como rigorosos esses mesmos valores e, o valor do último dia do mês de junho, que é o dia em que o relatório nos foi apresentado, a gasolina baixaria o seu preço em cerca de nove cêntimos e o gasóleo em um cêntimo”.

Segundo os dados do ‘site’ da ENSE, nesse dia o preço de venda ao público da gasolina era de 1,709 euros e o do gasóleo de 1,504 euros.

O Governo aprovou hoje uma proposta de lei que permitirá ao executivo limitar as margens na comercialização de combustíveis por portaria, caso considere que estão demasiado altas “sem justificação”, segundo o ministro do Ambiente.

A margem dos comercializadores, no final de junho, era superior em 36,6% na gasolina e 5% no gasóleo à margem média praticada em 2019, de acordo com um estudo da ENSE, divulgado no dia 14 de julho.

“Na quarta-feira, 30 de junho 2021, a margem apurada sobre a gasolina era superior à margem média praticada em 2019 em 0,069 euros (ou +36,62%). No caso do gasóleo, a margem no último dia do mês de junho era 0,01 euros superior à média do ano de 2019 (ou +5,08%)”, anunciou a ENSE, que é tutelada pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática.

Citando o estudo “Análise da Evolução dos Preços de Combustíveis em Portugal”, a entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis conclui que, “durante os meses críticos da pandemia, os preços médios de venda ao público desceram a um ritmo claramente inferior à descida dos preços de referência”, o que significa que “as margens dos comercializadores atingiram, assim, em 2020, máximos do período em análise”.

Na gasolina, a margem dos comercializadores atingiu 36,8 cêntimos por litro (cts/l), em 23 de março, e no gasóleo, 29,3 cts/l, em 16 de março.

As margens brutas para os comercializadores consistem na diferença entre o preço médio de venda ao público e o preço de referência, que é calculado diariamente pela ENSE e que permite determinar o preço do combustível à saída da refinaria.

Já os preços de comercialização resultam da fixação livre do mercado e variam de posto para posto e de marca para marca, esclareceu a ENSE.

A entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis realizou uma análise à evolução dos preços e concluiu que “os preços médios de venda ao público estão em máximos de dois anos, em todos os combustíveis”, subida que “é mais justificada pelo aumento dos preços antes de impostos e das margens brutas do que pelo aumento da fiscalidade”.

No mesmo dia, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) considerou que a intenção do Governo em legislar sobre as margens de comercialização dos combustíveis é desviar a atenção da “verdadeira razão” da subida do preço.

Num comunicado em que manifesta “estupefação e surpresa” pelo anúncio do Governo de que iria propor um decreto-lei que permite atuar sobre as margens de comercialização dos combustíveis e aguardando ainda para perceber de que forma é que a legislação prometida irá influenciar a atividade dos revendedores, a Anarec vê nesta intenção uma forma de focar nas margens comerciais a razão da subida dos preços, “desviando a atenção do consumidor da verdadeira razão do preço ser tão elevado”.

Por sua vez, a Apetro – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas considerou que a intervenção do Governo para limitar as margens dos comercializadores é “uma medida que não se justifica, injusta e que não vai resolver o problema da subida do preço dos combustíveis”.

“Trata-se de uma medida que não se justifica, é injusta, não vai resolver o problema [da subida dos preços] e que pode por em causa o funcionamento do mercado, o que é inimigo do investimento, ao desvirtuar as regras de funcionamento do mercado”, disse o secretário-geral da Apetro, António Comprido, à agência Lusa.

Parque da Devesa invadido por grupo de vacas

As primeiras horas da manhã desta quarta-feira trouxeram uma surpresa invulgar ao Parque da Devesa, em Famalicão: uma invasão de vacas. Os animais, que fugiram de uma propriedade vizinha, foram vistos a pastar tranquilamente nos espaços verdes do parque, para espanto dos primeiros visitantes.

Segundo relatos, o grupo de vacas, num número ainda por confirmar mas que se estima ser de cerca de uma dezena, terá aproveitado uma falha na vedação da propriedade de onde fugiram para aceder ao parque. Os animais espalharam-se pelas diferentes zonas do parque.

A presença dos animais não causou incidentes graves, para além do natural susto e curiosidade. As autoridades locais foram alertadas e, com a ajuda do proprietário das vacas e de técnicos do parque, conseguiram recolher os animais sem grandes dificuldades.

Luís Montenegro: “Portugal continua a ser um dos países mais seguros da Europa e do Mundo”

O Primeiro-Ministro Luís Montenegro afirmou que Portugal “continua a ser um país seguro, um dos países mais seguros da Europa e do mundo”, sublinhando que a segurança não é um dado adquirido e que é preciso preservá-la constantemente.

Montenegro destacou a diminuição da criminalidade grave e violenta, apesar de um ligeiro aumento da criminalidade geral, afirmando que estes números refletem uma estabilização da situação em Portugal.

O Chefe de Governo apontou ainda prioridades como o combate ao tráfico de estupefacientes, à violência doméstica e à sinistralidade rodoviária, reforçando a importância da coordenação entre Administração Interna e Justiça para manter o país seguro.

No domínio da imigração, Montenegro realçou o aumento das detenções por auxílio à imigração ilegal, defendendo uma estratégia de imigração regulada e humanista.

Combustíveis vão voltar a subir na próxima semana

Os preços dos combustíveis deverão voltar a subir já na próxima semana. O alerta é da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, que avisa também para um possível aumento no preço da botija de gás.

Segundo informação avançada pela CNN Portugal, o gasóleo poderá aumentar cerca de 8 cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá subir cerca de 6 cêntimos.

A associação explica que esta tendência acompanha a evolução dos preços nos mercados internacionais e poderá refletir-se diretamente no valor pago pelos consumidores nos postos de abastecimento.

Governo dá ‘tarde livre’ aos funcionários públicos na próxima quinta-feira

O Governo decidiu conceder tolerância de ponto na tarde de 2 de abril de 2026, Quinta-Feira Santa, aos trabalhadores da administração pública.

A decisão, assinada pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, aplica-se aos serviços da administração direta do Estado e aos institutos públicos.

A medida justifica-se com as habituais deslocações da população durante a Páscoa, sobretudo para encontros familiares.

Os serviços essenciais que tenham de manter atividade ficam excluídos, devendo os respetivos responsáveis assegurar uma dispensa compensatória aos trabalhadores, em data posterior.

Portugal desperdiça mil toneladas de comida por dia

Um estudo da associação ambientalista Zero revela que as famílias portuguesas poderão desperdiçar cerca de mil toneladas de alimentos por dia. A estimativa resulta de uma extrapolação feita a partir de uma análise realizada no concelho de Ourique, no Alentejo.

A investigação, desenvolvida em parceria com o município, analisou resíduos indiferenciados recolhidos em três bairros, envolvendo cerca de 150 habitações e dois estabelecimentos de restauração.

Os resultados indicam que numa comunidade com cerca de 300 habitantes podem ser desperdiçadas até 12 toneladas de alimentos por ano. Se os dados forem aplicados à realidade nacional, o desperdício alimentar poderá atingir cerca de 376 mil toneladas anuais, o equivalente a 38 quilos por pessoa.

O estudo mostra ainda que mais de metade do lixo indiferenciado é composto por biorresíduos e que uma parte significativa corresponde a restos de comida, fruta, legumes, pão ou alimentos ainda nas embalagens que acabam por ser deitados fora.

Atualização: Afinal gasóleo vai voltar a ficar mais caro a partir da meia-noite

Contrariando as previsões iniciais, que davam conta de uma descida do preço dos combustíveis, o gasóleo vai ficar mais caro, já a partir da meia-noite.

De acordo com as últimas atualizações, o gasóleo deverá subir um cêntimo por litro.

No caso da gasolina mantém-se a previsão de descida, também na ordem de um cêntimo por litro.