Vila Nova de Famalicão é o lugar do surrealismo em Portugal

“Encontrou-se um lugar para o surrealismo em Portugal. O lugar é Vila Nova de Famalicão. Aqui e agora o surrealismo português pode passear enfim o seu esplendor”. Foi desta forma que o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou, na passada sexta-feira, o Centro Português do Surrealismo, na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, numa cerimónia que ficou marcada pela presença de grandes autores deste movimento artístico, como Cruzeiro Seixas e Fernando Lemos, pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, entre outras personalidades da vida cultural e social portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou exatamente à hora marcada e rapidamente a multidão que o aguardava o rodeou acolhendo-o com carinho e amizade, ele retribuía com sorrisos e acenos e nem a chuva que se fazia sentia demovia a população.

Vila Nova de Famalicão acolhia assim o Centro Português do Surrealismo de braços abertos, um projeto que, de acordo com o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, nasce do “culminar de um longo caminho, com cerca de 20 anos”. Para Marcelo Rebelo de Sousa, “não é muito português em Portugal haver projetos a 20 anos. E nem é preciso ser-se surrealista para se dizer isto. O português gosta de gerir o dia-a-dia, deixar para o último minuto, o último segundo e depois, para os crentes, que Deus intervenha. O facto é que este foi um projeto a 20 anos que deu os passos todos até chegar ao momento que vivemos.” O presidente da República felicitava assim a Fundação Cupertino de Miranda pela determinação e persistência na conclusão deste centro.

Marcelo aproveitou ainda para realçar a importância da nova estrutura realçando que de“um importantíssimo acervo, com obras de Cesariny e Cruzeiro Seixas, faz-se agora o que só não se chama um museu porque seria pouco surrealista pôr o surrealismo num museu. Trata-se de um polo decisivo para integrar Portugal no conhecimento e no estudo do movimento surrealista internacional.”

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, afirmou que “este é um momento importante para a Fundação, mas é de enorme relevo para o concelho e para o fortalecimento da nossa política cultural, permitindo-nos almejar também um patamar internacional”.

“Não fazemos parte das duas grandes cidades deste país, mas pedimos meças a muitas cidades de dimensão maior no que à cultura diz respeito”, acrescentou ainda Paulo Cunha.

O autarca aproveitou ainda a presença de Marcelo Rebelo de Sousa e do ministro da Cultura para abordar o tema da descentralização e de pedir mais trabalho conjunto entre as autarquias e o Estado.

Entre as diversas intervenções destaque ainda para as palavras do ministro da Cultura que considerou a abertura do Centro Português do Surrealismo “não como um batizado, mas antes uma confirmação”.

Luís Filipe Castro Mendes fez ainda uma pequena reflexão do surrealismo português, que “aparece de uma forma diferente do francês” e perto do fim, recitou parte do “Corpo Visível”, de Cesariny, que já havia sido citado na sessão de inauguração, quando o presidente da fundação anunciou que o centro iria assegurar a tradução e edição da obra de poesia em espanhol do autor.

Com a inauguração do Centro Português do Surrealismo abriu-se ao público uma nova sala do primeiro andar com 400 metros quadrados recheados de arte. O espaço com caraterísticas únicas na região foi apresentado com a exposição “O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian”, que possibilita revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista desta coleção e regressar ao acontecimento plástico desse período. Esta exposição representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade.

O Centro Português do Surrealismo nasce na Fundação Cupertino de Miranda que tem atualmente uma coleção de mais de três mil obras ligadas ao surrealismo, nomeadamente de Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas, num total de 130 artistas.

Tudo começou quando, João Meireles, genro de Arthur Cupertino de Miranda, comprou uma parte da coleção do artista Cruzeiro Seixas e a doou à instituição. Aos poucos e poucos, o acervo surrealista foi crescendo. Já nos anos 90, a primeira exposição surrealista é apresentada – “Surrealismo e não” – e, anos depois, nasce o Centro de Estudos do Surrealismo, coordenado há mais de 15 anos pelo professor Perfecto Cuadrado.

O EDIFICIO

Da autoria do arquiteto João Mendes Ribeiro, o Centro Português do Surrealismo nasce da adaptação do emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda, que foi desenhado nos anos 50, verdadeiro ex-libris do espaço citadino.

Para o arquiteto o projeto constituiu “um enorme desafio pela ligação entre o passado e o futuro”, mas também “pelo tema da contemporaneidade”.

A principal transformação face ao desenho atual é a passagem do espaço museológico, bem como da oferta formativa, para os primeiros andares do edifício – atualmente localiza-se na torre que compõe o espaço – colocando-o na “linha da frente” de forma a“promover o contacto com a comunidade”.

“Vamos ter um conjunto de expositores que se abrem à cidade, criando uma relação muito forte com o espaço e com as pessoas”, acrescenta João Mendes Ribeiro.

Refira-se que a somar às obras de adaptação do edifício, prevê-se ainda uma nova programação e novos custos com o funcionamento do Centro Português do Surrealismo que implicará um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros. A autarquia contribuirá com a atribuição de um apoio financeiro no valor de 300 mil euros, repartidos por quatro anos.

Famalicão empata com o Benfica (2-2)

O FC Famalicão empatou este sábado a duas bolas frente ao SL Benfica, em jogo da 32.ª jornada da I Liga, disputado num Estádio Municipal de Famalicão esgotado.

A equipa encarnada entrou mais forte e chegou ao intervalo a vencer por 0-2, com golos de Andreas Schjelderup, de grande penalidade, e de Richard Ríos.

Na segunda parte, o Famalicão reagiu e reduziu aos 67 minutos por Mathias de Amorim, relançando a partida. O Benfica ficou reduzido a dez jogadores aos 55 minutos, após expulsão de Nicolás Otamendi, o que deu ainda mais espaço à equipa da casa.

Já perto do final, aos 78 minutos, Abubakar aproveitou um lance de bola parada para fazer o empate (2-2), levando à euforia dos adeptos famalicenses.

Com este resultado, o Famalicão conquista um ponto depois de estar em desvantagem, frente a um Benfica que deixou escapar a vitória numa segunda parte marcada pela inferioridade numérica.

Famalicão futsal garante manutenção na Liga Placard

Na tarde deste sábado, no Pavilhão Municipal, a pouco mais de 20 segundos do final do encontro, o Famalicão garantiu a manutenção no campeonato nacional. O jogo com o Fundão estava empatado a um golo, até que Alan Gitahy fez o tento da vitória que vale a permanência e que levou o Pavilhão Municipal ao rubro.

Uma partida de muito sofrimento para os famalicenses, obrigados a vencer e esperar por resultados de terceiros. Tudo se conjugou a favor da equipa de Hugo Oliveira.

E, na época de estreia no principal campeonato nacional de futsal, o Famalicão garante a manutenção depois de uma temporada muito difícil.

Ainda sobre o jogo deste sábado, num lotado Pavilhão Municipal, a equipa do Fundão foi para a intervalo a vencer, mas na segunda parte, Risi e Gitahy, este nos últimos segundos, viraram o marcador a favor dos famalicenses.

Famalicão: Diana Braga é campeã nacional de duatlo no escalão de benjamins

A jovem atleta do Grupo Desportivo de Natação alcançou, esta sexta-feira, o título nacional na décima edição do Duatlo Jovem de Vila Nova de Cerveira – Campeonato Nacional Jovem.

A atleta Diana Braga teve uma prestação sólida e consistente ao longo das três etapas da prova, completando o percurso — 300m de corrida, 1000m de ciclismo e 200m de corrida — com o tempo total de 6:02, garantindo o lugar mais alto do pódio e confirmando o seu bom momento de forma.

Também do GDN, Sara Braga, no escalão de iniciados, foi 17ª, com o tempo de 18:40. A atleta enfrentou um percurso exigente composto por 1000m de corrida, 4200m de ciclismo e 500m de corrida, demonstrando determinação e espírito competitivo.

Em juvenis, Gabriel Abreu foi décimo primeiro, com o tempo de 26:59, após 2000m de corrida, 8000m de ciclismo e 1000m de corrida, em resultado de uma prestação equilibrada num escalão muito competitivo.

Padaria/Pastelaria ‘Desejos’ de Brufe assaltada

A Padaria / Pastelaria ‘Desejos’, localizada na freguesia de Brufe, localizada na rua Padre Domingos Joaquim Pereira, a par da N204, foi assaltada na última noite.

O crime terá ocorrido cerca das 00h00. Os assaltantes acederam ao interior do estabelecimento depois de partir o vidro da porta.

Ao que a Cidade Hoje apurou, o grupo terá destruído a caixa que recebe o dinheiro dos clientes e faz a gestão do troco, para além da máquina do tabaco.

Terão conseguido abandonar o local com uma quantia reduzida em dinheiro e tabaco.

O espaço dispõem de sistema de vídeo vigilância, pelo que o assalto terá ficado registado pelas câmaras.

A situação foi reportada à GNR.

Famalicão: Hugo Oliveira promete «um Famalicão a pensar apenas em si» e na vitória

Ao final da tarde deste sábado, o Estádio Municipal – já se sabe que estará cheio – é palco de uma das partidas mais importantes da 32.ª jornada da I Liga. O FC Famalicão, a querer segurar o quinto lugar (51 pontos) e ainda a sonhar com um histórico apuramento para a Europa, defronta o Benfica que vai jogar pelo segundo lugar (75 pontos) que dá acesso à Champions.

O conjunto famalicense, num ciclo de nove partidas sem perder, tudo «fará para conquistar mais 3 pontos. A nossa forma de estar é jogar sempre para ganhar, por isso este é mais um jogo em que vamos entrar dessa maneira», avisa Hugo Oliveira.

O treinador do Famalicão fala de «um adversário fortíssimo, quiçá no melhor momento da época, próximo dos objetivos, que sabe que todos os pontos são fundamentais, mas nós vamos olhar para este jogo como mais uma grande oportunidade para mostrar quem somos, como vivemos, o nosso futebol, os nossos jogadores, o nosso clube. Jogamos por momentos e memórias e esta é uma grande oportunidade para desfrutar».
Para o jogo deste sábado, que começa às 18 horas, Hugo Oliveira promete um coletivo forte, «um Famalicão que pense apenas em si. Chegaremos a este jogo com esta ideia de coletivo, porque é a única maneira de combater clubes grandes que têm força, talento individual de quem está dentro, no banco, ou que vai ficar no Seixal».

Do seu Famalicão que joga no limiar de um apuramento europeu, que a acontecer será histórico, e de superar a maior pontuação de sempre (54 pontos), promete a identidade de sempre. «Somos uma das equipas mais aborrecidas do campeonato. Mantemo-nos muito fiéis à forma de estar, ideias, caminhos. Somos das equipas que menos se adapta aos adversários. Respeito a estratégia, temos algumas, mas somos um grupo com princípios fortes e rigorosos. Não vamos chegar ao final da Liga e sermos diferentes. Temos de ser iguais a nós próprios e vamos jogar para vencer com o Benfica de um super treinador e ser coletivos, humildes e com a força da nossa gente».

Famalicão: Último e decisivo jogo para a equipa de futsal

A equipa de futsal do FC Famalicão tem, este sábado, um jogo decisivo (e último) para o seu futuro no campeonato nacional. Recebe, às 16 horas, no Pavilhão Municipal, a AD Fundão, partida de entrada gratuita, mas com obrigatoriedade de levantar bilhete (na Loja Oficial do FC Famalicão, até às 12h30, ou no Pavilhão Municipal, a partir das 15h00).

O FC Famalicão tem obrigatoriamente de vencer o seu jogo e, a partir daí, poderá fazer contas para assegurar a manutenção.

Na última jornada, há confronto entre Elétrico e Caxinas, já a equipa da Quinta dos Lombos defronta o Rio Ave.

Caso exista igualdade pontual, o FC Famalicão pode assegurar a manutenção por ter vantagem no confronto direto com todas as equipas, mas no máximo conseguirá chegar ao décimo lugar. Os famalicenses somam 16 pontos, estando na última posição da tabela.