A produção de pneus neutros em CO2 está em curso na mega fábrica de Lousado, através de uma caldeira elétrica inovadora capaz de gerar vapor a partir de eletricidade verde em substituição de gás. Com este dispositivo, até 2040, a Continental pretende mudar a produção em todas as fábricas de pneus, incluindo a de Lousado. O fabricante dá, assim, um passo importante rumo ao seu objetivo de produção completamente neutra em dióxido de carbono. Este objetivo é possível pela geração de vapor através desta caldeira inovadora.
Em recente nota à imprensa, Bernhard Trilken, responsável pela unidade de negócios de Manufatura e Logística, reportava que «estamos a demonstrar que mesmo as fábricas de pneus de grandes dimensões podem atingir uma produção neutra em termos de CO2. Para isso, a disponibilidade de fontes de energia renováveis a preços competitivos é crucial», explicou. Acrescenta que está em curso a preparação «de todas as nossas fábricas para que possam utilizar o máximo possível de energia renovável. A entrada em funcionamento da nossa caldeira elétrica a vapor em Lousado é o início de uma emocionante curva de aprendizagem».
A nova caldeira elétrica a vapor converte energia solar e outra eletricidade verde em vapor quase sem perdas. No entanto, uma caldeira a gás convencional continua disponível, permitindo à Continental reagir às oscilações das energias renováveis e a outros fatores ambientais. «A nossa unidade em Lousado beneficia do facto de o sol brilhar com frequência. Isto permite-nos alcançar uma produção de pneus usando totalmente energia elétrica e neutra em CO2 sempre que possível», afirmou Pedro Carreira.
O presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor em Lousado, sinaliza, ainda, que «todas as fábricas de pneus da Continental estão a trabalhar muito para tornar a produção cada vez mais sustentável e energeticamente eficiente». Em Lousado, frisa, «o sol aquece-nos em média sete horas por dia. No inverno, a média é de quatro horas. Para efeitos de comparação: em Berlim, o sol brilha apenas 1,8 horas por dia no inverno».









