O arsénio presente em terrenos na freguesia de Lousado, onde a Medway quer construir o Terminal Rodoferroviário, é de origem natural. A Agência Portuguesa do Ambiente já informou a empresa, embora formalmente o Município ainda não foi informado. Deste modo, diminuem, «não na totalidade», as preocupações sobre e efetivação deste projeto, informou o vereador Augusto Lima, esta quinta-feira, em reunião de Câmara.
Recorde-se que em fevereiro deste ano foi colocado em causa este projeto, apresentado em 2018, devido à concentração de arsénio (elemento químico) em alguns pontos do terreno. O empresário, e presidente da Medway, Carlos Vasconcelos, explicava, na altura, que a Agência Portuguesa do Ambiente aprovou o projeto, em termos gerais, mas quer um tratamento à concentração de arsénio. Carlos Vasconcelos assumia que se a concentração for de origem natural o tratamento é menos oneroso; mas se a contaminação for de origem humana, alguns desses inertes terão que ser deslocados, o que fará subir o investimento «para números que muito provavelmente porão em risco o projeto».
O terminal rodoferroviário foi apresentado em 2018 como o maior da Península Ibérica, com previsão de 35 milhões de euros, para ficar concluído em 2020; depois veio a pandemia e atrasou. Em maio de 2021 o investimento apontava para 63 milhões de euros. No ano seguinte já estava nos 80 milhões.
Recorde-se que o terminal da Medway em Lousado ocupará cerca de 22 hectares, disporá de quatro linhas com 750 metros de comprimento, parque para 11 mil TEU (incluindo refrigerados), zona de mercadorias perigosas, espaços de armazenagem e de serviços logísticos, parque seguro para camiões e oficinas.









