Circo contemporâneo está de volta às ruas do Quadrilátero Cultural

A nona edição do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous vai decorrer de 18 a 22 de julho nas quatro cidades que compõem o Quadrilátero Cultura – Barcelos, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão. Promovido pelo Teatro da Didascália, a iniciativa contempla uma estreia absoluta, quatro estreias nacionais e um total de 11 espetáculos de circo contemporâneo.

Às mais de duas dezenas de apresentações, que terão lugar nas ruas das quatro cidades onde ocorre o festival, juntam-se, ainda, oficinas de formação e um programa paralelo dedicado a artistas, estudantes e agentes culturais nacionais e internacionais.

Nesta edição do Vaudeville Rendez-Vous o Teatro da Didascália apostou, para os conteúdos programáticos, na reescrita de uma série de espetáculos que passaram pela iniciativa em edições anteriores e noutros contextos da programação nacional. Serão, assim, revisitadas várias obras que são o culminar de processos de reflexão de vários artistas e companhias. Um destes exemplos é a estreia absoluta do espetáculo Solos a 180º – da companhia portuguesa Radar 360º –, que tem como mote para esta nova criação a estrutura cenográfica de um espetáculo anterior. Esta criação poderá ser vista, pela primeira vez, a 20 de julho, às 19h00, na Praça de Pontevedra, em Barcelos, e a 22 de julho, às 11h00, no Jardim do Museu dos Biscainhos, em Braga.

De França, Espanha e Bélgica chegam ao Vaudeville criações que serão estreias em solo nacional. A companhia francesa Le Doux Supplice vai apresentar o espetáculo En Attendant Le Grand Soir a 19 de julho, às 22h00, no Largo do Pópulo, em Braga, e a 22 de julho, no topo norte da Praça D. Maria II, em Famalicão.

De Espanha chega Runa – da companhia Cia 104, de Amer Kabbani – que pode ser vista a 20 de julho, às 22h00, no pátio do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, e a 21 de julho, à mesma hora, no Polidesportivo da Quinta do Aparício, em Barcelos.

Também de Espanha chega Manolo Alcántara que irá dar a conhecer Maña. A criação estreia-se a 20 de julho, às 22h00, na Praça Municipal de Braga, passando, também, pelo topo sul da Praça D. Maria II, em Famalicão, a 21 de julho, às 22h00, e pela Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães, no dia 22 de julho, às 22h00.

Grasshoppers (gafanhotos), da companhia belga Circus Katoen, pode ser vista na Praça de Pedra do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, a 20 de julho, às 19h00, na Praça Municipal de Braga, a 21 de julho, também às 19h00, e, finalmente, na Praça Manuel SottoMaior, em Famalicão, a 22 de julho, às 19h00.

Oficinas e programa dedicado a profissionais da cultura

Outro dos destaques da programação da edição de 2023 passa pela dinamização de oficinas de criação e por um programa paralelo para artistas, estudantes e agentes culturais nacionais e internacionais. As oficinas de criação, agendadas para 18 e 19 de julho, em Barcelos e Braga, dão o mote de arranque ao festival. A nona edição do Festival integra, ainda, uma masterclass guiada pela companhia francesa Le Doux Supplice, uma mesa-redonda sobre escrita e dramaturgia no circo e uma sessão de pitching para programadores e agentes artísticos. Mais informações em: www.teatrodadidascalia.com.

 

Corra, caminhe ou pedale na Famalicão-Joane a 1 de outubro

Estão abertas as inscrições para a vigésima terceira edição da Famalicão-Joane, prova de atletismo da Associação Teatro Construção que vai para a estrada na manhã do dia 1 de outubro. Para além da corrida principal, o programa mantém a caminhada Vermoim-Joane (4km) e o Bike Tour Famalicão-Joane.

As inscrições podem ser feitas em fpacompeticoes.pt

Até ao dia 31 de julho, a inscrição para clubes, grupos ou famílias (mínimo 5 inscrições) tem um custo de 4 euros cada; individuais é 5 euros; de 1 a 31 de agosto passa para 5 e 6 euros; 1 a 15 setembro, sobe para 6 e 7 euros; por último, de 15 a 27 de setembro, a inscrição individual é de 8 euros.

Famalicão: Começaram as obras de reabilitação do Hotel Garantia

Começaram as obras de reabilitação do antigo Hotel Garantia, edifício icónico da cidade de Famalicão, encerrado no ano de 1985.

O edifício está, desde esta semana, rodeado de taipais que assinalam o início da sua reconstrução.

Há muitos anos abandonado, vai dar lugar a um edifício com comércio no rés-do-chão e habitação nos restantes três pisos, estando prevista a construção de 18 apartamentos, nove lojas e estacionamento na cave. A área total de construção é de 6.760 m2.

Localizado entre as ruas Adriano Pinto Basto e Santo António, o Hotel Garantia foi inaugurado em 1943 e cedo se tornou num edifício icónico. O projeto de reabilitação, da autoria do arquiteto Noé Diniz, assegura a manutenção dos elementos arquitectónicos de valor, como o pórtico de entrada.

 

Famalicão: Alexandre Penetra e Tomás Araújo titulares na estreia de Portugal no Europeu sub-21

Alexandre Penetra, jogador do FC Famalicão, e o famalicense Tomás Araújo, jogador do Benfica, vão ser titulares no jogo de estreia de Portugal no Europeu sub-21, diante da Geórgia, em Tiblissi.

A partida é às 17 horas e o primeiro onze português é composto por Celton Biai, Zé Carlos, Alexandre Penetra, Tomás Araújo e Nuno Tavares; Tiago Dantas, João Neves, André Almeida e Afonso Sousa; Pedro Neto e Vitinha; suplentes: Samuel Soares, Francisco Meixedo, Bernardo Vital, André Amaro, Samu Costa, Paulo Bernardo, Henrique Araújo, Francisco Conceição, Leonardo Lelo, Fábio Silva, Vasco Sousa e Diego Moreira.

Famalicão: Jorge Reis-Sá vence Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca

A primeira edição do Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca teve como vencedor o escritor famalicense, com a obra “A Hipótese de Gaia” (2022). O valor monetário do prémio é de 12.500 euros. O prémio foi decidido, por unanimidade, pelo júri constituído por Isabel Pires de Lima, José Carlos Seabra Pereira e Leonor Martins Coelho.

O Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca foi instituído este ano pela Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio do Município de Cascais e Fundação D. Luís I, com o objetivo distinguir anualmente uma obra de contos em português, publicada em livro e em primeira edição.

Ficcionista, poeta, cronista, Jorge Reis-Sá escreveu, ao longo dos anos, um vasto conjunto de contos que reuniu na obra agora galardoada. Na sinopse, pode ler-se que «movidos pela estranheza, onde Borges se toca em Kafka ou onde Vergílio Ferreira se junta a uma linguagem por vezes poética, são pequenas prosas com o azul, a terra e a rua como sustentáculo: Gaia e a sua Hipótese, portanto».

Jorge Reis-Sá é licenciado em Biologia. Em 1999 estreou-se na escrita com um livro de poemas e fundou a Quasi Edições, que editou até 2009; foi editor na Babel, entre 2010 e 2013, ano em que passou para editor da Glaciar, sendo, também, consultor editorial de várias instituições e editoras.

O escritor famalicense, que reside em Lisboa, publicou poesia, contos, crónicas, romances e outros textos. Destaque-se, entre as muitas obras, o romance «Todos os Dias», a crónica biográfica «Campo dos Bargos – O futebol ou a recuperação semanal da infância», publicada na coleção Retratos da Fundação Francisco Manuel dos Santos e, mais recentemente, o livro de contos «A Hipótese de Gaia», editado já n’A Casa dos Ceifeiros que o próprio criou em 2017.