O presidente da Câmara de Famalicão anunciou, na cerimónia do Dia da Cidade, que foi aprovada a candidatura para a construção de uma Residência de Estudantes que será edificada nas instalações onde está o Departamento do Ambiente do Município, na Praça D. Maria II.
É um investimento de cerca de três milhões de euros, com fundos do PRR, que irá disponibilizar perto de uma centena de camas para estudantes deslocados de outras localidades, bolseiros e investigadores em mobilidade.
Devido aos prazos do PRR, que são curtos, a obra terá que começar no próximo ano, em princípio no primeiro trimestre, e é apontado o mês de setembro de 2024 como data de abertura do equipamento. O autarca espera que tudo decorra de feição, dado o tempo de incertezas ao nível de obras.
Mário Passos reconhece que é uma resposta a uma necessidade sentida pelas instituições de ensino aqui radicadas em Famalicão, ao permitir o alojamento estudantil a custos mais acessíveis. «Pela sua localização representa de igual modo uma aposta do município na devolução de novos residentes ao centro urbano da cidade», acrescenta o edil.
O autarca considera a residência universitária estratégica para a cidade também pela possibilidade de catalisar outros projetos de reabilitação urbana, ao receberem o impulso de novos habitantes no centro.
«Queremos pessoas no espaço público porque só assim fará sentido todo o esforço despendido», ambiciona o autarca. Avança que é por isso que a «Câmara Municipal está a preparar um programa de animação regular para a nossa cidade».
Recolha de resíduos domésticos para fertilizante
Ainda no âmbito da sessão solene do Dia da Cidade, o presidente da Câmara anunciou que ainda este ano «vamos implementar um projeto piloto no centro urbano que consiste na recolha dos biorresíduos domésticos porta a porta, promovendo a prevenção, separação e reutilização», dos mesmos, por exemplo, para fertilizantes.
Apelou, mais uma vez, à poupança de água, dado o período de seca que Portugal atravessa. Deu o exemplo do município de Famalicão que desativou a rega automática, o que permitiu a poupança de água estimada num volume capaz de abastecer mais de 100 mil habitações familiares num dia normal de consumo.








