Combustíveis: Especialistas dizem que gasolina e gasóleo não descem nem sobem até ao final do ano

Não vai haver alteração no preço dos combustíveis até, pelo menos, ao final do ano, a garantia é dada pela imprensa especializada.

Assim, e segundo os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), recolhidos a 23 de dezembro, o preço médio do gasóleo simples é, à data de consulta, de 1,504 euros/litro (1,543 euros para o gasóleo especial), e o preço médio da gasolina simples 95 é de 1,666 euros/litro (1,687 euros para a gasolina 95 aditivada).

A gasolina aditivada 98 apresentava à data de recolha de dados um preço médio de 1,849 euros por litro.

Fonte: AWAY

Covid-19: Número de casos continuam a aumentar em Famalicão (441 casos/100 mil habitantes)

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, emitido esta sexta-feira, referente à situação pandémica em todos os concelhos, em Vila Nova de Famalicão mantém-se o número crescente de casos.

No boletim emitido a 17 de dezembro, haviam 423 casos por cem mil habitantes e, agora, o documento da DGS sinaliza 441 casos por cem mil habitantes..

Estes valores reportam-se a 14 dias, no período entre 9 e 22 de dezembro.

«Para que a noite passe», mensagem de Natal de D. Jorge Ortiga

O Natal foi sempre tempo de sonhos. Mas nós, católicos, sonhamos juntos uma Igreja sinodal e samaritana como fermento de um mundo mais irmão e solidário. Queremos que tudo resulte da vontade de viver a caridade intensamente, não de um modo teórico mas com gestos. Os gestos identificam-nos e geram esse mundo novo iniciado em Belém.

Tudo parece desmentir esta lógica. Como Isaías, perguntamos. “Sentinela, em que altura vai a noite?” (Is 21,11). Interroguemo-nos: quando voltará a normalidade?

Temos a noite da pandemia e, em simultâneo, assistimos à evolução egoísta da sociedade. Como resposta consciente, teremos de ir colocando estrelas. Podem parecer pequenas e insignificantes. Brilharão e mostrarão o caminho que juntos devemos percorrer. Eis a meta do Natal.

– Olho para a sociedade e deparo-me com uma tremenda indiferença perante os seus males. É preciso ressuscitar a atenção ao mundo real para o conhecer e reagir.

– Verifico imensas zangas ou conflitos entre pessoas, famílias, partidos. Terei de assumir o dever da reconciliação e de a promover no coração das pessoas.

– Ouço contínuas críticas no quotidiano da vida e descrições parciais compradas ou interesseiras nos meios de comunicação social. Necessito de repor a verdade e permitir que acreditemos sem suspeitas.

– O egoísmo impregnou-se como um estilo de vida, considerado normal ou necessário para se viver tranquilamente. É urgente partir de um coração sensível e aberto à solidariedade, com muito ou com pouco, transformando a sociedade através da partilha e do dom.

– Impressiona-me o consumismo na avidez de ter o necessário ou o que os meios digitais e a moda propõem. É humano ter vida sóbria, onde nada falta, e, ao mesmo tempo, reconhecer que só a partilha constrói um mundo de fraternidade e igualdade.

– O mundo nas suas conquistas está marcado pela tristeza, na vida de cada um, nas famílias, nos empregos, na política. Parece que se perdeu o encanto, mas a alegria tem de ser conquistada e oferecida.

Merecemos uma sociedade de maior confiança com sentimentos externos de verdadeira felicidade.

Quando passará a noite? Não o sabemos. Temos uma certeza: o natal deve proporcionar alguns raios de luz. Os pequenos gestos mudarão muita coisa. Caminhemos juntos, e, quais samaritanos, ajudemo-nos na caminhada, acendendo estrelas de atenção aos outros, de reconciliação, de coragem de ver o positivo, de expressar solidariedade, de mostrar gestos de partilha e de lutar pela alegria. O Natal, ainda em pandemia e com tantas limitações, será belo e ajudará a encarar o futuro com maior seriedade. Vamos semear estrelas no lugar onde estivermos? A aurora começará a raiar.

Bom Natal!

† Jorge Ortiga, Administrador Apostólico