A chegada da pandemia associada aos quatro meses, dois em 2020 e mais dois em 2021, em que as escolas de condução estiveram fechadas, mais as apertadas regras que reduziram o tempo de aulas e o número de alunos nas escolas e nos veículos, provocou problemas de operacionalidade, testemunharam as várias fontes contactadas pela Lusa.
Parte dessa realidade está espelhada na página do IMT, no tema Provas Pendentes relativo a exames solicitados por escolas de condução, autopropostos e trocas de títulos estrangeiros.
Na resposta à Lusa, o IMT deu conta dos números de provas em atraso: na região Norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) a 01 de agosto de 2021 encontravam-se a aguardar marcação 2.112 provas teóricas e 2.919 provas práticas.
O presidente da Associação Nacional de Industriais de Ensino Condução Automóvel (ANIECA), Fernando Santos, disse à Lusa que os “exames de condução têm um atraso de cerca de dois meses e os de código de três”, atribuindo-o à “pandemia e às restrições que ainda hoje existem”.
“Fizemos uma exposição ao secretário de Estado das Infraestruturas [Jorge Delgado] depois do anúncio do alívio nos transportes públicos, que agora podem circular no máximo da lotação enquanto nós, nos carros de instrução, só podemos ter uma pessoa na parte de trás”, disse.
Revelando que os exames de código no IMT “passaram de 15 candidatos por sessão para oito, mantendo-se os horários”, Fernando Santos acrescentou que, regra geral, nos centros privados “houve também uma redução”, mas que aqui passou a haver “sete sessões diárias enquanto no IMT, porque não precisa de se preocupar com o fim do mês, apenas se fazem quatro”.
“Se não fossem os privados, os exames poderiam durar anos a acontecer”, criticou, antes de se socorrer novamente da programação para assinalar que os “exames de código requeridos a 20 de julho foram marcados para 23 de setembro”.
O dirigente associativo estima que atualmente na região Norte “devem ser 50 mil os candidatos à carta de condução”.











