Covid-19: Famalicão sobe para 179 casos por 100 mil habitantes

Vila Nova de Famalicão registou, nos últimos 14 dias, 179 novos casos por 100 mil habitantes. Um subida considerável, quando no anterior relatório constavam 123 casos por 100 mil habitantes.

Deste modo, e como já foi avançando esta quinta-feira, o concelho está em risco elevado, recua no desconfinamento e sujeito a novas restrições, a saber:

  • Teletrabalho passa a ser obrigatório quando as funções o permitam
  • Espetáculos culturais com os mesmos horários da restauração
  • Comércio a retalho até às 21h00
  • Restaurantes, cafés e pastelarias até às 22h30
  • Restaurantes, cafés e pastelarias no interior com um limite máximo de 6 pessoas por grupo, em esplanada são 10
  • Limitação da circulação na via pública a partir das 23h00

Covid-19: 3194 infetados + 7 mortos

Nas últimas 24 horas registaram-se 3194 infetados e 7 mortos. Os números constam do mais recente relatório da Direção-Geral de Saúde.

Os números continuam a subir no norte, com 891 novos casos, aproximando da região de Lisboa e Vale do Tejo com 1482. No norte registaram-se 3 mortes

Internamentos: 617 (+18) em UCI 145 (+5)

Famalicão: Centenas de pessoas enviadas para casa sem a segunda dose da vacina

Algumas centenas de pessoas que esta sexta-feira se deslocaram ao Centro da Vacinação para tomar a segunda dose da vacina, estão a ser enviadas para casa sem a devida inoculação.

Esta situação resulta, segundo informações recolhidas pela Cidade Hoje, de um erro informático. Os serviços centrais de vacinação desmarcaram no sistema do Centro de Vacinação muitos agendamentos marcados para esta sexta-feira, mas não fez o mesmo com os utentes que, assim, se apresentaram na data que tinham recebido.

Ainda segundo informações, o centro instalado em Vale S. Cosme, estima dar esta sexta-feira 3 mil vacinas, mas apareceram mais 900 pessoas.

Pfizer quer aprovar terceira dose da vacina para aumentar imunidade

A Pfizer procura aprovação dos reguladores dos Estados Unidos da América para a terceira dose da vacina contra a covid-19, anunciou a empresa quinta-feira, acrescentando que outra inoculação em 12 meses poderia aumentar a imunidade.

“Em agosto, a Pfizer planeia pedir à ‘Food and Drug Administration’ (FDA) uma autorização de emergência para uma terceira dose”, disse o cientista daquela farmacêutica Mikael Dolsten, em declarações à agência noticiosa norte-americana AP.

De acordo com as primeiras impressões do estudo de reforço de vacinação da Pfizer, é demonstrado que os níveis de anticorpos das pessoas aumentam de cinco para 10 vezes mais após uma terceira dose, em comparação com a segunda.

Investigações em vários países mostram que as vacinas utilizadas contra a covid-19 oferecem forte proteção contra a variante Delta, que é altamente contagiosa e está a espalhar-se rapidamente em todo o mundo.

“Por que [a terceira dose] é importante para combater a variante Delta?”, questionou de forma retórica, explicando que “quando os anticorpos cedem, a variante Delta pode eventualmente provocar uma leve infeção antes que o sistema imunológico se manifeste”.

À AP, um especialista em vacinação do Centro Médico da Universidade da Vanderbilt (Tennessee), William Schaffner, disse que a autorização da FDA seria apenas um primeiro passo e não significaria que os norte-americanos recebessem o reforço automaticamente.

“As vacinas foram concebidas para nos manter fora dos hospitais. Administrar outra dose seria um grande esforço, pois, neste momento, estamos a esforçar-nos para dar às pessoas a primeira dose”, acrescentou.

Atualmente, cerca de 48% da população dos EUA está totalmente vacinada e em algumas zonas do país têm taxas de imunização muito baixas, locais onde o contagio da variante Delta está a crescer.

Famalicão: Começaram as obras de construção da nova escola da ARTAVE

A nova escola da ARTAVE começou a ser construída esta quinta-feira, dia 8 de julho. A empreitada foi iniciada com a assinatura da auto-consignação e com o lançamento da primeira pedra do complexo escolar da Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE), nas antigas instalações da Cegonheira.

A primeira fase das obras, ao encargo da empresa Gabriel Couto, vão ser concluídas em nove meses e a instituição de ensino vai poder acolher alunos no início do ano letivo 2022/2023.
Na sessão do lançamento da primeira pedra estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e o diretor pedagógico da ARTAVE, José Alexandre Reis. De acordo com Paulo Cunha, o início das obras marca o começo de «um processo, cujo objetivo é consolidar o projeto ARTAVE em Famalicão, associá-lo ao concelho e fazer Famalicão um centro de formação nas artes, na cultura e na música». A construção da nova escola vai fazer com que «Famalicão seja um concelho de referência no que à música diz respeito», acrescentou.

A nova escola vai apresentar 63 salas de ensino, biblioteca, zonas administrativas, dois auditórios com 500 e 250 lugares, respetivamente, e quatro salas que podem ser convertidas em auditórios com 120 lugares. Além disso, o edifício vai apresentar uma parte expositiva e um espaço direcionado para as indústrias criativas. Numa primeira parte da obra, vai ser criada quase toda a totalidade da escola. Numa segunda parte, vão ser desenvolvidos o grande auditório, o espaço onde vai ser instalada a exposição da coleção de instrumentos musicais chineses e o polo dedicado às indústrias criativas. A empreitada, na sua totalidade, implica um investimento superior a seis milhões de euros.
Segundo José Alexandre Reis, «este projeto vai ser estruturante para aquilo que vai ser o futuro da ARTAVE». O diretor destacou o início das obras como um «momento de viragem», visto que a nova escola vai permitir «levar Famalicão ao mundo e o mundo a Famalicão».
A nova escola vai fazer com que a ARTAVE e o Centro de Cultura Musical (CCM) consigam trabalhar em simultâneo. «Para além daquilo que será o normal, estamos a pensar ampliar o trabalho e trazer eventos de nível internacional ou mundial todos anos a Famalicão no domínio da cultura, da música e do ensino», explicou José Alexandre Reis.

Covid-19: Famalicão regista mais 105 novos casos em 7 dias

A Direção Geral da Saúde anuncia, esta sexta-feira, a taxa de incidência da Covid-19 em cada um dos concelhos do território nacional.

Antes da divulgação desses dados, a Cidade Hoje avança com alguns números aos quais teve acesso, respeitante à evolução da pandemia em Vila Nova de Famalicão até 5 de julho.

Segundo dados da Administração Regional de Saúde (de 29 de junho até 5 de julho) foram registados mais 105 novos casos de infeção pelo coronavírus. Com este número de infetados a taxa de incidência de Famalicão na segunda-feira, que é calculada com base nos 14 dias que antecedem o fecho dos registos, era de 151 casos a cada 100 mil habitantes.

É expectável que este valor que determina a posição do concelho na escala de risco esteja acima do valor fixado na passada segunda feira, dada a tendência de crescimento dos casos de infeção.