Empresários da restauração e hotelaria marcam manifestação esta segunda nos Aliados contra novas medidas do governo

Os profissionais dos setores da restauração, hotelaria, eventos, vinhos e distribuição marcaram para esta segunda-feira, dia 9 de novembro, uma manifestação contra as medidas do governo, anunciadas nas últimas horas.

O recolhimento a que a população está obrigada a cumprir nos próximos dois fins de semana vem agravar ainda mais a crise vivida nesses setores, afirmam vários responsáveis dessas áreas.

O protesto está marcado para as 07h00 na Avenida dos Aliados, no Porto.

[Vídeo] Empresário Barcelense ironiza: “Peço-vos o favor de virem almoçar às 05h30 e jantar às 11h00… uma coisa simples”

Jorge Falcão, o conhecido empresário da restauração barcelense, gerente do “Turismo”, recorreu às redes sociais para contestar as medidas do governo que restringem a circulação de pessoas na via pública durante os próximos dois fins de semana.

Recordamos que António Costa anunciou, na madrugada deste domingo, que nos próximos fins de semana a população deve recolher ao domicílio a partir das 13h00 nos 121 concelhos mais afetados pela pandemia de Covid-19.

A medida está a ser contestada por uma série de empresários dos setores do comércio e restauração, já muito fragilizados pela pandemia.

“Jorginho”, como é conhecido do público em geral, decidiu, com ironia, fazer um pedido especial aos clientes que pensem jantar ou almoçar no seu restaurante.

Num texto que acompanha o vídeo, o empresário barcelense acusa os responsáveis políticos de fazerem “batota”. Em causa está o investimento que já foi feito em equipamentos para cumprirem a lei e estarem de portas abertas quando, agora, isso de pouco parece valer já que a população não vai poder sair de casa.

 

DGS prometeu dar número de infetados por concelho esta semana mas agora diz que vai ser “assim que possível”

Contrariamente ao que tem vindo a ser habitual, e sem aviso prévio, a Direção Geral de Saúde, no boletim emitido na passada segunda-feira, não divulgou os dados referentes aos novos infetados em cada um dos concelhos do território nacional, prometendo que os mesmos seriam publicados no decorrer desta semana.

Entretanto, este domingo, no relatório diário surge uma nova informação sobre essa divulgação de números:

Os dados por concelho serão atualizados assim que possível, na sequência da reformulação dos indicadores relativos aos novos casos de COVID-19 pela Direção-Geral da Saúde.

Recordamos que desde o dia 25 de outubro não há informação oficial de novos casos Covid-19 em cada um dos concelhos do território nacional.

Ordem dos Médicos concorda com estado de emergência e avisa para novo agravamento da pandemia

A Ordem dos Médicos congratulou-se este domingo com a declaração de estado de emergência, que queria ativado mais precocemente, e avisou a população sobre um agravamento da pandemia nas próximas semanas e a necessidade de manter medidas preventivas.

Reagindo à aprovação pelo Governo, no sábado, das medidas que vão vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro, como o recolher obrigatório noturno nos concelhos de maior risco de contágio, o bastonário e o Gabinete de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos (OM) manifestaram, “neste momento de crescente atividade pandémica e de imperiosa coesão nacional no combate ao inimigo comum, a total concordância” com a declaração do estado de emergência.

Em comunicado hoje divulgado, a OM faz também um alerta à população, avisando que vai haver um agravamento progressivo da covid-19 nas próximas semanas, e que é necessário manter “uma total adesão” às medidas preventivas.

“Só a intervenção a montante na interrupção das cadeias de transmissão pode precaver e impedir a rutura do Sistema Nacional de Saúde (SNS)”, afirma a OM no comunicado, transmitindo o que chama uma mensagem de serenidade e de responsabilidade, para relembrar que o combate à pandemia depende de todos, e cada um, sendo “essencial” cumprir as medidas de proteção individual e coletiva.

O bastonário e o gabinete de crise manifestam ainda solidariedade com os profissionais de saúde no combate à pandemia, nomeadamente os das localidades no limite de recursos técnicos e humanos, e reitera a necessidade de contratação urgente de médicos e demais profissionais de saúde, enaltecendo ainda o envolvimento e a “colaboração indispensável” das Forças Armadas Portuguesas nesta situação de emergência nacional “que deveria ter sido antecipada e ativada mais precocemente”.

O reforço da “necessidade imperiosa” de uma gestão articulada e comum, a nível nacional, de recursos humanos e de internamento hospitalar disponíveis, na atual fase da pandemia, é também defendido no comunicado, que conclui relembrando a citação do filósofo grego Sócrates:

“A Saúde não é tudo, mas tudo é nada sem Saúde”.

As medidas do estado de emergência, aprovado sábado pelo Governo, preveem que em 121 municípios, onde há “risco elevado de transmissão da covid-19”, abrangendo 70% da população residente, incluindo todos os concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, a circulação vai ficar limitada nos próximos dois fins de semana, entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

O executivo aprovou ainda outras medidas para o continente, como a possibilidade da medição de temperatura corporal por meios não invasivos e de exigir testes de diagnóstico para a covid-19, a limitação a seis pessoas de grupos em restaurantes, salvo do mesmo agregado familiar, e a possibilidade de requisitar recursos, meios e estabelecimentos de saúde dos setores privado e social, após tentativa de acordo e mediante justa compensação.

Surto de legionella na Póvoa de Varzim provoca um morto e 12 internamentos

O Hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos, tem 12 pessoas internadas com ‘legionella’, que foram encaminhas pelo Centro Hospital da Póvoa de Varzim/Vila do Conde, no distrito do Porto.

A informação foi hoje confirmada à agência Lusa por fonte do hospital de Matosinhos, na sequência de notícias sobre um surto de ‘legionella’ na zona da Póvoa de Varzim.

O Centro Hospital da Póvoa de Varzim/Vila Conde nada adiantou sobre o assunto e pedidos de esclarecimento feitos por escrito à administração desta unidade, à Administração Regional de Saúde do Norte e Direção Geral de Saúde aguardavam ainda resposta meio da manhã de hoje.

A estação de televisão TVI noticiou no sábado que 17 pessoas foram infetadas com ‘legionella’ (doença do legionário), 12 das quais estariam no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde.

Duas outras teriam sido transferidas para os cuidados intensivos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

Outras duas pessoas tiveram alta.

Ainda segundo a estação, um homem de 85 anos terá falecido no centro hospitalar da Póvoa/Vila do Conde.

Em comunicado, o Município da Póvoa de Varzim limitou-se a referir que o surto não teve origem na localidade e que “continuará a acompanhar de perto a evolução desta situação junto da Direção Geral da Saúde, de modo a apurar mais detalhes sobre o ocorrido”.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.