Que feiras estão proibidas? Associação de Feirantes também não sabe e já questionou o governo

A Associação de Feirantes do Porto, Douro e Minho diz não compreender a medida que entra em vigor a partir da próxima quarta-feira, anunciada pelo governo este sábado e válida para todos os 121 concelhos de risco.

De acordo com o presidente da associação, a forma como a medida foi anunciada e formulada nos documentos entretanto divulgados governo está a criar muita confusão e a gerar dúvidas.

De qualquer das formas, Artur Andrade não esconde a insatisfação e arrisca a dizer que o que estão a fazer às feiras é uma discriminação. Na opinião deste representante não é aceitável que o governo encerre as feiras que acontecem ao ar livre, e mantenham abertos os centros comerciais.

Esta associação já questionou o governo, na pessoa do Secretário de Estado do Comércio, João Torres, para perceber que tipo de feiras estão interditas a partir de 4 de novembro.

Iluminação de natal já começou a ser preparada nas ruas de Famalicão

Já se iniciaram os trabalhos para a instalação da iluminação de natal na cidade de Vila Nova de Famalicão.

As estruturas com as respetivas luzes já são visíveis na Rua Vasconcelos e Castro, ao lado da Praça D.Maria II e Av. Marechal Humberto Delgado, sendo expectável que em breve seja anunciada a data para o arranque da campanha de natal que, este ano, estará condicionada pela pandemia de Covid-19.

Covid-19: Comunidade Intermunicipal do Ave diz que medidas do governo são bem-vindas

Em declarações à Lusa, Raul Cunha mostrou-se, no entanto, preocupado com o “impacto económico” na região das medidas hoje anunciadas pelo primeiro-ministro para 121 concelhos.

Fafe, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Vizela e Vila Nova de Famalicão são concelhos da CIM do Ave e fazem parte dos 121 abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório devido à covid-19.

“Achamos bem no sentido que todos desejamos criar condições para combater e controlar a propagação desta doença [covid-19]. Tudo o que possa ajudar nesse sentido, evitando aglomerações de pessoas, são medidas bem-vindas”, afirmou Raul Cunha.

A preocupação do também autarca de Fafe está no “impacto económico” que estas medidas podem ter: “Haverá reflexo na economia, por exemplo, o facto de não se poderem fazer feiras e mercados, algo característico desta área e um setor que já foi muito fustigado na primavera, mas também já temos medidas para mitigar esse impacto, embora se vá fazer sentir também no comércio tradicional, na restauração, hotelaria”, enumerou.

Segundo Raul Cunha, “é difícil o equilíbrio no binómio entre o que é necessário fazer para combater a pandemia e o impacto disso na Economia, mas neste momento é preciso focar o combate ao novo coronavírus”.

Questionado sobre se considera as medidas suficientes, o autarca afirmou “esperar que sim” mas deixou porta aberta a outras.

“Eu espero que sim, que sejam suficientes, mas essa avaliação só poderá ser feita daqui a 15 dias. Há mais medidas que podem ser tomadas, como o recolhimento obrigatório, algo a que não nos iríamos opor se fosse avaliada a sua eficácia”, referiu.

Raul Cunha salientou ainda que a comunicação do António Costa sobre o que foi decidido em Conselho de Ministros teve “uma outra coisa boa”, além das medidas anunciadas: “Passa a haver um critério de definição. São os 240 casos por cada 100 mil habitantes, deixa de ser discricionário, há um critério objetivo e isso é bom”.

António Costa anunciou esta noite, depois de quase 10 horas de Conselho de Ministros, novas medidas para combater o aumento de casos de covid-19 no país.

Os restaurantes nestes 121 concelhos do continente não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30, os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Nos 121 concelhos em que existem 240 ou mais casos por 100 mil habitantes ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

Covid-19: Pres. da Câmara de Braga diz que restrições deveriam ser para todo o país

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio, sublinhou que as medidas anunciadas para 121 concelhos restringem matérias e atividades “mais supérfluas”, sem pôr em causa a “normalidade possível” a nível profissional, académico e económico.

“São as medidas necessárias para as atuais circunstâncias, mas considero que, até por uma questão de clareza, seria benéfica a sua aplicação homogénea em todo o país”, referiu.

O Governo anunciou este sábado que 121 municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

Segundo o primeiro-ministro, António Costa, que falava após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Lisboa, os restaurantes nestes 121 concelhos do continente – uma lista que será revista a cada 15 dias – não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30.

Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Também nestes territórios – que representam 70% da população residente -, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

“Se nada tivermos a fazer de imperioso, devemos ficar em casa. Claro que podemos sair para ir trabalhar, para ir à escola, para fazer as compras, para fazer algum exercício físico nas proximidades, passear animais de companhia, dar assistência a alguma pessoa que precise, mas a regra não podemos esquecer: devemos ficar em casa”, afirmou António Costa.

Dos 14 concelhos do distrito de Braga, apenas ficam de fora Terras de Bouro e Vieira do Minho.

“Parece-me que, tendo em conta que os concelhos abrangidos significam 70% da população residente, o ganho da diferenciação não será grande. Até porque me parece que à medida que o tempo for passando serão mais os concelhos a entrar para a lista do que aqueles que irão sair”, disse ainda o autarca de Braga.

Para definir a lista dos 121 municípios, foram incluídos os concelhos com mais de 240 casos de infeção com o vírus da covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

António Costa sublinhou que este critério é o que é seguido pelo Centro Europeu de Controlo das Doenças.

Novas medidas: Restaurantes obrigados a fechar até às 22h30

Os espaços de restauração contam, a partir da próxima semana, com um novo horário de encerramento.

A medida faz parte das anunciadas pelo governo para os concelhos de risco (ver lista aqui), e entra em vigor a partir do próximo dia 4 de novembro.

A partir dessa data todos os estabelecimentos ligados à restauração devem encerrar até às 22h30.

https://cidadehoje.pt/covid-19-veja-se-o-seu-concelho-esta-na-lista-dos-121-com-medidas-especiais-decretadas-pelo-governo/