Covid-19: Alguns hospitais retomam as consultas programadas em 04 de maio

Alguns hospitais vão retomar as consultas programadas já na semana que se inicia em 04 de maio, anunciou hoje a ministra da Saúde, Marta Temido, que salientou ser “impossível” sair da situação de pandemia da covid-19 “sem cicatrizes”.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde contactou com a maioria dos hospitais que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde, sendo que “há hospitais em que o início da retoma [das consultas programadas] começa já na semana de 04 de maio”, afirmou Marta Temido, na conferência de imprensa diária de atualização de informação sobre a pandemia.

Outros hospitais irão retomar as consultas “mais para adiante”, havendo instituições nas quais “já se iniciou uma remarcação da atividade que há umas semanas estava suspensa”, acrescentou a ministra.

Questionada pela agência Lusa, a ministra da Saúde salientou que os calendários de retoma de cada hospital e centro de saúde estão dependentes da “pressão que cada instituição sente na sua envolvente”.

“Algumas entidades e instituições do interior do país, na Beira Baixa, e algumas instituições do Norte Alentejano, terão maior facilidade, se o panorama se mantiver, numa retoma precoce da atividade”, notou, frisando que este será um processo “gradual, faseado e acompanhado”, sendo que a mesma lógica é aplicada aos centros de saúde, onde se tem apostado na grande utilização da telemedicina.

Covid-19: Doentes em casa passam a recuperados só com um teste negativo

Os infetados com o novo coronavírus que estão em casa passam a ser considerados casos recuperados se ao fim de 14 dias tiverem um único teste negativo e se já não tiverem sintomas, foi hoje anunciado.

Já os doentes internados em hospitais continuarão a precisar de ter dois testes negativos, com um intervalo de 24 horas, para serem considerados recuperados da doença da covid-19, anunciaram a ministra da Saúde, Marta Temido, e a diretora-geral da Sáude, Graça Freitas, na conferência de imprensa diária sobre a situação da pandemia do novo coronavírus em Portugal.

Graça Freitas explicou que “os doentes ligeiros, que fiquem no domicílio e que tenham sintomas ligeiros, têm a indicação para fazer um único teste e são considerados recuperados se o teste der negativo”, ultrapassados os sintomas.

“É um passo em frente”, subinhou.

Até agora, todos os infetados precisavam de ter dois testes negativos, com um intervalo de 24 horas, para serem considerados recuperados.

As alterações, explicou Graça Freitas, decorrem de “evidências científicas, das orientações das organizações internacionais, da experiência dos outros países e da avaliação” ao trabalho feito em Portugal.

Por outro lado, acrescentou, os testes passaram a ser prescritos pelos médicos de família, a quem os casos são reencaminhados pela linha SNS24, após um primeiro rastreio e a indicação de que se trata de um suspeito de covid-19.

O Ministério de Saúde está também a alargar os testes de diagnóstico a profissionais dos lares, uma tarefa que deverá estar concluída até ao “final deste mês ou inícios de maio”, disse a ministra Marta Temido, que frisou que devem continuar a ser adotadas as regras de distanciamento.

Covid-19: Famalicão com mais 8 infetados, são 313 no total

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

25 Abril: Marcelo considera que revolução tinha de ser evocada

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que “o 25 de abril é essencial e tinha de ser evocado”, tal como vão ser o 10 de junho, o 05 de outubro e o 01 de Dezembro.

“Em tempos excecionais de dôr, sofrimento, luto, separação e de confinamento, é que mais importa evocar a pátria, a independência, a República, a liberdade e a democracia”, acentuou o chefe de Estado na sessão solene evocativa da Revolução dos Cravos na Assembleia da República.

No início da intervenção, Marcelo considerou que estes tempos de pandemia da covid-19 impõem unidade, mas “não unicidade nem unanimismo”.

GNR encontra infetado com Covid-19 a vender pão e bolos em pastelaria, homem acabou por ser detido

Um homem de 69 anos, infetado pelo novo coronavírus, foi encontrado pelas autoridades a vender pão num estabelecimento comercial de Matosinhos, no Porto.

Segundo o JN, o infetado encontrava-se a trabalhar com a esposa de 58 anos que, apesar de várias tentativas de contacto por parte das autoridades, terá recusado fazer o teste à Covid-19.

Marido e mulher são de Aveiro, proprietários do estabelecimento comercial que mantinham aberto até serem encontrados pela GNR.

O infetado deveria estar em casa, a recuperar do vírus, e longe do contacto com outras pessoas. Foi detido e está indiciado por desobediência e propagação de doença contagiosa.

Regressou à sua residência transportado pelos bombeiros.

Covid-19: Governo pondera decretar situação de calamidade pública após fim do estado de emergência

O Governo está a equacionar decretar a situação de calamidade pública por causa da pandemia de covid-19 a partir de 03 de maio, quando cessar a vigência do atual período de estado de emergência em Portugal.

Esta informação sobre o período seguinte ao previsível fim do estado de emergência foi transmitida à agência Lusa por fonte do executivo, depois de o jornal online Observador ter avançado com esta notícia.

“Esses cenários ainda a ser estudados e não há decisões tomadas. Até ao Conselho de Ministros da próxima quinta-feira consideraremos várias hipóteses. Mas a situação de calamidade pública é uma delas”, disse a mesma fonte do Governo.

De acordo com a Lei de Bases de Proteção Civil, a resolução do Conselho de Ministros que decreta a situação de calamidade pode estabelecer “limites ou condicionamentos à circulação ou permanência de pessoas, outros seres vivos ou veículos”, assim como “cercas sanitárias e de segurança”.

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai decretar a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 01 a 03 de maio, tal como vigorou no período da Páscoa.

De imediato, no entanto, colocou-se a questão sobre os poderes do Governo para impor essas limitações em 03 de maio, já após ter cessado o estado de emergência às 24:00 do dia anterior.

“Independentemente do estado de emergência, há um conjunto de outros instrumentos legais, seja a legislação de saúde pública, seja a Lei de Bases de Proteção Civil, que permite manter normas de confinamento, de restrição à circulação ou de condicionamento no funcionamento de determinados estabelecimentos”, argumentou António Costa.

Ou seja, segundo o primeiro-ministro, independentemente daquilo que o Presidente da República decidir sobre um eventual prolongamento do estado de emergência a partir de 02 de maio, “é certo e seguro que, mesmo que acabe o estado de emergência, o país não voltará à normalidade”.

“Vão continuar a vigorar restrições com a habilitação legal que for necessária para esse efeito. Para o dia 03 de maio, há medidas legais que permitem aplicar essas regras de restrição à circulação”, avisou.

Tanto o primeiro-ministro como o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disseram esperar que o atual período de estado de emergência, o terceiro decretado neste contexto de pandemia de covid-19, seja o último.