Famalicão: GNR apreende 1,4 milhões de euros em artigos contrafeitos

A Unidade de Ação Fiscal da GNR anunciou hoje que desmantelou uma rede de fabrico e venda de artigos contrafeitos, apreendendo material no valor estimado de 1,4 milhões de euros em Matosinhos e Famalicão.

Em comunicado, a GNR refere que a operação “Minho Factory” decorreu na sexta-feira, através do Destacamento de Ação Fiscal do Porto, tendo sido identificados três homens e uma mulher, com idades compreendidas entre 28 a 60 anos, por venda de produtos contrafeitos.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos à medida de coação de termo identidade e residência, refere.

No âmbito de uma investigação dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga, que visou o combate à comercialização e fabrico de vestuário contrafeito, associado a práticas de evasão e fraude fiscal, foi dado cumprimento a 17 mandados de busca, dos quais 10 em locais de fabrico, armazenagem, distribuição e de intermediação de venda de produtos contrafeitos, quatro em domicílios e três a veículos.

Da operação, resultou a apreensão de mais de 60 mil peças de vestuário, entre casacos, roupa interior, camisolas, vestidos, polos, calças e calçado, cinco toneladas de malha, 6.330 etiquetas, logótipos e botões de marcas conhecidas, 1.150 peças de corte (moldes), 486 cortes para estampagem de marcas registadas e três máquinas industriais de confeção.

Foi apreendida documentação diversa, nomeadamente registos contabilísticos informais, como medida cautelar.

“A atividade criminosa desmantelada consistia no fabrico de vestuário e calçado em garagens, anexos de residências e zonas industriais, com utilização fraudulenta e não autorizada de marcas e patentes registadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e sem o cumprimento de quaisquer obrigações declarativas em sede dos impostos sobre os rendimentos e do IVA”, refere a GNR.

O produto que confecionavam tinha como destino a comercialização ilícita em feiras e mercados ou através das redes sociais e ‘sites’ de venda eletrónica.

Esta ação contou com uma equipa de 68 militares da Unidade de Intervenção e do Destacamento de Ação Fiscal do Porto, e, ainda, com o apoio da Policia de Segurança Pública.

Tecnologia inovadora da IOTech chama atenção da Riopele

Um ano depois da sua criação, a IOTech chamou a atenção da Riopele que adquiriu 10% do seu capital social. Esta startup famalicense, criada em janeiro de 2018, na incubadora Famalicão Made IN, que fica dentro das instalações da Riopele, em Pousada de Saramagos, destaca-se pelo desenvolvimento de soluções inteligentes, que são comercializadas como um serviço, simplificando o salto das empresas para a nova realidade da indústria 4.0. O objetivo é contribuir para a resolução de problemas com recurso a aplicativos móveis. «A ação da IOTech passa por juntar pessoas a empresas que queiram disponibilizar serviços, acabando com questões burocráticas», sendo que a tecnologia desenvolvida pode ir de áreas técnicas a serviços básicos. «Deixa-se de perder tempo com orçamentos, papéis. Para cada necessidade há uma resposta na plataforma», explicou esta quinta-feira, Filipe Portela, no âmbito de uma jornada do Roteiro pela Inovação de Famalicão.

Esta parceria entre a startup e a Riopele é elogiada pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. «A Riopele percebeu que o projeto é de muita utilidade para a própria empresa que não se limitou a contratar um serviço, adquirindo parte do capital».

Bernardino Carneiro, administrador do gigante têxtil nacional, salientou as vantagens da parceria, nomeadamente no âmbito da indústria do futuro. «Ficamos a ganhar um parceiro que nos vai ajudar a acelerar um conjunto de projetos no âmbito da indústria 4.0, da digitalização de processos, na ligação que pretendemos fazer de todo o chão de fábrica ao sistema central», explicou.

Cirurgiões do hospital de Famalicão vão para a Guiné operar 200 pessoas a custo zero

Dois cirurgiões do hospital de Famalicão, e mais 9 elementos do hospital de Aveiro, vão durante 15 dias para Guiné-Bissau.

Estes profissionais vão viajar com uma missão, a de operar 200 pessoas (na sua grande maioria crianças) no decorrer das duas semanas, de forma totalmente gratuita.

Esta equipa, que embarca no dia 22 de Fevereiro, leva consigo todo o material necessário para as intervenções cirúrgicas, bem como todo o conhecimento para partilhar com médicos e enfermeiros locais nas formações que pretendem realizar.

O regresso a Portugal está marcado para o dia 9 de Março.

Fernando Correia apresenta livro sobre violência doméstica

O jornalista e escritor Fernando Correia vem a Vila Nova de Famalicão, ao Museu Bernardino Machado, no dia 24 de janeiro, às 18 horas, para apresentar “São lágrimas, senhor, são lágrimas”. Trata-se de um livro de histórias verdadeiras sobre violência doméstica, editado pela Guerra e Paz. O autor terá a seu lado José Manuel Gonçalves Oliveira, médico pediatra no Hospital de Famalicão.

Para o autor, Maria Teresa e Raul, Lurdes e António, Maria da Purificação e Manuel podiam ser personagens de ficção, mas são pessoas bem reais, oriundas dos mais variados estratos sociais e de formações muito diversas. Ainda segundo Fernando Correia a violência doméstica não escolhe idade, estatuto, títulos ou regiões do País. A violência pode estar na porta ao lado e devemos estar atentos para que possamos dizer “basta”.

Este é, no fundo, o propósito de Fernando Correia em “São lágrimas, senhor, são lágrimas”: combater os números da violência doméstica em Portugal, cujos últimos dados do Relatório Anual de Segurança Interna apontam para 22 599 casos, reportados às forças de segurança.

Denunciar, alertar e responsabilizar a sociedade civil, é a missão em que se envolve Fernando Correia neste livro que contou com o apoio da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade e que o autor dedica às vítimas da violência doméstica e, em especial, às pessoas que tiveram a coragem de contar os casos e as situações em que estiveram envolvidas.

A apresentação do livro é de entrada livre.

ACIF muda de instalações em Fevereiro

A Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão prepara-se para mudar de instalações para a Casa do Louredo, antiga sede da ADRAVE – Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave.

A novidade foi avançada pelo presidente da ACIF Fernando Xavier Ferreira, em entrevista à Cidade Hoje que pode ser escutada este sábado entre as 13h00 e as 15h00.

Com o objetivo de concentrar serviços e melhorar o apoio aos associados, a ACIF está a já a preparar esta mudança de instalações, que deverá ficar concluída nos primeiros dias de Fevereiro.