Já está em casa famalicense infectada com vírus potencialmente mortal na República Dominicana

A famalicense, infetada na República Dominicana com um vírus que já terá matado dezenas de pessoas, teve alta hospitalar e encontra-se a repousar em casa.

A mulher, que viajou para umas férias de sonho, regressou entretanto a Portugal com uma infeção que lhe poderia ter tirado a vida. Esteve sob forte observação por parte da equipa médica do hospital de Braga até este domingo.

Para já, e durante os próximos 6 meses, a famalicense encontra-se com uma série de limitações para evitar uma recaída. Não pode, por exemplo, fazer exercício físico nem caminhadas prolongadas.

As autoridades trabalham agora na República Dominicana para perceber a origem do vírus e a forma de contágio.

Greve: Para além dos 15 litros pode abastecer mais 10 num recipiente à parte

Está a decorrer a greve dos trabalhadores que asseguram o transporte de matérias perigosas. A distribuição do combustível é aquela que mais transtorno está a causar à população em geral.

O governo colocou o país em “crise energética” e, por isso, os abastecimentos estão limitados a 15l por automobilista quando feitos na rede de postos de emergência criada para o efeito. Contudo, nessa mesma rede, cada cliente tem a possibilidade de abastecer mais 10 litros, sendo que os mesmos terão que ser armazenados à parte e não colocados no depósito do veículo.

Ensino Superior público muito procurado em Famalicão

A poucas semanas de abrir portas, o novo Polo de Ensino Superior, Investigação e Inovação regista uma procura assinalável de candidatos à frequência dos Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) que vão ser ministrados nas instalações da Didáxis de Vale S. Cosme, no concelho de Vila Nova de Famalicão.

A primeira fase de candidaturas terminou com uma procura assinalável e com cursos totalmente preenchidos. No entanto continuam até dia 16 de agosto as candidaturas para os estudantes portadores de deficiências e para os estudantes internacionais e, em setembro, abrirá uma segunda fase para apresentação de novas candidaturas.

Esta procura vem justificar a aposta da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em criar este Polo de Ensino Superior, Investigação e Inovação, nas antigas instalações escolares da Didáxis de Vale S. Cosme, e aí desenvolver o ensino superior público, a incubação de empresas e empreendedorismo, a investigação e inovação.

O Polo de Ensino Superior, Investigação e Inovação arranca, assim, em setembro com o ensino superior público do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) com mais de 200 estudantes, e, até ao final do ano, com um laboratório de investigação e conhecimento da Universidade do Minho, na área da Biologia Alimentar (com 30 investigadores a realizarem os seus doutoramentos).

O IPCA acaba de criar a Escola Técnica Superior Profissional (ETeSP), nova unidade orgânica, cujo primeiro ano de atividade se inicia no próximo ano letivo 2019/2020 em Barcelos, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão.

A criação desta Escola permitirá implementar uma estratégia de focalização e agregação dos estudantes que frequentam este tipo de oferta formativa especializada de nível superior num projeto educativo diferenciador, mas agregador, em que existe uma identidade própria e fins específicos de especial atenção aos estudantes; à qualidade da formação e à realização pessoal e profissional dos diplomados e das suas famílias.

Recorde-se que, em Vila Nova de Famalicão, para o próximo ano letivo (2019/2020), vão funcionar os Cursos Técnicos Superiores Profissionais de Apoio à Gestão; Comércio Eletrónico; Design de Moda; Exportação e Logística; Eletrónica, Automação e Comando; Energia, Telecomunicações e Domótica; Sistemas Eletrónicos e Computadores; e Tecnologia Alimentar.

Greve de 5 dias: Conservadores e técnicos dos registos e notariado

Conservadores e técnicos dos registos e notariado iniciam hoje uma greve de uma semana em protesto contra a proposta do governo para o estatuto remuneratório, alegando que reduz salários e os “legítimos direitos e as verdadeiras expectativas de quem se encontra nestas carreiras”.

A greve foi marcada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN) e pela Associação Sindical dos Conservadores dos Registo (ASCR) após a aprovação pelo governo do decreto-lei que procede à revisão do estatuto remuneratório dos trabalhadores destas carreiras especiais.

Para o STRN, a proposta de Estatuto Remuneratório para trabalhadores “que asseguram funções do Estado e que constituem uma mola dinamizadora de toda a economia e da verdadeira paz social e coesão territorial”, é um “ataque sem precedentes ao sistema registral português”, sendo também um “sinal muito claro” de que se pretende privatizar estes serviços, “uma vez que este setor arrecada 600 milhões de euros por ano”.

A ASCR alega que, além da questão remuneratória, faltam 1.500 trabalhadores qualificados e que a isenção e a independência da profissão estão em causa e que o sistema de registo e a segurança jurídica vão ser prejudicados, com consequências na sociedade e na economia.

A paralisação poderá afetar o funcionamento das conservatórias e de outros balcões de atendimento dos serviços de registo o que levou o Governo a decretar serviços mínimos.

Greve: Transporte rodoviário assegurado com cumprimento dos serviços mínimos, diz associação

O presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Passageiros (ANTROP) assegurou hoje à Lusa que, se os motoristas cumprirem os serviços mínimos durante a greve, o transporte público “essencial” será garantido.

“Para garantir o transporte público às populações tem que ser garantido o abastecimento. Se houver cumprimento dos serviços mínimos, certamente conseguiremos garantir o essencial do transporte público”, afirmou o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins, em declarações à Lusa.

O responsável notou ainda que “todos os operadores” têm uma reserva de gasóleo, o que irá assegurar “o abastecimento por algum tempo”.

Apesar de admitir que alguns serviços possam sofrer ajustes, o presidente da ANTROP notou que os serviços mínimos decretados pelo Governo vão permitir assegurar o transporte às populações.

“O que esperamos é que enquanto durar a greve sejam cumpridos os serviços mínimos”, sublinhou.

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) e o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) decidiram hoje manter a greve com início na segunda-feira, por tempo indeterminado, após a realização de um plenário conjunto.

“A greve é para avançar, por tempo indeterminado”, afirmou aos jornalistas o presidente do SIMM, Jorge Cordeiro, após o encontro conjunto das duas estruturas sindicais, realizado hoje à tarde em Aveiras de Cima, no distrito de Lisboa.

O SIMM já tinha anunciado que mantinha a greve, após um plenário realizado hoje de manhã em Leiria.

Portugal está, a partir de hoje e até às 23:59 de 21 de agosto, em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido à greve de motoristas.

À greve convocada pelo SNMMP e pelo SIMM associou-se o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

Os motoristas reivindicam que a associação patronal Antram cumpra o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100%, racionou os abastecimentos de combustíveis e declarou crise energética até às 23:59 de 21 de agosto, o que implica “medidas excecionais” para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

Num parecer solicitado pelo Governo, o Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que o executivo “tem direito a fixar serviços mínimos indispensáveis” para satisfazer “necessidades sociais impreteríveis”.

Entende o Conselho Consultivo da PGR que “a requisição civil só deverá ser utilizada, excecionalmente, em situações em que o incumprimento ou o cumprimento defeituoso dos serviços mínimos sejam causadores de graves perturbações da vida social”.