Vaga de assaltos estende-se a Braga, Barcelos e Esposende

A vaga de assaltos que se tem vindo a fazer sentir desde a passada terça-feira em Vila Nova de Famalicão, estendeu-se a vários concelhos vizinhos.

O Diário do Minho contabilizou duas dezenas de assaltos em pouco mais de 48 horas nos concelhos de Braga, Barcelos e Esposende. Padarias, cafés, sapatarias, escritórios e empresas têm sido os alvos preferidos dos assaltantes.

O crime de maior dimensão aconteceu numa empresa de alumínios, em Macieira de Rates, de onde levaram três mil euros.

As autoridades tentam agora travar este flagelo que se segue a um outro, o de furto de automóveis, que ainda está bem presente no dia-a-dia dos portugueses.

Vaga de assaltos: Restaurante Príncipe também foi assaltado

Parece não ter fim a vaga de assaltos em Vila Nova de Famalicão.

O restaurante Príncipe é o mais recente estabelecimento a entrar para a lista de mais de uma dezena de espaços comerciais assaltados nas últimas 72 horas.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, o assalto aconteceu durante a madrugada, sem que ninguém tivesse dado conta. Os assaltantes partiram a porta de vidro e levaram uma TV Led e algumas centenas de euros.

O alerta às autoridades foi dado de manhã pela senhoria daquele espaço, assim que passou por ele e encontrou a porta completamente destruída.

Nova ponte sobre o Rio Ave ainda sem pedido de Avaliação do Impacte Ambiental

Jorge Paulo Oliveira, deputado à Assembleia da República, acusa o Governo de «ter andado a enganar as populações e os autarcas», porque o pedido de Avaliação do Impacte Ambiental da obra da Variante à Nacional 14 – Interface Rodoferroviário da Trofa/Santana, que inclui a nova ponte sobre o Rio Ave, ainda não foi pedido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao contrário do afirmado pelo Governo.

O deputado famalicense eleito pelo PSD recorda que desde junho de 2017 que o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas vem sugerindo que aquele projeto tinha sido submetido à APA para ser sujeito ao processo de Avaliação de Impacte Ambiental. «Em outubro do ano passado, numa visita às obras em curso na N14, o ministro Pedro Marques afirmou, perentoriamente, que estava a aguardar a aprovação da APA e que a sua expetativa era que aquela ocorresse antes do final do ano». Posição agora contrariada pela chefe do gabinete do ministro que, num ofício datado de 22 de janeiro do corrente ano, «vem dizer expressamente que esse pedido ainda irá ser efetuado pelas Infraestruturas de Portugal, SA (IP). Não subsistem dúvidas que o Governo tem faltado deliberadamente à verdade», acusa Jorge Paulo Oliveira.

«O Governo engana as populações e os autarcas e este é um comportamento recorrente, grave e lastimável, mas não totalmente surpreendente», diz Jorge Paulo Oliveira que acusa o executivo de António Costa de tudo fazer para atrasar esta obra. «Tudo serve esse propósito, todos os expedientes são válidos, incluindo o recurso à mentira, esta é mais uma. Ao não ter ainda submetido à APA o pedido de avaliação do Impacto Ambiental, o Governo consegue atrasar esta fase da obra, sabe-se lá mais quantos meses, mas esse é o seu objetivo».