Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado vence “O Meu Projeto é Empreendedor”

O Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado venceu a edição deste ano da iniciativa “O Meu Projeto é Empreendedor”, com a construção de um sistema inovador de distribuição de peças em armazém.

Na prática, este projeto desenvolvido pelos alunos Domingos Mendes e Jorge Oliveira, do curso profissional de Técnico Eletrónica Automação e Computadores, permitirá evitar o transporte, por parte dos funcionários das empresas, de peças desde o armazém até ao recetor, tornando todo este processo controlado por um painel ou por uma aplicação informática.

Conforme explicam na descrição do projeto, “cada funcionário irá ter um tapete ligado ao seu posto de trabalho e um botão/painel para pedir a peça que deseja”.

Este foi um dos 10 projetos finalistas do concurso “O Meu Projeto é Empreendedor”, que todos os anos destaca as Provas de Aptidão Profissional mais inovadoras apresentadas pelos alunos do ensino profissional de Vila Nova de Famalicão.

O projeto de remoção automática de rolos de tear, desenvolvido por Tiago Campos, da FORAVE, em parceria com a C-ITA, Continental Indústria Têxtil do Ave, e o sistema automatizado para maximizar a utilização de painéis fotovoltaicos desenvolvido pelos alunos do INA – Instituto Nun’Alvres, Paulo Ferreira, Otávio Coelho e Ricardo Marques, conquistaram o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Na visita que fez à mostra do concurso, na passada sexta-feira, dia 9, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, salientou a “maturidade” dos projetos apresentados.

“É inegável que, a cada ano que passa, há uma melhoria inequívoca na qualidade dos projetos, na sua performance, na forma como estão cada vez mais próximos da realidade e na sua aplicabilidade do ponto de vista empresarial. Já não são simples ideias, já têm plano de desenvolvimento e uma metodologia de abordagem ao mercado”, disse.

Os três primeiros classificados são premiados com 1000, 500 e 250 euros. O grau de inovação, a exequibilidade e o impacto social e/ou económico da ideia foram os critérios tidos em conta pelo júri da iniciativa.

Fomentar o empreendedorismo nos jovens estudantes e valorizar o ensino profissional no concelho é o principal objetivo do concurso, promovido pela Rede Famalicão Empreende.

“Em Lugar Algum” vence Ymotion 2018 com a presença de Lúcia Moniz

A curta “Em Lugar Algum” de Inês de Sá Frias e Leandro Martins sobre a vida itinerante de Kety, Mirela e Kevin, três irmãos que fazem parte de uma família circense, foi a grande vencedora da quarta edição do Ymotion. Os vencedores da edição deste ano do Festival de Cinema Jovem de Famalicão, promovido pela Câmara Municipal, foram conhecidos no passado sábado, dia 10, numa gala que encheu o grande auditório da Casa das Artes e que aplaudiu o talento e a carreira da atriz Lúcia Moniz.

O filme, produzido pela Escola Superior de Teatro e Cinema, arrecadou o Grande Prémio Joaquim de Almeida da competição, no valor de 2500 euros. Orgulhoso pelo galardão arrecadado, o Diretor de Produção do filme, Luís Magina, realçou a importância do Ymotion. “Não sinto que haja tantas oportunidades e tanto amor pelo cinema e é importante que se mantenha este tipo de iniciativas porque temos que sentir que podemos fazer vida do cinema, sem ser uma coisa não viável ou quase impossível. Fazer cinema e ser cineasta deveria ser algo tão normal como tantas outras profissões”, disse.

Depois de ter recebido mais de uma centena de candidaturas, o Ymotion selecionou 51 curtas para competição e, no final, conta o argumentista e presidente do júri, Tiago R. Santos, a decisão não foi nada fácil. Tivemos muitos outros projetos que gostamos muito, mas achamos que este filme tem uma série de qualidades que mereciam ser reconhecidas. É um filme cheio de vida e de humanidade, com uma proximidade fantástica com as suas personagens e que leva o espectador para dentro daquele universo”.

Surpreendida com a dinâmica do Ymotion estava também a homenageada da noite, Lúcia Moniz. A atriz agradeceu a homenagem do Município de Famalicão e felicitou a autarquia pela realização do festival. “Este incentivos são fundamentais. Empurram-nos para a frente”, disse.

“The Voyager”, de João Gonzalez, venceu na categoria de “Melhor Curta de Animação” (600 euros); “Terra Amarela”, de Dinis Costa, bisou ao vencer nas categorias “Melhor Elenco” (250 euros) e “Melhor Direção de Fotografia” (250 euros). “Fugiu. Deitou-se. Caí”, de Bruno Carnide, arrecadou o prémio de “Melhor Banda Sonora Original” (250 euros) e “A Choice of Free”, de Filipe Silva, o de “Prémio Escolas Secundárias” (850 euros). O “Prémio do Público” (350 euros) foi para “4760” de Nuno Loureiro. Nesta categoria foi ainda atribuída uma Menção Honrosa à curta “Odisseias dos Pássaros” de Fernando Cavaleiro.

Associação de Dadores de Sangue de Famalicão organiza festa de natal para crianças

A Associação de Dadores de Sangue de Vila Nova de Famalicão promove em Dezembro a sua já habitual festa de natal, dedicada aos filhos dos dadores.
A iniciativa está marcada para a tarde do dia 9, vai contar com a animação por parte do pai natal, sorteios, e a projeção de um filme.
As inscrições devem ser feitas através de mensagem escrita para o número 960360770. A Associação pede que os interessados mencionem na mensagem o nome completo do dador, data de nascimento, e o nome completo das crianças.
O limite de inscritos é de 200 crianças.

Professores na rua a recolher postais que podem acabar na caixa de correio de António Costa

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) vai estar hoje nas ruas e junto às escolas das capitais de distrito das regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Sul com o objetivo de trazer apoio popular para a luta dos professores pela contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelados, estando há praticamente um ano num braço-de-ferro com o Governo sobre a matéria.

Terça-feira a Fenprof marca presença nas capitais de distrito da região Norte.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, explicou à Lusa que o objetivo é que “fique claro que as pessoas não estão contra a luta dos professores e a consideram justa”.

A Fenprof vai pedir ainda a cada professor que traga para a luta um ‘não-professor’.

O envio, ou não, dos postais ao primeiro-ministro fica dependente do que ficar decidido na versão final do Orçamento do Estado para 2019, que vai ser votada a 29 de novembro.

A Fenprof exige que o orçamento do próximo ano contabilize uma verba que, pelo menos, dê início à recuperação do tempo congelado, mas nos termos em que os sindicatos reivindicam, ou seja, os nove anos, quatro meses e dois dias.

Os sindicatos de professores rejeitam a proposta avançada unilateralmente pelo Governo de contar apenas dois anos, nove meses e 18 dias, que apenas acontecerá para cada professor no momento da sua próxima progressão de escalão.

Os professores depositam as suas esperanças no parlamento, esperando que os grupos parlamentares acolham a proposta dos sindicatos de adotar a solução encontrada na região autónoma da Madeira, que prevê a recuperação de todo o tempo, de forma faseada, até 2025, ao ritmo de cerca de um ano e meio de serviço por cada ano civil.