No têxtil tudo se cria, nada se perde e tudo se transforma

O futuro da indústria têxtil esteve em debate esta terça-feira, na Fundação Cupertino de Miranda. O promotor da iniciativa foi a Câmara Municipal, que chamou especialistas nacionais e internacionais, com o objetivo de dar um contributo para o desenvolvimento da economia famalicense.

O tema, “Economia Circular”, não é novo, mas «é atual e importante, pela questão ambiental e porque existem oportunidades ao nível de fundos comunitários para as empresas», explicou o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, no âmbito deste debate.

“Economia Circular” é um conceito que diz respeito a um produto que quando chega ao fim de vida volta a ser aproveitado para matéria-prima; ou resíduos que saem num processo de fabrico e que podem ser aproveitados para outro tipo de artigo.

Além da vertente económica, há aqui uma questão de competitividade e de sustentabilidade ambiental muito importante.

Por exemplo, o que pensa se ao comprar uma camisola ela trouxesse elementos que permitissem modificá-la sem a deixar de usar por muito tempo?.

Maria José Carvalho, responsável no CITEVE pelo departamento da Sustentabilidade e Economia Circular, no caso do têxtil e vestuário, explicou que este conceito é do conhecimento dos empresários e que há muitas empresas que estão a abandonar a ideia de economia linear e a pensar mais na maximização de recursos. Além da mudança de visão dos empresários, esta mudança exige uma alteração de comportamento dos consumidores, «senão a transição será mais lenta», alerta.

Centro Hospitalar assinala Dia Mundial da Saúde Mental

O Centro Hospitalar do Médio Ave, através do Serviço de Saúde Mental, assinalou, no dia 10, o Dia Mundial da Saúde Mental.

Segundo, Pedro Teixeira, médico psiquiatra do CHMA e membro da comissão organizadora deste evento, o objectivo passou por sensibilizar a comunidade envolvente para a importância do reconhecimento e tratamento das doenças mentais, mas também possibilitar um trabalho em rede que envolva não só hospitais, a saúde pública e cuidados de saúde primários, bem como as escolas, as forças de segurança, o SICAD e outras organizações não governamentais.

O tema foi lembrado com um debate, no Fórum Trofa XXI, na Trofa, com especialistas na área.

Na parte de manhã, o tema foi a “Saúde Mental e Dependência” onde foi abordada a dependência do jogo. O painel da tarde teve como assunto a questão do ciúme numa sessão intitulada “Namorar não é controlar”.

Casa da Juventude já realizou quase mil consultas gratuitas de nutrição

Está a crescer a preocupação que os jovens famalicenses têm com a alimentação. Desde o início do ano já se realizaram quase 400 consultas de nutrição no Espaço Saúde e Bem-Estar da Casa da Juventude de Vila Nova de Famalicão, um espaço dedicado à nutrição juvenil, que disponibiliza gratuitamente um conjunto de serviços no âmbito da nutrição e alimentação saudável.

Os números referentes até ao final do mês de setembro já ultrapassaram os registados em 2017, em que se realizaram 354 consultas de nutrição. Desde que entrou em funcionamento, em 2015, contam-se quase um milhar de consultas efetuadas.

Atualmente, são acompanhados no Espaço Saúde e Bem-Estar da Casa da Juventude de Vila Nova de Famalicão cerca de 80 jovens.

As consultas na Casa da Juventude são gratuitas e agendadas de acordo com a disponibilidade dos técnicos e dos jovens, através do preenchimento de um formulário disponível em www.juventudefamalicao.org, ou através do número de telefone 252 314 582.

Recorde-se que hoje, terça-feira, 16 de outubro, se assinala o Dia Mundial da Alimentação, estabelecido em novembro de 1979 pelos países membros na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Alertar para a necessidade da produção alimentar e reforçar a necessidade de parcerias a vários níveis e alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo são alguns dos objetivos deste dia.

Governo quer salas de atendimento à vítima em todas as instalações policiais

O Governo pretende criar em 2019 em todos os postos da GNR e esquadras da PSP salas de atendimento à vítima, segundo a proposta do Orçamento do Estado entregue na segunda-feira à noite no parlamento.

“Em 2019, todas as intervenções de fundo realizadas em instalações para as forças de segurança são efetuadas com base em programas funcionais que contemplem a instalação das salas de atendimento à vítima ainda em falta nos postos da GNR e nas esquadras da PSP”, adianta a proposta.

O documento refere ainda o objetivo da instalação destas salas de atendimento é “garantir uma maior cobertura do território nacional”.

A proposta de Lei do OE2019, aprovada pelo Governo no sábado, foi entregue na segunda-feira à noite no parlamento, onde será discutida e votada na generalidade a 29 e 30 de outubro. A votação final global está agendada para 29 de novembro.

Canadá aprova uso de canábis para fins recreativos

O Canadá será o segundo país a permitir o consumo de canábis para fins recreativos, a partir de quarta-feira, com legislação que terá maior impacto económico do que social.

Para a maioria dos cidadãos, contudo, apesar da medida ser quase inédita (por agora, apenas o Uruguai tem legislação idêntica, relativa ao consumo de canábis para fins recreativos), nada será muito diferente a partir de quarta-feira: o Canadá tem vindo a fazer, desde 1972, um longo trajeto em direção à descriminalização da posse de canábis; em 2000 o Supremo Tribunal já tinha permitido o consumo para fins medicinais; e o processo de regulamentação da nova lei promete ser moroso e obrigará ainda a muitas clarificações.

O Governo federal vai permitir legislação específica para cada Província: cada governo provincial pode definir a idade mínima para a sua compra (sempre a partir dos 18 anos, podendo ir aos 19 anos, que é a idade mínima para o consumo de álcool), bem como se o canábis pode ser comprado em lojas privadas, ou apenas em estabelecimentos geridos pelo Estado.

Seja como for, com a legislação aprovada na quarta-feira, os residentes no Canadá poderão comprar canábis pela Internet, através de portais administrados pelas autoridades de cada Província – um recurso útil para consumidores de cidades onde possam existir maiores restrições à sua venda.

De acordo com a agência Associated Press, a maioria das províncias terá pelo menos algumas lojas abertas já na próxima quarta-feira: seja as 20 em New Brunswick ou uma única loja na Colúmbia Britânica.

Em termos económicos, a legislação terá visível impacto, com o negócio a gerar entre 750 milhões a mil milhões de euros anuais, sem contar com as inevitáveis receitas do mercado negro, segundo contas do Governo federal citadas pela agência France Presse.

Os empresários mostram-se otimistas quanto ao negócio que se abrirá com a nova lei.

“Cada grama produzida será vendida”, afirmou ao The Economist Chuck Rifici, presidente da Auxly, uma das empresas que se dedicará à comercialização de canábis.

A nova lei estabelece um limite de 30 gramas para aquilo que as pessoas podem comprar de uma só vez ou possuir em público, e permitirá que os moradores cultivem até quatro plantas em casa, embora duas províncias – Quebeque e Manitoba – tenham anunciado que optarão por proibir a produção doméstica.

Uma preocupação aliada à nova lei prende-se com a segurança nas fronteiras, onde ao longo dos últimos 12 meses as autoridades têm tomado medidas de precaução sobre o controlo de tráfico.

Em declarações à estação pública de radiotelevisão, CBC, o ministro da Segurança Fronteiriça do Canadá, Bill Blair, garantiu que 880 polícias foram treinados para detetar condutores sob efeito de canábis.

Outra preocupação vem da comunidade médica, com o Jornal da Associação Médica do Canadá a denunciar, na segunda-feira, que a legalização de canábis para fins recreativos é “uma experiência descontrolada”.

“A 17 de outubro, o governo do Canadá lançará uma experiência descontrolada, opondo os lucros dos produtores de canábis e as receitas fiscais, de um lado, e a saúde dos canadenses, do outro”, escreveu a diretora do Jornal, Diane Kelsall, em editorial.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reconhece que esta medida já está a ser alvo de grande atenção pela comunidade internacional, tendo afirmado à France Presse que responsáveis de outros países lhe têm transmitido a ideia de que esta é uma lei arrojada.

Em Portugal, o ex-ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, chegou a defender, em junho passado, que a utilização da canábis para outros fins sem ser terapêuticos é uma questão que “carece de ponderação” e de avaliação de experiências em curso noutros países.

A Lusa questionou o Ministério da Saúde sobre se e que tipo de acompanhamento será feito ao caso da nova legislação no Canadá, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

O Presidente da República promulgou a 10 de julho a utilização de canábis, mas apenas com fins medicinais, que a Assembleia da República tinha aprovado em junho.

A utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis foi aprovada pela Assembleia da República em 15 de junho na votação final global de um texto da comissão parlamentar de saúde originado por projetos de lei do Bloco de Esquerda e do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

Jovem desaparecido no mar em praia de Matosinhos

As autoridades realizam esta terça-feira de manhã uma operação de busca e salvamento de um jovem de 22 anos que desapareceu no mar na praia do Paraíso, em Perafita, concelho de Matosinhos, disse à Lusa fonte dos bombeiros voluntários locais.

Segundo a fonte dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos/Leça, o alerta foi dado cerca das 08:00, depois de populares terem visto o jovem a entrar no mar.

“O jovem saiu de casa e foi vista a entrar no mar”, acrescentou.

Em comunicado, a Marinha Portuguesa adianta que as buscas envolvem uma embarcação semirrígida da Estação Salva-Vidas de Leixões e um helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa.

No terreno estão também elementos dos Bombeiros de Matosinhos/Leça, uma equipa do Sistema de Salvamento Balnear de Matosinhos, uma moto4 da Polícia Marítima e o INEM.

A fonte dos bombeiros locais disse ainda à Lusa encontrarem-se no local elementos da proteção civil de Matosinhos.