Salvou os animais mas perdeu a casa: Portugal uniu-se e donativos já passam os 80 mil euros

Pedro, de Oliveira do Hospital, perdeu a casa nos incêndios que atingiram o Norte e Centro do país, mas conseguiu salvar todos os seus animais. A história foi partilhada pela Intervenção e Resgate Animal (IRA), que destacou: “Lavado em lágrimas, não lhe restou mais nada senão os seus animais que escaparam por estarem soltos.”

O momento considerado “o verdadeiro milagre” aconteceu quando a cadela de Pedro salvou os seus filhotes, refugiando-se com eles num buraco de acesso a uma mina. “Ardeu tudo à volta, ardeu a entrada, mas os animais salvaram-se todos.”

Após a destruição total da habitação, o IRA lançou uma campanha para ajudar Pedro. Em poucos dias, e através da plataforma gofoundme, foram angariados mais de 80 mil euros, entre os donativos através do IRA e a plataforma gofoundme. A organização anunciou que, com esse valor, vai oferecer-lhe uma casa modular e um abrigo para os animais: “O Pedro vai ter uma casa.”

Golo de Elisor dá vitória ao Famalicão frente ao Tondela (0-1)

O Famalicão conquistou este sábado mais uma vitória no campeonato, ao derrotar o Tondela por 1-0, em jogo da 2ª jornada da I Liga, em Rio Maior.

A partida foi muito disputada desde o início, com oportunidades para os dois lados. O Famalicão criou perigo logo nos minutos iniciais, com remates de Mathias de Amorim e Simon Elisor a testarem a atenção do guarda-redes do Tondela. A equipa da casa também respondeu, mas sem conseguir finalizar da melhor forma.

Na segunda parte, os famalicenses assumiram maior controlo e chegaram ao golo decisivo aos 69 minutos. Simon Elisor, um dos jogadores mais ativos em campo, rematou de fora da área e colocou a bola no ângulo superior direito, sem hipóteses para Bernardo Fontes. A jogada contou com assistência de Mathias de Amorim.

Até ao apito final, o Tondela tentou reagir e aproximou-se da baliza adversária, mas a defesa minhota esteve segura e conseguiu segurar a vantagem.

Abandono de cães e gatos preocupa na região

O distrito de Braga, onde se inclui Vila Nova de Famalicão, está entre os mais afetados pelo abandono e maus tratos de animais de companhia, revela a Guarda Nacional Republicana (GNR). A força de segurança assinala hoje, Dia Internacional do Animal Abandonado, para alertar para a gravidade destes crimes e apelar à responsabilidade dos tutores.

“O abandono e os maus tratos de animal de companhia são crimes puníveis por lei, sendo que a adoção implica um compromisso de responsabilidade e de cuidados permanentes aos animais”, sublinha a GNR.

Segundo os dados, os cães e gatos são os mais frequentemente abandonados, sobretudo durante o verão ou após o Natal, quando alguns animais oferecidos como presente acabam por ser deixados pelos tutores. A GNR reforça que “na impossibilidade de manter o animal durante ausências prolongadas, existem atualmente alternativas seguras e adequadas, nunca sendo o abandono uma opção aceitável”.

Entre 2022 e 2025, a GNR deteve oito pessoas e identificou 755 suspeitos pela prática de abandono e maus tratos de animais em todo o país. A força de segurança afirma estar “na defesa dos valores naturais e ambientais numa perspetiva de alcançar uma melhor segurança e bem-estar para os seres humanos e biodiversidade, destacando o bem-estar animal” e mantém “total disponibilidade para a receção de quaisquer contributos nesta área”, através da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), do site www.gnr.pt ou do e-mail sepna@gnr.pt.

Época da caça começa domingo mas está proibida em espaços florestais

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) esclareceu que, durante o estado de alerta em vigor até domingo, a caça está proibida nos espaços florestais.

“A situação de alerta determina a proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais (…). Por força dessa proibição, a atividade cinegética não poderá ser praticada nessas zonas”, refere o ICNF.

A abertura geral da caça está prevista para domingo, mas fica condicionada ao fim do estado de alerta, decretado devido ao elevado risco de incêndio.

Portugal em estado de alerta: Fogo de artifício proibido

Está proibida a utilização de fogo de artifício em todo o território continental, na sequência da prorrogação da Situação de Alerta decretada pelo Governo.

A medida surge devido às condições meteorológicas adversas — temperaturas elevadas, baixa humidade e vento forte — que aumentam o risco de incêndios rurais.

Durante este período realizam-se diversas festas populares, que terão de acatar esta ordem e adaptar os seus programas em conformidade.