Famalicão: PCP exige rutura com as privatizações

O Partido Comunista Português apresentou em Vila Nova de Famalicão o livro “Dossier As Privatizações – Contornos de um Processo que é preciso reverter”, com debate por Vasco Carvalho, da Comissão Política do Comité Central do PCP e Ricardo Cabral, economista e professor universitário, numa sessão moderada por Daniel Sampaio, da Comissão Concelhia de Famalicão do PCP.

O PCP exige rutura com privatizações «pelos seus impactos em todas as dimensões da vida nacional».

Recorde-se que este livro, editado pelas Edições Avante, está inserido na 3.ª edição do Roteiro do “Livro Insubmisso”.

No debate, Vasco Cardoso afirmou que as privatizações tiveram «um impacto negativo na atividade produtiva, no ordenamento do território, nas receitas do Estado, no deslize das opções estratégicas, nos direitos dos trabalhadores, no aumento da dependência externa, na riqueza distribuída de forma socialmente injusta, no desenvolvimento científico e tecnológico do país». Exemplificou que as principais empresas e sectores estratégicos «são comandados a partir do estrangeiro, uma grande empresa em Portugal ou é pública ou não é nacional». Vasco Cardoso adiantou que «Portugal é dos países da Europa em que se paga mais pelas telecomunicações, energia, e comissões bancárias, e o imposto que mais desceu nos últimos anos foi o IRC (passou de 35% para 19%)». Acrescenta que «em 30 anos, saíram do país sob a forma de dividendos, lucros e juros cerca de 336 mil milhões de euros: as receitas do estado podem ser muito superiores ao que conjunturalmente ganha com os processos de privatização».

Ricardo Cabral denunciou «a estratégia rentista – cortar nos custos, subcontratar, precarizar, reduzir salários, deteriorar a qualidade do serviço, aumentar a margem de lucro, para além dos casos em que se deram privatizações fraudulentas».

Portugal desperdiça mil toneladas de comida por dia

Um estudo da associação ambientalista Zero revela que as famílias portuguesas poderão desperdiçar cerca de mil toneladas de alimentos por dia. A estimativa resulta de uma extrapolação feita a partir de uma análise realizada no concelho de Ourique, no Alentejo.

A investigação, desenvolvida em parceria com o município, analisou resíduos indiferenciados recolhidos em três bairros, envolvendo cerca de 150 habitações e dois estabelecimentos de restauração.

Os resultados indicam que numa comunidade com cerca de 300 habitantes podem ser desperdiçadas até 12 toneladas de alimentos por ano. Se os dados forem aplicados à realidade nacional, o desperdício alimentar poderá atingir cerca de 376 mil toneladas anuais, o equivalente a 38 quilos por pessoa.

O estudo mostra ainda que mais de metade do lixo indiferenciado é composto por biorresíduos e que uma parte significativa corresponde a restos de comida, fruta, legumes, pão ou alimentos ainda nas embalagens que acabam por ser deitados fora.

Famalicão: Direção da AD Ninense repudia insulto racista proferido da bancada dos seus adeptos

A direção da AD Ninense emitiu, este domingo, um comunicado a condenar um insulto racista que foi proferido na bancada afeta aos seus adeptos. O clube dá conta que foram desencadeados todos os procedimentos para que seja identificado o autor e, «uma vez apurados os factos», não hesitará em colaborar com as autoridades.

A direção da AD Ninense condena «qualquer manifestação de racismo, discriminação ou ódio» e não se revê em qualquer tipo de atitude que «atente contra os valores do desporto, respeito e dignidade humana».

O insulto racista foi proferida durante a partida da 23.ª jornada da divisão de Honra da AF Braga. Em Nine, a equipa da casa foi surpreendida, 2-4, pelo Porto d´Ave e desceu ao segundo lugar, com 46 pontos, menos dois que o novo líder, o Forjães.