CHMA: Jornal divulga fotografia de profissionais com sacos de plástico vestidos

O Jornal Expresso divulgou, esta terça-feira, que há profissionais no Centro Hospitalar do Médio Ave que andam a vestir sacos de plástico como método de proteção ao covid-19.

A publicação, através do testemunho de uma profissional do CHMA, relata o que terá acontecido na manhã desta terça-feira, devido à alegada falta de material na unidade de medicina de Santo Tirso, num momento em que a equipa de serviço se debatia com vários casos suspeitos de covid-19.

Metemos um saco na cabeça por cima da máscara, da touca e dos óculos e enfiamo um saco grande em cada perna que depois apertamos na coxa com adesivo

Testemunho de uma profissional de saúde ao jornal Expresso

O SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e Entidades com Fins Públicos, confirma ter recebido denúncias destes casos e a delegada Célia Moura acrescenta que “a falta de material tem sido recorrente”.

A administração do CHMA já se pronunciou, numa resposta enviada ao Expresso, os responsáveis negam a acusação da escassez de equipamentos.

O CHMA não teve, até ao momento, qualquer rutura de stocks de EPI’s (equipamento de proteção individual) e está a ser abastecido por fornecedores próprios e pela ARSN

 

 

Layoff na Coindu: 2300 trabalhadores em casa

A empresa Coindu, que produz têxteis para automóveis das marcas Porsche, Seat, Lamborghini e Mini em duas fábricas nos concelhos de Arcos de Valdevez e de Famalicão, vai colocar 2300 trabalhadores em layoff.

São 2300 pessoas que ficam em casa até 27 de Abril, segundo disse a empresa aos trabalhadores. Vão receber dois terços do salário-base, com 70% pago pela Segurança Social, conforme determinam as regras.

Fonte: Público

Coronavírus: Hospitais privados prontos a receber doentes para aliviar SNS

“Se, até ao momento, e sempre de acordo com as orientações da DGS, os doentes covid-19 recebidos nos hospitais privados tinham que ser encaminhados para hospitais do SNS [Serviço Nacional de Saúde] se necessitassem de internamento, a partir de agora, e ‘dentro das possibilidades de cada hospital, os hospitais privados assegurarão o internamento dos seus doentes diagnosticados com covid-19 e cujo internamento se justifique clinicamente. O mesmo acontecerá com os cuidados intensivos’”, lê-se num comunicado da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), que cita o seu presidente, Óscar Gaspar.

No comunicado, a associação justifica as novas orientações para o setor privado com o cumprimento da norma da DGS para a fase de mitigação, que se inicia às 00:00 de 26 de março, a qual determina que o modelo de abordagem aos doentes de covid-19 passa a ser aplicável às unidades de “todo o sistema de saúde”.

No comunicado de hoje, a APHP reitera que os hospitais privados estão disponíveis para, incondicionalmente, participarem no esforço nacional de combate a este vírus, realizando a necessária articulação com o SNS, tal como é do conhecimento da DGS e da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS)”.

“Os hospitais privados ‘estão também disponíveis para receber, cuidar e internar utentes que libertem os hospitais do SNS para o tratamento das pessoas infetadas com covid-19, quer no que respeita a espaço, quer no que respeita a meios humanos e técnicos. Os hospitais privados participam incondicionalmente no esforço de saúde e farão a necessária articulação com o SNS, tal como é do conhecimento da DGS e da ACSS’”, lê-se no comunicado.

Em Portugal, há 33 mortes, mais 10 do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 302 novos casos em relação a segunda-feira (mais 14,7%).
Dos infetados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

Apagão Covid-19: Faltam infetados no relatório da DGS divulgado esta terça

A Direção Geral da Saúde lançou, pela primeira vez, no boletim diário que emite sobre as vítimas do covid-19, uma tabela onde é possível perceber o número de infetados em cada um dos concelhos do território nacional.

Minutos depois dessa comunicação, o Diário do Minho denunciou aquilo que aparenta ter sido um apagão na base de dados da DGS. O jornal de Braga comparou os números do boletim com os que foram já avançados pelas autarquias locais.

Braga: DGS 21 infetados | Autarquia 52 infetados

Guimarães: DGS 15 infetados | Autarquia 26 infetados

Esposende: DGS 0 infetados | Autarquia 3 infetados

Fonte: Diário do Minho

Em Vila Nova de Famalicão também se verifica uma situação idêntica, a Direção Geral da Saúde avançou às 13h00 com 12 infetados no concelho quando, fonte oficial contactada pela Cidade Hoje, garantiu a existência de mais 35 pessoas, perfazendo um total de 47 infetados pelo covid-19.

Atualização: Entretanto, a uma outra publicação do distrito, a DGS garantiu que não existiu nenhum apagão. Esta entidade governamental esclareceu que ainda está a “afinar” o sistema informático onde se encontra a base de dados com os dados dos doentes. Neste primeiro relatório só terão entrado os casos onde a localização geográfica dos infetados estava confirmada; algo que nem sempre acontece.

Coronavírus: Universitários vão continuar a receber bolsas durante interrupção das aulas

Além das bolsas de estudo de ação social, a tutela vai também manter o pagamento das bolsas e contratos de investigação pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e as bolsas de apoio à realização de períodos de estudo em mobilidade.

Na carta dirigida aos universitários a propósito do Dia Nacional do Estudante, que hoje se assinala, o ministro, Manuel Heitor, e o secretário de Estado, João Sobrinho Teixeira, reconhecem que esta é uma questão que tem merecido a preocupação de alguns dirigentes estudantis, mas asseguram que, além de manter o pagamento das bolsas, a tutela vai avaliar “eventuais situações de emergência” que careçam de apoios sociais.

“O objetivo será sempre garantir que todos os estudantes têm condições para prosseguir e/ou continuar os seus estudos superiores”, escrevem os governantes, admitindo que se perspetiva “um período de eventuais novas dificuldades económicas para as famílias”.

Manuel Heitor e João Sobrinho Teixeira escreveram na segunda-feira aos estudantes universitários para agradecer e elogiar a forma rápida como a comunidade académica se tem adaptado a um “tempo excecional” de ensino à distância, com a adoção de ambientes colaborativos e de ensino à distância.

“Em função dos desafios que agora se colocam, congratulamos a disponibilidade de todos os estudantes na adaptação ao funcionamento pleno destes meios de trabalho e na preparação pedagógica para a sua utilização”, escrevem, sublinhando que também a tutela tem trabalhado para ajudar a manter tanto quanto possível o funcionamento das instituições de ensino superior.

Além de assegurar o pagamento das bolsas de estudo no ensino superior, a tutela garantiu também que as cantinas universitárias do Serviço de Ação Social vão continuar a funcionar, bem como as residências com estudantes deslocados que não tenham condições para regressar a casa.

Numa altura em que as atividades letivas presenciais estão suspensas em todos os estabelecimentos de ensino, o ministério tem disponibilizado, através da Unidade de Computação Científica Nacional da FCT diversas plataformas de ensino à distância e teletrabalho, como as plataformas COLIBRI e NAU – Sempre a Aprender, ou as plataformas EDUCAST e VIDEOCAST, de produção e difusão de vídeos.

Em relação aos mestrados e doutoramentos, as reuniões de júris e as provas públicas poderão ser realizadas por videoconferência, para evitar constrangimentos à conclusão dos ciclos de estudo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, há 33 mortes, mais 10 do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 302 novos casos em relação a segunda-feira (mais 14,7%).

Dos infetados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Quarenta e sete famalicenses infectados com o Covid-19

No concelho de VN Famalicão há 47 pessoas infectadas pelo novo coranavírus. Segundo fonte oficial, há, ao fecho desta edição, 44 casos suspeitos que aguardam resultado das análises e 247 pessoas em vigilância.

O número de infetados incluiu utentes da Residência Pratinha, em Cavalões (ver página 2 do Jornal Cidade Hoje).

Ao início desta tarde, CH deu conta de apenas 12 infetados, número constante do relatório da DGS que, no entanto, estava desatualizado.