FRANCISCO SILVA CELEBROU 102 ANOS

Francisco Ferreira da Silva, utente do Lar “A Minha Casa” e Associado Honorário da ENGENHO, celebrou esta quinta feira 102 anos, na presença de familiares, amigos e colaboradores da Associação.

À festa de aniversário associou-se o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que fez questão de abraçar e cantar os parabéns a um “ancião famalicense, homem bom, homem para quem o viver e o animar a comunidade fizeram sempre parte do seu percurso de vida.”

Para Carla Silva, diretora técnica do Lar, sempre que um utente faz anos é um momento de “celebração e de alegria para todos”, acrescentando que, por razões de projeto, contextos e exemplo de vida, o senhor Francisco seria o “grande protagonista de um bom filme de histórias de vida que muito gostaria de ver”.

Apaixonado pela música e tocador de clarinete, Francisco da Silva, natural de Sezures, foi fundador da Banda Marcial de Arnoso Santa Maria. Ensinou música a aproximadamente 80 pessoas e ajudou muita gente a apender a ler e escrever.

Aquando do seu centésimo aniversário, em 2016, foi agraciado pelo Município com Medalha de Mérito Municipal Cultural, no Dia da Cidade.

NOVO SISTEMA DE BILHETES PARA CIRCULAR EM FAMALICÃO, BRAGA, GUIMARÃES E BARCELOS

Os municípios de Famalicão, Braga, Guimarães e Barcelos vão adotar um sistema comum de bilhetes para aplicar aos transportes públicos de passageiros.

Paralelamente, haverá uma reestruturação da oferta de transportes nestes quatro concelhos.

Estes estudos estão a ser feitos pelos quatro municípios no âmbito das comunidades intermunicipais do Ave e do Cávado.

O novo sistema de bilhetes e a rede de transporte devem estar operacionais até final do ano de 2019.

Estas medidas estão relacionadas com a nova legislação que atribui às autarquias competências ao nível dos serviços públicos de transporte de passageiros.

“Há crianças a beber água de rios poluídos”

A HumanitAVE – Associação de Emergência Humanitária, com sede em Pedome, Famalicão está em missão solidária num campo de refugiados sírios no Líbano.

Até 30 de março, a associação está a fazer um levantamento para analisar as necessidades mais prementes.

Um dos responsáveis pela HumanitAVE, Tiago Costa conta que, “A realidade que nos chega do Líbano, espelhada na primeira pessoa pelo nosso representante mandatado em missão, é, deveras, demasiado desumana para que possamos ficar indiferentes. As consequências de sete anos de guerra levam à ausência dos pequenos bens mais essenciais, colocando a própria saúde daqueles que sobrevivem aos bombardeamentos em perigo. Na verdade, há crianças a beber água de rios poluídos ou na rua em locais sem água potável; não há alimentos que cheguem para saciar a fome de todos; a higiene é quase nula e tão pouco uma prioridade e pior, para poderem alugar as tendas nos campos ainda se sujeitam à escravatura. A recolha de informação que nos chega através do nosso representante é preocupante. O registo fotográfico é prova de que em certas situações as palavras são inúteis para descrever a dor e o sofrimento de um povo horrorizado pelo desassossego”, conta Tiago Costa.

Este responsável deixa um apelo, “A HumanitAVE quer continuar a atenuar o drama deste povo, mas, para tal, precisamos da sua ajuda. Ajude-nos a ajudar dando o seu donativo através da referência multibanco: Entidade: 21721, Referência 015101010.”

Burlão faz-se passar por euromilionário

Um jovem de 19 anos que trabalhou em Lousado, perto do café Ribeiro, onde o talão premiado com 61 milhões de euros foi registado, anda a fazer-se passar por vencedor do Euromilhões.

O burlão alega que o talão original está guardado num cofre, em casa, numa freguesia de Braga e que ainda não reclamou o prémio, porque “tem ataques de ansiedade, precisa de assentar ideias e preparar-se para saber o que fazer a tanto dinheiro”.

Exibe uma fotocópia do suposto boletim vencedor, mas trata-se de um documento que foi alterado com recurso a programas informáticos. Até o pai foi enganado.

“Isto não se faz, não se brinca com as pessoas. Cheguei a ligar para a Santa Casa a saber o que deveríamos fazer”, desabafou ao CM o progenitor do burlão, cuja história foi desmontada pelo CM.

Até esta quinta feira, o verdadeiro vencedor do prémio ainda não tinha reclamado os 61 milhões de euros na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde o boletim tem de ser entregue para que o dinheiro seja transferido para a conta bancária do apostador.

O vencedor tem 90 dias para reclamar o prémio. No café Ribeiro, em Lousado (Famalicão), o mistério mantém-se.

Não há qualquer sinal de quem possa ser o dono do talão vencedor e há cada vez mais especulação sobre o novo euromilionário, que apontam para um operário fabril.

Fonte: CM

 

Embaixadora de Cuba em Portugal visitou Famalicão

Famalicão foi o único município português a fazer-se representar, em outubro de 2017, na maior feira comercial que Cuba organizou.

Esta quinta feira, este facto foi bem vincado pela embaixadora daquele país do Caribe em Portugal, na conferência “Famalicão Made INternational” que serviu para dar a conhecer aos empresários do concelho famalicense as oportunidades de negócio no mercado cubano.

Cuba contava já com três empresas de Famalicão e vai ficar ainda mais no radar dos negócios famalicenses. O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, indica que o seu concelho está, uma vez mais, «à frente» e que assim quer ver as empresas do território a conseguir as «melhores oportunidades» de negócio.

«O mercado de Cuba é pouco frequentado, mas funciona de porta de entrada para todo o Caribe», afirmou o autarca aos jornalistas à margem da conferência organizada pelo Município em parceria com a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo Portugal-Cuba, organização sediada no Porto.

«Ficamos satisfeitos por sinalizarem o interesse em conhecer a realidade económica do concelho e saber se há empresas que estejam interessadas em fazer uma abordagem ao mercado cubano», realçou Paulo Cunha, lembrando que foram ratificados três protocolos de cooperação com três empresas famalicenses que já têm presença no mercado cubano e que, agora, «serão embaixadores de Famalicão em Cuba», frisou.

«Vão através da sua experiência ajudar outras empresas que não conhecem o mercado de Cuba a que possam ser bem sucedidos», explicou o autarca.

A embaixadora de Cuba em Portugal, Mercedes Martínez Valdés, disse aos jornalistas que aquela foi a sua primeira visita oficial «a Famalicão e ao Norte do país» e que a realizou pois considera «importante estreitar as relações com as regiões» e pelo facto de Famalicão ter sido «a única Câmara Municipal de Portugal que esteve presente na Feira Comercial de Havana».

A diplomata convidou as empresas a que estejam presentes na edição de 2018 e disse que o seu país tem «muitas áreas de negócio» e que «o que se produzir em Cuba facilmente chega à América Latina».

Sonix fica com instalações e ativos da Ricon

A empresária têxtil Conceição Dias, da Sonix/Dias Têxtil, chegou a acordo com o administrador de insolvência da Ricon para assumir as instalações e os ativos da Ricon Industrial, a empresa-mãe do grupo de Famalicão que faliu no início do ano.

Citada pelo Jornal T, da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, a empresária refere, também, que poderá vir a contratar a quase totalidade dos 300 trabalhadores da Ricon Industrial.

“Temos já assegurado o coração a empresa, todo o seu know how, com as chefias e respetivas equipas. Nesta altura temos contratadas 157 pessoas”, diz Conceição Dias, que no início do mês já tinha garantido a contração de 120 ex-trabalhadores da Ricon.

A nova unidade passará a funcionar com outra designação dentro do grupo, mas antes disso o negócio ainda tem de garantir o acordo dos principais credores.

Quando a Sonix assumiu as primeiras 120 contratações de ex- trabalhadores da Ricon já tinha deixado claro o interesse em alargar esta base para diversificar a sua atividade, mas o grupo Valerius também se apresentou na corrida, focado na contratação de duas centenas de trabalhadores e na aquisição de ativos fabris da Ricon.

O GOSTO DE CRIAR POSTOS DE TRABALHO

Conceição Dias, dá assim mais um passo na afirmação de um grupo têxtil que construiu a partir do zero, em Barcelos, onde começou a trabalhar aos 13 anos, com a 4ª classe.

Antiga costureira, agora empresário, garante que a sua maior satisfação “é criar postos de trabalho”. Em 1984, apesar da casa onde morava ainda ser alugada, pegou nas suas economias, comprou cinco máquinas em segunda mão e iniciou um pequeno negócio de confeção com cinco aprendizas de 14 anos. Investiu 180 contos na DiasTêxtil. Era tudo o que tinha na altura.

Acabou por adquirir a fábrica dos antigos patrões. Depois, vieram as instalações da Mincalça, uma fábrica de camisas que tinha falido. Abriu uma confeção. Assumiu o controlo da Modelmalhas (tecelagem). Abriu uma fábrica na Tunísia. Acabou por juntar a Sonix a este portefólio, atraída pela ideia de ter também uma tinturaria.

Tem, atualmente, um grupo vertical onde emprega mais de meio milhar de pessoas, fatura 60 milhões de euros e exporta 99% da produção.

GANT À ESPERA

Na sequência do processo de insolvência da Ricon, a Gant AB, com sede na Suécia, já fez saber que “aguarda pelo desenlace das questões legais relacionadas com a falência do grupo Ricon / Delveste para determinar uma nova estratégia para o mercado português”. Mas esta foi, até agora, a única tomada de posição da marca depois do braço-de-ferro que ditou o encerramento da Ricon, no final de janeiro, deixando 800 trabalhadores no desemprego.

Nos ultimos 26 anos, a Gant teve uma parceria com a Ricon/Delveste, que envolveu produção e comercialização da marca, mas em janeiro as oito empresas e 20 lojas do seu parceiro português entraram em insolvência, com uma dívida de mais de 30 milhões de euros.

Em dezembro, Pedro Silva, patrão da Ricon, já tinha escrito aos seus trabalhadores, dando conta de “estrangulamentos financeiros” que deixavam o o subsídio de Natal em risco e uma sombra de falência sobre o grupo. Mas o empresário acreditava que a Gant Company poderia ainda aceitar uma proposta em que entregava o universo Ricon, incluindo a empresa (Delveste) representante da Gant em Portugal, desde que a multinacional se comprometesse a repor os níveis de encomendas às unidades produtivas e assegurasse a sobrevivência do ramo fabril.

Fonte: Expresso