ASSALTANTES VÃO À IGREJA DEIXAR MATERIAL ROUBADO

O grupo que, na madrugada da passada terça-feira, roubou cinco computadores num assaltado ao Centro Cívico de Santo Adrião, em Vila Nova de Famalicão, acabou por os devolver horas depois.

Ainda em parte incerta, os assaltantes que na mesma noite fizeram estragos em mais quatro espaços do centro da cidade, decidiram deixar os computadores que tinham furtado do centro cívico numa das entradas da Igreja Matriz Nova.

O insólito foi reportado às autoridades que continuam a investigar o caso. Desconhece-se para já em que estado foi encontrado o material recuperado.

 

FAMALICÃO RECEBE 10º ENCONTRO DE SERVIÇOS DE APOIO ÀS BIBLIOTECAS ESCOLARES

“Bibliotecas: da utilidade à necessidade” é o tema do décimo Encontro de Serviços de Apoio às Bibliotecas Escolares, que decorre esta sexta e sábado, dias 24 e 25 de novembro, em Vila Nova de Famalicão.

O encontro destina-se a bibliotecários municipais, professores bibliotecários, equipas das bibliotecas escolares, educadores de infância e professores do ensino básico e secundário das escolas/agrupamentos.

O primeiro dia do evento decorrerá na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco e contará com a realização de várias conferências de enquadramento do tema, destacando-se a presença da Coordenadora da Rede Nacional de Bibliotecas Escolares, Manuela Pargana Silva, e dos escritores Gonçalo Cadilhe e Filipe Morato Gomes. O segundo dia da iniciativa, sábado, dia 25, ficará marcado por mais de uma dezena de workshops formativos dedicados às mais diversas áreas da biblioteconomia, que terão lugar na Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

Demonstrar o papel que as bibliotecas escolares e municipais desempenham na formação de leitores competentes, autónomos e críticos e debater sobre a dimensão estratégica que estes espaços públicos de leitura representam na atual sociedade da informação são os grandes objetivos desta iniciativa, organizada pela Câmara Municipal em parceria com o Grupo de Trabalho das Bibliotecas de Famalicão e o Centro de Formação de Associação de Escolas de Famalicão (CFAE).

FAMALICENSE DE 20 ANOS MORRE AO CAIR DE 10º ANDAR EM AVEIRO

Um jovem de 20 anos, natural de Ribeirão, Vila Nova de Famalicão, morreu na madrugada desta terça-feira na sequência de uma queda do 10º andar.
O estudante de Economia na Universidade de Aveiro, estava num apartemento de colegas da faculdade, na Rua de Marques Gomes, freguesia de Vera Cruz – Aveiro, quando, por volta das 00h15, terá caido da varanda daquele andar.
Um popular, que avistou a queda, ligou de imediato para o INEM que deu o alerta para os Bombeiros Novos de Aveiro e para a PSP.

Quando chegaram ao local, o jovem não apresentava sinais de vida e foi-lhe declarado o óbito.
As autoridades policiais estão agora a investigar os contornos do que se pensa ter sido um acidente.

ÁGUA COM SANGUE INVADE RUA DE GAVIÃO

Os moradores da Rua do Souto de Fora, em Vila Nova de Famalicão, queixaram-se hoje do cheiro “nauseabundo” e “cenário horripilante” que frequentemente assola aquela artéria devido ao transbordo de “água com sangue de animal” das tampas de saneamento.

Em declarações à Lusa, o morador António Rodrigues descreveu que “amiúde” sai água “vermelha, com cheiro a sangue e a podre” das tampas de saneamento ali situadas, sendo que os moradores atribuem a presença de sangue na água a uma empresa de carnes situada na freguesia de Gavião.

À Lusa, a autarquia, através do vereador do Ambiente, Pedro Sena, confirmou os episódios de “retorno e transbordo” de água naquela área “devido ao entupimento de canais”, atribuindo o facto ao “mau uso da rede de saneamento doméstico”, uma vez que, segundo explicou, a empresa em causa “funciona dentro das regras” exigidas.

Já segundo o morador a situação “acontece amiúde” e “sai água com sangue, vermelha, das tampas e deixa a rua com um cheiro nauseabundo. Aliado a isso é um cenário horripilante porque os carros a passar atiram água para todo o lado e sujam-se paredes e pessoas”, descreveu o morador.

O autarca Pedro Sena reconheceu que “não é uma situação agradável, como não é qualquer entupimento, embora este como terá sangue seja mais chocante a nível visual”.

Segundo o responsável, “a situação mal foi detetada foi corrigida, em menos de uma hora já estava tudo normalizado”, mas os moradores temem que esteja em causa um problema de saúde pública.

Há sempre questões de risco para a saúde pública numa situação como esta mas o que quero realçar é que tanto a autarquia, como a TRATAVE [empresa responsável pelo tratamento de efluentes industriais em Famalicão] estão a par da situação e a reforçar a fiscalização

Quanto ao motivo que levou ao retorno e transbordo de água, o vereador apontou o uso indevido do saneamento público: “Pode haver vários motivos. Mas há muito mau uso da rede. Encontram-se fraldas, toalhitas, pensos higiénicos, até pedras ou tábuas, coisas que as pessoas insistem em atirar para a rede, que se amontoam e levam ao entupimento”, apontou.

O vereador explicou ainda que “em alguns sítios a rede de saneamento é mista [cruza o uso doméstico e o uso industrial], sendo esse o caso, e é por isso que é possível que os efluentes daquela empresa acabem misturados com o retorno e transbordo da rede doméstica”.

Além do mau uso da rede por parte da população, Pedro Sena admitiu que pode haver “algum problema na própria rede”, pelo que a autarquia famalicense já tomou medidas para “averiguar com exatidão” o que se passa.

Pode haver algo mais complexo e estamos a ver isso. Estamos a fazer filmagens no tubo que entupiu para despistar qualquer problema ou defeito

Pedro Sena fez ainda questão de deixar um pedido à população: “Há que ter bom senso e cuidado no uso da rede de saneamento, ter cuidado com os resíduos que se deita para a rede para se evitar situações como esta, que embora controlada admito que cause transtornos à população”.

Contactada pela Lusa, a TRATAVE, através de um dos seus responsáveis, Rolando Faria, assegurou que a empresa em causa “tem as condições mínimas de descarga” e que “não detetou qualquer anomalia”.

 

Imagem: Cristina Araújo

JOVENS DE NINE MORREM EM DESPISTE

Amigos despistaram-se a caminho de Famalicão

José Campos e Henrique Amorim (na foto) da freguesia de Nine, Vila Nova de Famalicão, morreram esta madrugada, na sequência do despiste do carro em que seguiam na freguesia do Louro, em Vila Nova de Famalicão.

A viatura capotou e caiu de uma altura de seis metros a um riacho, por volta das 04h00 deste sábado, 21 de Outubro, junto à empresa Louropel, na Estrada Nacional 204.  De acordo com o INEM, o óbito dos dois jovens foi registado ainda no local, depois de várias manobras de reanimação.

Os corpos das vítimas foram transportados para a morgue do Centro Hospitalar do Médio-Ave de Vila Nova de Famalicão. No local, estiveram o INEM, com uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), os Bombeiros Famalicenses, a GNR e ainda o Núcleo de Investigação em Acidentes de Viação que tenta perceber em que circunstâncias se deu o acidente.

FAMALICÃO LÍDER NO AVE EM EMPRESAS COM BASE TECNOLÓGICA

Vila Nova de Famalicão é o concelho do Ave com “maior proporção” de empresas em sectores de alta e média-alta tecnologia no triénio 2013-2015. A informação consta do Retrato Territorial de Portugal, publicação do Instituto Nacional de Estatística (INE), recentemente divulgada.

Num capítulo designado “A competitividade e a inovação nas regiões portuguesas”, que analisa vários indicadores, Vila Nova de Famalicão surge a liderar na NUT III Ave com a maior concentração de empresas de base tecnológica, segundo a localização da sede, nesse período de três anos.

Na verdade, o tecido empresarial do concelho famalicense é cada vez mais caracterizado pela forte integração tecnológica. Aliás, uma vertente que, aliada à componente de inovação, é bem evidente em muitos produtos das empresas sediadas ou instaladas em Famalicão. Além disso, as duas universidades (Lusíada e CESPU) e os dois centros tecnológicos (CITEVE e CeNTI), sediados em Vila Nova de Famalicão, fomentam o conhecimento, a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação.

De acordo com o INE, os sectores de alta e média-alta tecnologia compreendem as empresas classificadas nas indústrias de alta tecnologia, indústrias de média-alta tecnologia e os serviços intensivos em conhecimento de alta tecnologia.

Em Portugal, no triénio 2013-2015, os sectores de alta e média alta tecnologia, correspondiam a 1,8% do total das empresas portuguesas, sendo responsáveis por 5,4% do pessoal ao serviço e por 11,4% do VAB gerado pelo tecido empresarial português.