
O Partido Comunista Português diz que está em curso «um conjunto de processos de despedimento na Coindu», empresa que tem unidades em Joane (Famalicão) e outra em Arcos de Valdevez, onde trabalham centenas de trabalhadores na produção de componentes para a indústria automóvel.
Em nota enviada às redações, o PCP diz que vai levar esta situação à Assembleia da República, depois de ter tido «conhecimento», através de relatos, que «a empresa prepara um autêntico processo de despedimento coletivo encapotado de cerca de 150 trabalhadores, através do envio de “cartas individuais”». O partido reporta, ainda, que entre as «vítimas da tentativa de despedimento, existem trabalhadores com vínculo efetivo e trabalhadores com vínculo precário. Há rumores da intenção de encerramento de unidades fabris e existe a informação da decisão de encerramento de cantinas a acontecer nos próximos dias, nomeadamente em Vila Nova de Famalicão».
Perante estas informações, os deputados do PCP apresentaram várias questões aos ministérios da Presidência, da Economia e do Mar, e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Os comunistas pretendem saber se o Governo tem conhecimento do que se passa nas unidades da empresa (Famalicão e Arcos de Valdevez) e que acompanhamento está a ser feito. Se a empresa tem dívidas à Segurança Social, que apoios públicos, nacionais e comunitários, foram atribuídos a empresas dos mesmos proprietários da empresa Coiundu nos últimos anos e que medidas tomará o Governo para defender os postos de trabalho, os interesses e os direitos dos trabalhadores, são outras informações que o PCP quer da tutela.
Era espectável este desfecho. Passam a vida a chamar pessoas através do centro de emprego e depois é isto.
Se a empresa tem pouco trabalho…