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Trabalhadores das IPSS em greve

Cidade Hoje by Cidade Hoje
27 de Março, 2019
in País
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Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) vão estar hoje em greve e vão manifestar-se pela valorização das carreiras, aumentos salariais e do valor pago em dia feriado.

Célia Lopes, dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal disse à Lusa na terça-feira que os trabalhadores das IPSS vão estar em greve durante o dia e vão concentrar-se no Porto, em frente à sede da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIS), para reivindicar melhores condições de trabalho para as cerca de 60 mil pessoas que trabalham nestas instituições.

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Célia Lopes adiantou que os trabalhadores vão exigir a revisão do seu contrato coletivo de trabalho, uma matéria que começou a ser negociada em outubro do ano passado, mas cujo processo estagnou.

Segundo a dirigente sindical, o motivo dado pela CNIS foi o facto de ainda não ter sido assinado o novo acordo de cooperação com o Estado, e que deveria ter ficado fechado até ao final de 2018.

“Pese embora isso, os trabalhadores entendem que o salário mínimo nacional subiu, mais uma vez as suas carreiras profissionais foram desvalorizadas porque estão a receber salários muito próximos do salário mínimo nacional e entendem que a atualização do seu salário tem de ter efeitos a janeiro”, apontou.

Outra das questões que levam à ação de luta, é a forma de pagamento dos dias feriados, tendo a sindicalista adiantado que os trabalhadores das IPSS “sempre que prestam trabalho no feriado apenas são compensados com metade do tempo que trabalharam ou com o pagamento de metade das horas que trabalharam”, tudo por causa da não regulamentação do contrato coletivo de trabalho.

Célia Lopes sublinhou que esta é uma questão que afeta muitos trabalhadores das IPSS, sobretudo os que estão nas unidades de cuidados continuados, nos lares ou nos centros de acolhimento temporário de crianças e jovens em risco, e que têm de funcionar 24 horas por dia, 365 dias por ano.

“É uma questão que os trabalhadores consideram injusta, quase que trabalho forçado e é uma matéria que querem ver resolvida no âmbito da negociação deste contrato coletivo de trabalho”, destacou.

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