Gala “O Minhoto” em Melgaço 

Melgaço é o concelho anfitrião da XXI gala de entrega dos Troféus Desportivos “O Minhoto”, agendada para o dia 19 de março, no Centro de Estágios/Complexo Desportivo e de Lazer.

Recorde-se que “O Minhoto” tem como objetivo reconhecer e premiar o mérito de atletas, clubes, dirigentes desportivos, treinadores e árbitros que mais se destacaram na prática das suas modalidades na região Minho.

Tendo como uma das caraterísticas identitárias a rotatividade de concelhos no acolhimento da gala, agora é a vez do Município de Melgaço acolher a XXI edição, depois da mesma ter sido realizada nos concelhos de Braga, Viana do Castelo, V.N. de Famalicão, Esposende, V.N. de Cerveira, Monção, Barcelos, Vila Verde, Caminha, Arcos de Valdevez, Fafe, Ponte da Barca, Cabeceiras de Basto, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Amares, Vieira do Minho e Guimarães, este na última edição.

O júri desta iniciativa, do qual faz parte CIDADE HOJE Rádio/Jornal, é responsável, através de votação em três fases distintas, pelas nomeações e escolha dos premiados. Integram-no mais de uma centena de membros, entre jornalistas desportivos (imprensa, rádio, televisão e digitais, que abrangem diferentes municípios da região Minho e de âmbito nacional) e entidades ligadas ao desporto (federações, associações de clube e desporto escolar).

Ao longo do seu trajeto, “O Minhoto” viu reconhecido o seu mérito e a colaboração de diversos organismos e entidades, entre os quais o Ministério da Educação, o Instituto Português do Desporto e Juventude, o Comité Olímpico de Portugal, a Confederação do Desporto de Portugal, a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, o Turismo do Porto e Norte de Portugal (Entidade Regional), os 24 Municípios da região, várias Associações de Clubes e Federações.

Capicua estreia-se em Famalicão

Capicua estreia-se em palcos famalicenses esta sexta-feira, às 21h30, na Casa das Artes. A rapper surge na companhia do seu núcleo duro de estrada, com D-One (samples e scratch), Virtus (programação e samples), M7 (na voz de suporte), Luís Montenegro (baixo, guitarra e sintetizador), Ricardo Coelho (bateria) e Sérgio Alves (teclados).

No dia 17 de fevereiro, às 23h30, a compositora portuguesa Lula Pena aapresenta o seu novo álbum – “Archivo Pittoresco” – interpretado em várias línguas, como grego e francês, a partir de textos próprios e de outros autores.

Mas em fevereiro há ainda outros espetáculos agendados: os concertos dos Jigsaw & The Great Moonshiners Band  e de Victor Torpedo Karaoke Show (sábado, dia 10, 23h30), a atuação da Banda Sinfónica Portuguesa (sábado, dia 17, 21h30)) e o projeto portuense Serushio (sábado, dia 24, 23h30).

Além da música, a Casa das Artes apresenta teatro, com a peça “O Deserto de Medeia”, que vai estar em cena no grande auditório nos dias 22, 23 e 24, sempre às 21h30. Um espetáculo com encenação de Luísa Pinto, que nos últimos três anos reuniu histórias reais de mulheres que mataram os seus filhos.

Além da música e do teatro há cinema, com a Casa das Artes a exibir, no dia 10, o novo filme de George Clooney – “Suburbicon” – e de Steven Spielberg – “The Post”, no dia 16.

E que tal uma palavrinha?

IRREALISMO. Eduardo Cabrita, é o típico político da promessa fácil, prática entre nós levada ao expoente máximo por José Sócrates. O governo que, literal e tragicamente, deixou um país a arder no ano passado é o mesmo que nos anuncia agora que os manifestamente insuficientes helicópteros ao dispor da Autoridade Nacional de Proteção Civil no combate aos incêndios vão,igualmente,ser usados na fiscalização da velocidade excessiva. A falta de seriedade é tal que poderíamos ser levados a pensar que o ministro da Administração Interna estaria a brincar. Infelizmente não estava.

BRASIL. As pessoas que andam por aí escandalizadas com mais uma sentença judicial de condenação de Lula da Silva, esquecem-se que foi durante o mandato daquele que o mundo conheceu o gigantesco esquema de corrupção, conhecido por mensalão”, que permitiu ao PT, o Partido de Lula, tomar conta do aparelho do Estado, controlar a policia, distribuir dividendos, favorecer empresas e amigos, perseguir adversários e coagir a justiça. Desengane-se a esquerda, brasileira e portuguesa, se pensa que a sua habitual conversa da defesa dos mais fracos e os costumeiros tiques de superioridade moral vão alterar o curso da história.

 

PALAVRINHA. 463 vidas à espera de um novo futuro. É este o número de trabalhadores colocados na condição de desempregados depois do encerramento da antiga “Triumph”. O ponto final da empresa em Portugal, aqui implantada desde 1961 e vendida à Têxtil Gramax Internacional em maio de 2016, deixou em evidência que não temos um Ministro da Economia. Não porque este tenha responsabilidades no encerramento da empresa, mas porque perante a situação dramática vivida por aquelas famílias não ter sido capaz de dizer o que quer que fosse ao país.  Onde anda o ministro Caldeira Cabral, que há um ano atrás, em mais uma ação de propaganda governativa, se passeou na Gramax apresentando-a como um caso de sucesso ao nível europeu? Onde pára o ministro Caldeira Cabral que anunciou milhões de euros de investimento na Gramax os quais iriam, assegurava, gerar dezenas de novos postos de trabalho? Afinal o que correu mal? É capaz de dar uma palavrinha aos portugueses?

Jorge Paulo Oliveira

(Deputado do PSD na Assembleia da República)

Dias sem fim

Não é à toa que quando cantamos os parabéns a alguém existe uma parte que diz “muitas felicidades, muitos anos de vida”. Porque é realmente aquilo que todos os que cantam desejam ao aniversariante. Que permaneça junto de todos os que o rodeiam por mais tempo possível. Por todos lhe quererem bem e tê-lo perto.

Crescemos habituados à presença de determinadas pessoas nas nossas vidas. Sejam família, amigos ou simples conhecidos. E se existem as que nos acompanham desde que nascemos, como os nossos pais e a nossa família, outros há que vão entrando nesse tal processo de crescimento e amadurecimento.

Não estamos preparados para perder nem uns, nem outros. Porque sentimos sempre que fazem parte de nós, que são um pedacinho da nossa alma que lá está. Indo embora deixam um espaço vazio. Por isso vamos ficando cada vez mais incompletos. Levando connosco o legado que cada um nos vai deixando.

Algumas dessas pessoas são especiais. Aparentemente banais, iguais a tantas outras, sem qualquer particularidade. Olhando a olho nu. Mas mais do que tudo isso é pensar nos momentos em que estamos todos presentes e as recordações que esses mesmos momentos nos deixam. E aí encontraremos a verdadeira essência do que verdadeiramente nos une. Ou nos uniu.

Algumas pessoas têm o dom, entre outros, de nos fazerem sorrir. De serem alegres, de estarem constantemente na paródia, de serem felizes com o que têm. Ao ponto de ser impossível recordar um, somente um, momento triste junto dessas pessoas. Eu tive a felicidade, vejam só a ironia, de conhecer uma pessoa verdadeiramente feliz. A sorrir e a fazer sorrir os outros.

Não havia tristeza ou lugar a pensamentos menos positivos quando estava presente. Só uma alegria e energia contagiantes, às quais era impossível ficar indiferente. Gostava de cada um dos seus de uma forma muito particular e demonstrava-o nos gestos, na disponibilidade para ajudar e estar presente quando precisávamos. Nunca me falhou. Na alegria a no apoio.

A melhor forma de recordarmos alguém é dar seguimento ao seu legado. Ao que de bom nos transmitiu, àquilo que nos mostrou, aos valores que ensinou, às formas e perspectivas de vida que os seus horizontes nos abriram. Somos ricos nas pessoas com que nos cruzamos. Por tudo o que nos acrescentam e mostram.

A vida faz sempre questão de nos fazer descer à terra no momento em que alguém sobe aos céus. Para nos manter focados no essencial desta passagem. Na verdade, não se morre apenas uma vez. Vai-se morrendo aos poucos. Vamos morrendo ao ritmo dos pedacinhos que nos vão cortando da alma. Com a caixa das saudades sempre a aumentar.

Vou guardar-te onde guardo todos os que me recuso a deixar partir.

Bruno Marques

Juiz famalicense julgado por violência doméstica

O Tribunal da Relação de Guimarães pronunciou um juiz de Vila Nova de Famalicão pelo crime de violência doméstica, por causa das “repetidas” injúrias, ameaças e expressões ofensivas que alegadamente dirigiu à ex-companheira, por SMS e ‘email’.

O juiz em causa é Vítor Costa Vale, que em maio de 2017 foi condenado, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, a 8.000 euros de multa, por, na qualidade de testemunha num julgamento, ter mentido para prejudicar a ex-companheira num processo de herança.

No despacho de pronúncia sobre o caso de violência doméstica, a que a Lusa hoje teve acesso, o tribunal considera que o juiz arguido agiu num quadro de “clara inconformação” com o fim da relação com a ex-companheira, com quem viveu durante quatro anos em união de facto, embora com “pelo menos três ou quatro” separações pelo meio. “O arguido agiu com o intuito conseguido de inquietar, perturbar, incomodar, humilhar, injuriar, ameaçar e provocar medo na assistente [ex-companheira], nomeadamente por ser juiz de Direito”.

Ainda de acordo com o despacho de pronúncia, o juiz, a partir de julho de 2011, data em terminou a relação conjugal, passou a enviar à ex-companheira, via SMS e ‘email’, mensagens de texto e músicas, “ora declarando o seu amor o por ela e o seu desejo de reatamento da relação afetiva, ora dirigindo-lhe expressões” ameaçadoras e injuriosas. O juiz arguido assumiu apenas o envio de uma das mensagens que constam do processo, adiantando não poder afirmar “em consciência” que as restantes tivessem sido da sua autoria, dado o tempo decorrido.

Alegou ainda que as mensagens poderão ser “montagens”. Versão que não colheu junto do tribunal, que pronunciou o juiz por um crime de violência doméstica, por considerar que a sua atuação foi suscetível de afetar o bem-estar psicológico da ex-companheira.

O tribunal aponta para “um juízo de probabilidade sério de condenação do arguido”, sendo a sua absolvição “muitíssimo mais improvável”.

Em maio de 2017, Vítor Costa Vale foi condenado, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, a 400 dias de multa, à taxa diária de 20 euros, no total de 8.000 euros, por um crime de falsidade de testemunho, uma decisão entretanto confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça. Foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 5.000 euros à ex-companheira, por danos não patrimoniais.

No acórdão, o STJ sublinha “o grau intensíssimo da violação dos deveres que, enquanto juiz de direito, estavam impostos ao arguido de fidelidade à verdade e à justiça”.

Para o STJ, a conduta do arguido constitui “uma negação frontal da ética inerente à condição de juiz”. Em causa nesse processo estavam as declarações que Vítor Costa Vale prestou, na qualidade de testemunha, num julgamento no Tribunal de Braga, em setembro de 2013, relacionado com o testamento deixado pelo pai da sua ex-companheira. Segundo o tribunal, o juiz prestou falsas declarações com o intuito de prejudicar a sua ex-mulher, vingando-se assim do facto de ela se ter separado dele. Uma convicção que o tribunal sustentou em algumas mensagens que o arguido enviou à sua ex-companheira, com um teor “do mais desrespeitoso que se pode dizer a uma mulher”.

Câmara de Famalicão já abriu as inscrições para a iniciativa “Programar em Rede”

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão já abriu as inscrições para a iniciativa “Programar em Rede”, destinada a apoiar com um montante até de 10 mil euros um projeto cultural que seja promovido em conjunto por várias associações e instituições do concelho.

As candidaturas devem ser apresentadas por email, para o endereço eletrónico cultura@vilanovadefamalicao.org, até 31 de julho de 2018.

O objetivo é envolver os vários agentes culturais do concelho na concretização de um evento que se diferencie pela inovação e criatividade, pela capacidade de articulação de meios, pela mobilização e atração de público e pela descentralização da atividade cultural.

O projeto vencedor deve ser concretizado entre 1 de janeiro e 30 de julho de 2019.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “o principal desafio do evento é colocar as instituições a trabalharem em rede para apresentar um projeto vencedor capaz de cativar os famalicenses e atrair turistas ao nosso concelho”.

Neste sentido, o projeto destina-se a entidades com atividade no domínio cultural que tenham sede em Famalicão. Caberá à divisão de Cultura e Turismo do município a verificação da conformidade das candidaturas, a avaliação e decisão do projeto vencedor será da responsabilidade do Conselho Municipal da Cultura (CMC).

O Conselho Municipal da Cultura é constituído por mais de meia centena de entidades culturais do concelho. Criado em 2009, é um órgão de consulta da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão que tem como objetivo principal envolver os diversos agentes culturais do município no planeamento e execução de uma política cultural abrangente e dinâmica.

Entre as suas competências destaque para a elaboração de programa anual de atividades culturais e artísticas, estabelecendo uma calendarização coordenada; estudo de novas formas de cooperação entre as instituições e a discussão de grandes linhas estratégicas para a cultura.

A iniciativa “Programar em Rede” arrancou em 2016, com a Fundação Cupertino de Miranda a arrecadar o prémio com o projeto cultural “Museus Ilustrados em Rede”. Em 2017, a grande vencedora foi “A Casa ao Lado” com o projeto de arte urbana intitulado “Traço”.