Deputada do PCP interpela governo sobre o encerramento dos CTT de Lousado

Acompanhada de uma delegação concelhia de Famalicão do PCP, Carla Cruz, Deputada deste Partido pelo distrito de Braga, esteve no passado dia 17 junto à estação dos CTT de Lousado para manifestar a sua oposição e do seu partido na Assembleia da República quanto ao anunciado encerramento desta estação.

Na sua interpelação, Carla Cruz lembra que a privatização dos CTT foi inscrita no Pacto de Agressão assinado por PS, PSD e CDS com a troica estrangeira, sendo depois concretizada pelo Governo PSD/CDS e que tal medida, “continua a revelar-se trágica para o país que perdeu o serviço púbico postal e trágica para as populações que ficaram entregues à sua própria sorte perante uma empresa privada que atende apenas aos seus lucros sem preocupação com as consequências das decisões que toma”, exemplificando, depois, com o anúncio do encerramento da estação dos CTT, até final do ano, em Lousado, perante a passividade do Governo PS o qual, como em tantas outras já ocorridas, assiste a estas decisões sem as travar.

Referindo que a administração privada que tomou conta dos CTT decidiu que os seus lucros estão acima dos direitos das populações que residem em Lousado, a deputada do PCP considera inadmissível que o Governo faça declarações proclamatórias sobre o desenvolvimento do interior e do mundo rural e depois assista impávido e sereno à destruição do serviço postal, ao abandono das populações, à destruição de instrumentos de coesão territorial e social como é o serviço de correios, tudo em nome do lucro da empresa privada que tomou conta dos CTT – acusa a mesma deputada, exigindo do Governo que assuma as suas responsabilidades, trave este processo, inverta o caminho de encerramento de estações dos CTT e diminuição do serviço prestado às populações e assegure o investimento no serviço público postal, alavanca de desenvolvimento, designadamente retomando o controlo público dos CTT.

TMG Automotive com apoio do Banco Europeu de Investimento para inovar nos têxteis automóveis

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai emprestar 25 milhões de euros à TMG Automotive para implementar processos inovadores e sustentáveis de fabrico de têxteis automóveis. O plano de investimento da empresa de Vila Nova de Famalicão prevê o aumento da capacidade produtiva e permitirá criar 160 postos de trabalho, anunciou esta segunda-feira, em comunicado, a representação da Comissão Europeia em Portugal.
O empréstimo é feito ao abrigo do orçamento da União Europeia no âmbito do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, conhecido como Plano Juncker.
De acordo com o comunicado, a TMG Automotive utilizará o financiamento para “implementar a sua estratégia de investigação e inovação, centrada na utilização de novas tecnologias que reduzem o impacto ambiental dos processos de produção de têxteis para a indústria automóvel”.
Com o objetivo de estar preparada para concorrer num setor de elevada exigência e para satisfazer as necessidades do mercado no futuro, a empresa famalicense também irá expandir a sua capacidade produtiva. “O programa será implementado até 2020 e contribuirá para a preservação de empregos de qualidade: o grupo TMG conta atualmente com 1.400 trabalhadores e irá criar 160 novos postos de trabalho na mais recente unidade industrial da TMG Automotive”, pode ler-se no documento. “O programa de investimento irá promover a partilha de conhecimentos no seio da indústria automóvel europeia, onde a TMG é um interveniente destacado na produção de componentes”, sublinha, ainda, a representação da Comissão Europeia em Portugal.
O acordo sobre este empréstimo foi assinado pela vice-presidente do BEI, Emma Navarro, e pela Presidente da TMG Automotive, Isabel Furtado. A empresária famalicense explicou que, “enquanto membro do UN Global Compact, a TMG Automotive está profundamente empenhada em cumprir os dez princípios deste Pacto, centrados nos direitos humanos, nas práticas laborais, na proteção ambiental e no combate à corrupção, bem como em apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.
“Aliar os direitos humanos ao crescimento económico sustentável e à proteção ambiental é crucial para o futuro da TMG Automotive”, assegurou Isabel Furtado.

Vila Nova de Famalicão volta a ser reconhecido como um eco-município

Vila Nova de Famalicão foi reconhecido como um eco-município pelo segundo ano consecutivo, depois de ter recebido a Bandeira Eco XXI, que premeia a política ambiental e as boas práticas de sustentabilidade concretizadas pela autarquia. O galardão implementado em Portugal pela ABAE – Associação Bandeira Azul da Europa, foi entregue ao vereador do Ambiente, Pedro Sena, durante uma cerimónia realizada no passado mês de novembro, no Cineteatro de Estarreja.

O galardão visa reconhecer e divulgar boas práticas como forma de concretizar uma ação pedagógica “pela positiva”, neste caso concreto junto dos municípios, considerados como agentes privilegiados de promoção do desenvolvimento sustentável.

O Programa realiza a identificação e atualização de objetivos-alvo concretizados através de múltiplas metas subjacentes aos critérios dos diversos indicadores. Pretende avaliar o desempenho, mas também o caminho a percorrer no trabalho de construção da sustentabilidade. As metas estabelecidas são revistas anualmente e baseiam-se, de uma forma geral, na legislação nacional e comunitária, ou na existência de convenções e protocolos internacionais, objeto de ratificação pelo Estado Português. Neste perspetiva, o Eco XXI apresenta-se como uma ferramenta útil à gestão municipal, ao contribuir para a monitorização e aferição de ações e políticas em diversas áreas da sustentabilidade.

Para o vereador do Ambiente, Pedro Sena “este reconhecimento nacional premeia o esforço desenvolvido na implementação de medidas e políticas ambientais no sentido da sustentabilidade, com especial destaque para a educação”. Além disso, “é uma motivação para continuarmos a trabalhar em prol de um território mais amigo do ambiente, mais verde e com mais qualidade de vida para as novas gerações”, assinalou o vereador acrescentando “que nesta área há ainda um longo caminho para ser percorrido”.

Este ano candidatam-se ao Programa ECOXXI 50 municípios (16 por cento das autarquias portuguesas), uma das maiores participações nas onze edições já realizadas, tendo sido atribuídas 47 Bandeiras Verdes.

A bandeira ficará agora hasteada no município como sinal de um município sustentável, que se preocupa com o meio ambiente.

Refira-se que o município foi ainda contemplado com 15 bandeiras para as Eco-escolas, tendo ficado em 27º lugar em 233 municípios.

Deputado Nuno Sá abandona parlamento se ficar provada presença fantasma

Segundo o jornal Observador, o famalicense Nuno Sá assinou, no dia 12 de Junho de 2017, presença na sessão plenária da Assembleia da República sem ter estado lá, porque nesse mesmo dia estava a 350 km, a fazer campanha em Famalicão.
Contactado pelo Observador, o deputado socialista disse não se lembrar do que aconteceu há um ano e meio. Um dia depois desta reação, Nuno Sá emitiu um comunicado ao Grupo Parlamentar do PS, em que garante ter estado presente no plenário e informando que pediu uma averiguação aos serviços da Assembleia da República.
O deputado Nuno Sá avançou, ainda, à direção do Grupo Parlamentar, que renunciaria ao seu mandato caso se comprovasse a irregularidade que lhe é apontada. Garante que não solicitou a outro colega de bancada para proceder a qualquer registo indevido da sua presença em reunião plenária, mas também ainda não apresentou qualquer comprovativo da sua viagem de Famalicão a Lisboa.
Esta alegada presença em dois locais diferentes aconteceu a 12 de Junho de 2017, quando era candidato à Câmara Municipal de Famalicão. O jornal Observador, que denunciou outros dois casos de deputados-fantasma, mas do PSD, publica imagens e vídeos do deputado socialista numa visita, nesse dia 12, a uma empresa de Ribeirão e nas Marchas Antoninas de Famalicão.

INEM avança com queixa contra populares que roubaram peças do helicóptero

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem identificados os furtos das peças do helicóptero que caiu em Valongo, mas só após se concluírem os funerais das quatro vítimas irá agir, disse hoje à Lusa fonte daquele organismo.

Peças do Agusta A109S surgiram à venda no site OLX, já depois de várias pessoas terem afirmado que “teriam estado no local” onde o helicóptero se despenhou, na Serra de Santa Justa, em Valongo, no distrito do Porto, e retirado peças da aeronave.

Contactada pela agência Lusa, fonte do gabinete de relações públicas do INEM informou que a “decisão de avançar com uma queixa contra os autores quer do furto quer da tentativa de venda na internet está adiada até à conclusão dos funerais das vítimas”.