Seis detidos por roubo de máquinas industriais pesadas em Vila Nova de Famalicão e Santarém

Seis homens, entre os 21 e os 65 anos, cinco dos quais com antecedentes criminais por falsificação de documentos, fraude fiscal, furto qualificado, abuso de confiança, coação e burla qualificada, foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência, por furto de máquinas industriais pesadas, em Santarém e Vila Nova de Famalicão.

No âmbito de uma investigação desenvolvida, durante 14 meses, pelo Núcleo de Investigação Criminal da Póvoa de Lanhoso da GNR, por furto de máquinas industrias pesadas, nomeadamente retroescavadoras, foram realizadas, esta quarta-feira, sete buscas domiciliárias e 27 não domiciliárias, anexos, garagens e veículos.

Esta ação culminou na apreensão de uma arma de fogo, tipo “Shotgun”; dois detetores de sinais GPS/GSM; quatro comandos de alta frequência; um computador portátil; várias placas VIN (número de identificação/marca de segurança) de máquinas retroescavadoras; um detetor de metais. 30 doses de haxixe; 28 telemóveis; 32 450 euros em numerário; e uma máquina de contar notas. Foram, ainda, apreendidas munições de vários calibres e várias chaves de veículos.

As retroescavadoras eram furtadas e enviadas para Amesterdão, para serem comercializadas em países do médio oriente e em África.

Famalicão lança Obra Política de Bernardino Machado

É já nesta sexta-feira, 14 de dezembro, pelas 21h30, que será lançado o tomo VII, (1ª Parte) da Obra Política de Bernardino Machado que mostra um dos períodos menos conhecidos do seu percurso político, ou seja, o que decorre entre 1921 e 1926.

A apresentação decorre na Sala Júlio Machado Vaz, do Museu Bernardino Machado e conta com as presenças do professor da Universidade Católica do Porto, António José Queiroz e do Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado, Doutor Norberto Cunha. A sessão é de entrada gratuita e o público presente será brindado com a oferta do livro.

Entre 1921 e 1926, Bernardino Machado chefiou, durante alguns meses, um Governo trans-partidário (que foi derrubado em Maio de 1921, através de um golpe militar); sucedeu-lhe um Governo de transição, até às eleições de Junho, chefiado pelo liberal Barros Queiroz, convidado pelo Presidente da República e apoiado pelo Partido Democrático. Após as eleições e com uma maioria escassa no Parlamento, o Governo caiu para dar lugar a um outro, da mesma cor politica (liberal), chefiado por António Granjo. Mas este Governo assim como os maiores partidos que o apoiavam – o Partido Liberal e o Partido Democrático – persistiam numa prática politica cada vez mais afastada dos seus eleitores e mais centrada na sustentação e solidez do seu “rotativismo”. Esta dissociação entre o poder politico e os partidos, por um lado, e o povo por outro, contribuiu para a tragédia da Noite Sagrenta de 19 de Outubro, em que foram assassinados Granjo, Machado Santos e Carlos da Maia. O poder foi, então, entregue a Manuel Maria Coelho (que conspirava já pelo derrube do Governo, mas sem quaisquer ligações aos fautores da Noite Sangrenta); depois de algumas semanas de turbulência governativa, foi chamado a presidir ao Ministério, Cunha Leal, que, apesar dos esforços feitos para controlar e manipular a favor da “sua politica”, as eleições de Fevereiro de 1922, as veio a perder, reentrando-se num período de normalidade constitucional, com a vitória do Partido Democrático e o Governo que se lhe seguiu, chefiado por António Maria da Silva. Embora Bernardino Machado não tenha tido neste período uma intensa atividade política (salvo no período em que presidiu ao Ministério) escreveu importantes textos, na imprensa periódica, quer doutrinais quer sobre a situação politica (que ia acompanhando) e que até ao presente caíram no esquecimento. Por todas estas razões é, certamente, um dos mais interessantes volumes da sua Obra Politica.

Duzentas crianças de Famalicão ilustram as “Aventuras de Dom Quixote de La Mancha”

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão acaba de publicar uma versão infanto-juvenil da autoria do escritor famalicense Agostinho Fernandes da obra D. Quixote de La Mancha, do escritor espanhol Miguel de Cervantes, com ilustrações elaboradas por cerca de 200 alunos do 2.º e 3.º ciclo do concelho.

A sessão de lançamento da obra decorreu no inicio desta semana, na Escola Básica de Gondifelos e estará disponível brevemente para aquisição na Livraria Municipal de Famalicão, localizada na Casa do Território do Parque da Devesa.

O projeto que arrancou em 2016, inserido no âmbito dos 400 anos da morte de Cervantes, culminou agora com apresentação deste trabalho “fantástico desenvolvido por Agostinho Fernandes e pelos pequenos ilustradores em prol da educação, da cultura e da leitura entre as novas gerações”, como afirma o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, no prefácio da obra.

Para o autarca “a imortal história do Cavaleiro da Triste Figura, que acompanhado pelo seu fiel escudeiro, Sancho Pança, avança por montes e vales, lutando contra moinhos de vento e cavaleiros imaginários em nome da justiça, é, sem dúvida, um livro obrigatório e inesquecível para sucessivas gerações de leitores.”

Na sua mensagem Agostinho Fernandes dirige-se aos mais novos, referindo que “não é fácil ler o original na tua idade”, por isso com este livro “o trabalho fica facilitado”.

Apesar disso, o autor deixa o desafio às crianças de lerem o original “mais tarde”, pois trata-se de “um dos mais belos e marcantes livros da história da cultura europeia e da humanidade”.

Refira-se que a obra surge de um concurso de ilustração dirigido aos alunos do 2.º e 3.º ciclo do concelho promovido em conjunto com o autor, a Biblioteca Municipal, as escolas e um conjunto de professores de Educação Visual e Belas Artes.

Ao todo, cerca de 200 alunos trabalharam a obra. Os trabalhos repletos de cor, fantasia e criatividade estiveram em exposição na Biblioteca Municipal e saltaram agora para as páginas do livro.

Considerado o primeiro romance moderno, a obra “As Aventuras de D. Quixote de La Mancha e de Sancho Pança” foi eleito em 2002 o melhor livro de todos os tempos por um conjunto de cem escritores nomeados pelo Instituto Nobel.

Agostinho Fernandes é licenciado em Filosofia, ocupou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão durante duas décadas, dedicando-se agora à escrita, com particular incidência na literatura infantil.

Programa Acompanhar com taxa de 98 por cento de sucesso educativo

O Programa Acompanhar, desenvolvido pelo Município de Vila Nova de Famalicão através do pelouro da educação, para apoiar crianças e jovens em risco de aprendizagem, abrange atualmente 702 jovens, entre os 6 e os 21 anos de todos os estabelecimentos de ensino do concelho. Em 2017/2018 foram 673 alunos envolvidos em pelo menos 40 horas de capacitação e programas de tutoria e inclusão inteligente, com uma taxa de sucesso educativo de 98%.

Ao fim de três anos de aplicação, o Programa Acompanhar já chega a 5,26% da população estudantil de Vila Nova de Famalicão, em idade de escolaridade obrigatória.

Reconhecida como boa prática a replicar pela Direção Geral de Educação, o Programa alargou também a sua ação, neste ano letivo, a mais parceiros sociais, sendo que atual rede do Programa Acompanhar incorpora mais de 20 parceiros, desde estabelecimentos de ensino, IPSS, cooperativas, organismos públicos e associações juvenis.

Do total dos 673 alunos envolvidos, no ano letivo anterior, 88 apresentavam pelo menos duas retenções, estando praticamente todos a frequentar Cursos de Educação e Formação. Os números são ainda mais relevantes se se levar em conta que do total, 309 estavam em situação de risco, incluindo o risco de abandono escolar.

Outro dado significativo é o envolvimento de 58 jovens, na qualidade de Tutores de Pares, jovens facilitadores de processos de inclusão inteligentes, que com a sua experiência auxiliam os tutores no processo de capacitação e inclusão de jovens em risco.

De acordo com a sua missão, o Programa Acompanhar pretende potenciar e apoiar os estabelecimentos de ensino de Vila Nova de Famalicão na implementação de projetos de boas práticas na área do acompanhamento e inclusão inteligente, de alunos em especial situação de risco ou que não estão integrados em qualquer tipo de resposta socioeducativa complementar.

Por outro lado, este mesmo programa pretende criar processos potenciadores da melhoria do rendimento escolar e processo de inclusão social dos alunos com o recurso a soluções complementares de educação não formal e capacitação ao nível da inteligência emocional.

O vereador da Educação, Leonel Rocha, assinala: “com os anos, percebemos que o método do Programa Acompanhar, baseado nas Mentorias e Tutorias de Pares, resposta real às problemáticas dos jovens”. Salienta, ainda, o autarca que este não é um programa apenas para jovens em risco, visto que boa parte dos participantes são jovens com resultados académicos muito positivos e que procuram no programa respostas ao nível da capacitação, programas de voluntariado e envolvimento social.

A metodologia do Programa Acompanhar assenta no princípio da Investigação-Relação-Ação, numa resposta socioeducativa, tendo por base a Tutoria de Pares e a Mentoria.

O Programa Acompanhar trabalha em estreita colaboração com o Projeto Eurobairro e o Programa CLDS 3G Famalicão.