Mais de 740 ataques de cães na via pública nos últimos três anos

Em resposta à agência Lusa, a GNR indicou que, desde o início deste ano e até 04 de setembro, ocorreram 231 ataques de cães no espaço público, em 2017 foram contabilizados 253 e em 2016 foram registados 258, o que corresponde a um total de 742 ataques nos últimos três anos.

Sobre a proibição dos abates nos canis a partir de 23 de setembro, em que se prevê um aumento de cães vadios nas ruas, “o dispositivo da GNR está particularmente atento a situações de abandono de animais de companhia, no sentido de identificar os seus autores, assim como a situações de possíveis focos de ataque por parte destes animais, articulando com as entidades competentes, nomeadamente, os municípios, para se proceder à sua recolha”.

Neste âmbito, a GNR salientou que qualquer cidadão pode denunciar casos de abandono de cães, através da Linha SOS Ambiente, pelo número 808 200 520, no seu portal da internet em http://www.gnr.pt/ambiente.aspx, ou ainda em qualquer posto territorial da GNR.

Em vigor desde 23 de setembro de 2016, a lei que aprova medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais e estabelece a proibição do abate de animais errantes como forma de controlo da população estabeleceu um período transitório de dois anos, que termina este ano, no que diz respeito à proibição do “abate de animais em centros de recolha oficial de animais por motivos de sobrepopulação, de sobrelotação, de incapacidade económica ou outra que impeça a normal detenção pelo seu detentor”.

Ex-pescador de Viana transforma lixo em obras de arte

Dedicou 42 anos à pesca do bacalhau, mas era a “ânsia de dar nova vida a materiais que já ninguém queria” que lhe “ocupava a mente” durante “a vida escrava no mar”.

Há dois anos chegou a reforma e a possibilidade de “passar os dias a dar largas às ideias que lhe assaltam a cabeça”.

“Há alturas que nem consigo dormir. Surge-me uma ideia para fazer uma peça e levanto-me da cama para ir procurar um tronco de árvore ou uma velharia que alguém deitou fora e fazer nascer o que me está a martelar na cabeça”, contou o autodidata de 66 anos.

Da faina diz não ter saudades, por ser uma atividade “muito dura” que não escolheu, antes “herdou do pai e do avô”. Já as horas que passa “às voltas com as esculturas, não se sente a passar”.

“Estou aqui entretido com as minhas obras e as minhas ferramentas. Um formão, as lixas, a motosserra e a navalha. Só isso basta para fazer as minhas peças”, afirmou enquanto dá forma aos flamingos e às garças que está a esculpir em pedaços de madeira. Pedaços de baldes velhos de tinta servem de asas e galhos finos fazem de pernas e pescoço das aves.

Parte do material recolhe durante as caminhadas que faz pela praia do Cabedelo mas há outras “velharias” que os amigos lhe vão arranjando, “sabedores da veia de artista”.

De acordo com a forma de cada material, assim nascem serpentes, crocodilos, imagens religiosas, helicópteros, aviões, entre muitas outras peças, a que já perdeu a conta.

O ateliê de zinco, que ergueu nas traseiras da casa prefabricada, onde vive há 42 anos, na Senhora das Areias, junto ao porto de mar de Viana do Castelo, na margem esquerda do rio Lima, foi ficando “pequeno” para guardar a criatividade de Joaquim.

No bairro onde vive, criado há mais de quatro décadas para os pescadores de Darque, todos lhe conhecem a faceta de artista. Já quem passa pela avenida, em frente à casa, é alertado pelas duas enormes antenas parabólicas, enfeitadas com motivos ligados ao mar, colocadas no portão da entrada da habitação.

“Iam deitá-las fora. Eu pintei-as e enfeitei-as com um barco, os peixes, as gaivotas. Tudo ligado à pesca”, especificou.

Ao lado, no café onde passa algum tempo, tem expostas algumas peças, uma cortesia do proprietário para o “ajudar nas vendas”.

“Não peço muito dinheiro pelos meus trabalhos. É só para compor a reforma”, referiu, lamentando a falta de divulgação do seu trabalho: “Estou um pouco escondido aqui”, desabafou.

O Quim, como é tratado pela vizinhança, já fez “duas exposições em Lisboa, outras tantas no Porto, em Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira”.

“Em 2016 participei, a convite do senhor Agostinho Santos, na Bienal de Arte de Cerveira”, destacou orgulhoso, referindo-se ao artista plástico e jornalista, natural de Vila Nova de Gaia.

A exposição, intitulada “Imaginário”, esteve patente no Fórum Cultural de Vila Nova de Cerveira com as “interpretações plásticas” de Joaquim Pires e Agostinho Santos.

No mesmo ano, os Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo acolheram a mostra “O escultor de memórias e de sonhos”, onde tratou os valores culturais locais e regionais, traduzindo e representando o universo em que vive, as crenças e costumes.

71 pessoas morreram por afogamento desde o início do ano

O Observatório do Afogamento, criado pela Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS), registou 71 mortes desde o início do ano, menos 17 que em igual período do ano passado, segundo dados divulgados.

O Observatório do Afogamento é um sistema criado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, para contabilizar as mortes por afogamento em Portugal.

O registo é realizado por links de recortes de jornal ou imagens destes, e o sistema de recolha segue, segundo a federação, as indicações da Organização Mundial de Saúde e da Internacional Lifesaving Federation.

De janeiro a junho de 2018 morreram 49 pessoas, das quais 34 homens e 15 mulheres, a maioria de nacionalidade portuguesa.

Do total de mortes, 22 ocorreram em rio e 17 em mar tendo sido ainda registadas três mortes em barragem, duas em poços, duas em tanque, uma em piscina doméstica e uma em piscina de uso público.

CP bateu recorde de venda de bilhetes para Alfa e Intercidades

No passado mês de julho foi atingido um novo recorde de vendas nos tráfegos de longo curso da CP – Comboios de Portugal, com 650.000 viagens vendidas, o que se traduz num crescimento de 7,4% e de mais 44.900 viagens, comparativamente com o mês homólogo do ano anterior.

Para este crescimento contribuíram ambos os serviços AP e IC, com um acréscimo de procura de mais 13.400 viagens (+6,4%) em Alfa Pendular e mais 31.500 viagens (+8%) em Intercidades.

Foi assim ultrapassada, pela primeira vez, a barreira das 600.000 viagens nestes serviços, verificando-se que 224.000 clientes escolheram viajar em Alfa Pendular, enquanto 426.000 clientes deram preferência ao serviço Intercidades.

De igual forma, os Rendimentos do Tráfego registaram o seu valor máximo mensal, com 10.983.000 euros (+991.000 euros do que em julho de 2017), correspondendo a +9,9%, sendo o serviço Alfa Pendular responsável por 5.115.000 euros desse valor e o Intercidades por 5.867.000 euros.

Sexagenária detida por furto em centro comercial de Braga

Uma mulher de 67 anos foi detida pela PSP, no interior de um centro comercial de Braga, por ter saído daquele estabelecimento com vários artigos sem os ter pago.

Ao que nos foi possível apurar, a suspeita trazia consigo 136 euros em material no interior da bolsa que a fazia acompanhar.

A detida foi notificada para comparecer nos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal Judicial da Comarca de Braga.