Famalicenses da Amarcultura abriram cortejo histórico das Feiras Novas em Ponte de Lima

A Associação Amarcultura participou, no passado dia 9 de Setembro, no cortejo histórico das Feira Novas em Ponte de Lima. Depois da estreia do ano passado, a organização deu o privilégio de abertura do cortejo à associação de Calendário.

Com um total de 26 elementos, o grupo da Amarcultura compôs o quadro I, que representava a primeira grande campanha militar romana no atual território português, sob o comando do cônsul Décio Júnio Bruto. Um tema que diz muito a Ponte de Lima, pois crê-se que foi nessas terras que as tropas romanas tiveram a sua primeira hesitação em avançar. Isto porque ao chegarem às margens do rio Lima, julgaram tratar-se do lendário rio do esquecimento, no qual quem o atravessasse perderia a memória das suas origens. A superstição e o temor dos soldados foram superados pelo exemplo do próprio general Décio que, sozinho, atravessou o rio, para demonstrar que nenhum mal lhe sucedia.

Esta lenda, a do rio Lethes, está bem demonstrada a quem chega a Ponte de Lima através de um monumento escultórico junto à ponte romana. Assim, na abertura do cortejo, a associação famalicense encenou um contingente romano composto por uma legião de soldados e respetivas famílias. Ao longo do trajeto, foi possível recriar por diversas vezes a formação defensiva designada por tartaruga, na qual os soldados juntavam os seus escudos numa verdadeira carapaça compacta, praticamente inultrapassável.

Foram muitas as pessoas que aplaudiram esta coreografia que exigiu muita coordenação entre os 10 atores que compunham este conjunto.

À semelhança do que sucedeu no cortejo das Festas d’Agonia, a Amarcultura estendeu o convite a outras coletividades do concelho famalicense. Desta vez, compuseram o quadro elementos do Rancho Infantil e Juvenil de Gavião, do Agrupamento de Escuteiros de Requião e do Grupo de Cavaquinhos do Liberdade Futebol Clube. Estas parcerias têm por objetivo proporcionar o fomento de atividades conjuntas e a partilha de experiências de carácter artístico e cultural.

Alerta: Jovem desaparecida desde domingo

A jovem na foto, residente na freguesia da Sé, em Braga, encontra-se desaparecida desde a tarde do passado domingo. Daniela Sofia Lopes Alves terá saído de casa por volta das 17h00, vestindo um top azul e calças de ganga.
A jovem terá ligado à família a partir de um café de Vila Nova de Famalicão dizendo que ia passar uns dias fora.
O desaparecimento está a ser investigado pelas autoridades.

Se tem alguma informação ou viu a jovem da fotografia nas últimas horas, entre em contacto com as autoridades.

Atualizado 11-09-2018

https://cidadehoje.pt/foi-encontrada-jovem-de-braga-desaparecida-desde-domingo/

Famalicão homenageia José de Azevedo e Menezes, sábado, na sua Casa do Vinhal

“Correspondência de José de Azevedo e Menezes (1878-1933) Camilo Homenageado” é o título do livro que vai ser apresentado no próximo sábado, dia 15 de setembro, no âmbito da homenagemao escritor e genealogista famalicense, José de Azevedo e Menezes, no 80.º aniversário da sua morte. O lançamento da obra com introdução, leitura e notas de Emília Nóvoa Faria será um dos pontos altos da sessão que inicia pelas 16h00 na imponente e histórica Casa do Vinhal, que foi a habitação do homenageado, em Vila Nova de Famalicão.

José de Azevedo e Menezes viveu entre 1849 e 1938, tendo desempenhado um papel social, cultural e político de enorme relevância para o concelho de Famalicão. Foi Provedor do Hospital de S. João de Deus e foi presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Com Camilo Castelo Branco desenvolveu uma relação cordial de amizade motivada pelo tema da genealogia, uma área de interesse comum, sobretudo para Menezes. Depois da morte do romancista, José de Azevedo e Menezes presidiu à “Comissão Promotora da homenagem ao grande escritor Camilo Castelo Branco” e foi um dos maiores responsáveis pela criação do Museu de Camilo.

A cerimónia de homenagem inicia com uma sessão moderada pelo diretor da Casa de Camilo e Centro de Estudos Camilianos, José Manuel Oliveira, contando com as presenças do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e do representante da família, Martim Lopes de Azevedo Menezes.

A apresentação do volume I da “Correspondência de José de Azevedo e Menezes (1878-1933): Camilo Homenageado” estará a cargo do presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Professor Doutor Artur Anselmo. O livro é o primeiro de três volumes a editar pela Húmus com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. As cartas transcritas neste volume e nos dois que serão dados à estampa em 2019 e 2020, integram, na sua maioria, o Fundo de José de Azevedo e Menezes depositado no Arquivo Municipal de Alberto Sampaio, entregue pela Família Menezes em 2015 ao Município de Vila Nova de Famalicão.

Este primeiro volume versa exclusivamente assuntos camilianos, subdividindo-se em duas partes: na primeira apresentam-se as cartas trocadas entre Camilo Castelo Branco e José de Azevedo e Menezes, cujos originais se encontram na Casa de Camilo, e na segunda, as cartas endereçadas ao Senhor da Casa do Vinhal por diversos remetentes, entre os quais António José de Almeida, Alberto Pimentel, António Cabral, Conde de Sabugosa, Eugénio de Castro, Joaquim de Araújo, José Malhoa, Jorge Colaço, Pinho Leal, Raul Brandão e Teixeira Lopes.

Escola Júlio Brandão reclama por obras

Na semana em que arranca um novo ano letivo, a comunidade educativa de Vila Nova de Famalicão juntou-se, neste domingo, para celebrar os 50 anos da Escola EB 2,3 Júlio Brandão. Criada em 9 de setembro de 1968, a escola ficou na altura instalada no edifício da então Escola Industrial e Comercial de Vila Nova de Famalicão, agora Escola Secundária D. Sancho I. O edifício atual entrou em funcionamento no ano letivo de 1987/88.

E foi precisamente na falta de condições do edifício que se concentraram as várias intervenções. Para o diretor do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Carlos Teixeira – onde está inserida a Escola Júlio Brandão – esta instituição já demonstrou em variadas ocasiões que é “capaz de se reinventar, de acomodar a inovação como uma oportunidade e nunca com uma dificuldade”, no entanto, 31 anos depois da abertura deste edifício “a prioridade deve ser colocada nas instalações da escola”, afirmou salientando que “os professores fazem um esforço tremendo, mas há coisas que são estruturais”.

Carlos Teixeira contou com o apoio do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que disse estar “de acordo que este edifício precisa de intervenções, à semelhança de outros edifícios e outras escolas do concelho de Famalicão”.