Santuário Beata Alexandrina começa a ser construído este ano

A Arquidiocese de Braga vai lançar ainda este ano a primeira pedra do Santuário Eucarístico Beata Alexandrina, em Balasar, no Arciprestado da Póvoa de Varzim/Vila do Conde. A novidade foi avançada esta quarta feira no final da Eucaristia celebrativa do 14.º aniversário da beatificação daquela religiosa mística, presidida pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.

Em declarações ao Diário do Minho, o pároco de Balasar, o padre Manuel Neiva, mostrou-se convicto de que durante o verão estarão reunidas todas as condições para iniciar a obra, já que os projetos já estão concluídos. Os estudos para a construção do santuário foram iniciados há quatro anos, depois de se constatar que a atual igreja era pequena para servir a população de Balasar e receber os milhares de peregrinos que todos os anos acorrem aquele santuário. O novo complexo religioso, em forma de tenda, acolherá a capela tumular de Alexandrina, uma capela de confissões e celebrações, um centro de espiritualidade, um centro de acolhimento aos peregrinos, uma casa de acolhimento e um centro de estudos.

A propósito de estudos, o padre Manuel Neiva anunciou que na segunda quinzena de maio estará disponível o primeiro volume dos escritos de Alexandrina, e mais tarde será publicada a sua autobiografia com um comentário pastoral para contextualizar os escritos. Os estudos bibliográficos sobre Alexandrina iniciaram-se há seis anos mercê de um protocolo celebrado com a Universidade Católica Portuguesa. «É um trabalho teológico, científico e pastoral para colocar Alexandrina no lugar que merece», precisou o pároco de Balasar.

A celebração do 14.º aniversário da beatificação de Alexandrina ficou marcada pela inauguração do Memorial de ex-votos e do jardim no exterior da Casa que representa a caminhada pascal de Alexandrina. O Memorial, por baixo da Casa de Alexandrina, está organizado em três salas. Na primeira estão expostos os ex-votos, destacando-se roupas de noivas e noivos, roupas de batizados e comunhões, trajes académicos, fardas militares, calçado, colchas. Na sala do meio podem apreciar-se pertences de Alexandrina como as roupas quando fazia a paixão, ligas, uma esteira, a sua lupa, etc. Na terceira sala encontram-se as próteses, coletes, muletas, velas e outros objetos em cera.

O ano passado, a Fundação Alexandrina de Balasar contabilizou a passagem de 135 grupos de peregrinos pelo santuário provenientes de 20 países, desde o Líbano ao Canadá, passando pelo Brasil e outros. Visitaram o túmulo da beata mais de 140 mil pessoas e a sua casa cerca de 35 mil. Participaram nas celebrações, no santuário, cerca de 280 fiéis.

Fonte: Diário do Minho

EARO conquista vinte e dois pódios na V Corrida Correr por S. Martinho

A Escola Atletismo Rosa Oliveira participou esta quarta feira, 25 abril, na V Corrida Correr por S.Martinho numa organização do Grupo Recreativo de Vale São Martinho com o apoio da Câmara Municipal Vila Nova de Famalicão, Associação de Atletismo de Braga, Junta de Freguesia de Vale São Martinho, Agrupamento de Escuteiros de Vale S. Martinho, Fraternidade Nuno Álvares de Vale S. Martinho.

Numa manhã agradável para a pratica do atletismo a EARO Conquistou vinte e dois pódios individuais e oito coletivos nos escalões de benjamins a Veteranos, onde participaram os principais clubes de formação do nosso concelho.

Em destaque estiveram os seguintes atletas: Benjamins A,Mafalda Monteiro 1ª, Ana Silva 2ª, Mariana Martins 3ª, Simão Azevedo 3º e Tiago Silva 1º. Bemjamins B: Inês Almeida 1ª, Leonor Silva 2ª, Afonso Silva 3º e Gonçalo Rodrigues 1º. Infantis: Ana Faria 1ª, Joana Azevedo 3ª, João Azevedo 1º. Iniciados:Ana Marinho 1ª e Francisco Silva 1º. Juvenis: Beatriz Fernandes 1ª, Bruna Ortiga 2ª, Tiago Silva 1º, Bruno Oliveira 2º e Rafael Castro 3º. Seniores: Leandro Martins 1º, Nuno Fernandes 2º e Miguel Torres 3º.

A EARO venceu ainda por equipas em Benjamins A femininos, Benjamins B femininos/masculinos, Infantis femininos e Juvenis femininos/masculinos.

Fundação da Juventude tem cerca de 30 estágios para Braga

Em todo o país são mais de 500 as vagas que se encontram por preencher em mais de 80 áreas distintas de formação que vão desde saúde, a tecnologias passando pelo ensino, jornalismo, gestão ou áreas como psicologia, turismo, Sociologia, Engenharia Florestal, entre outros.

Para Braga existem cerca de 30 estágios em 10 áreas de formação, podendo cada um dos jovens candidatar-se até 2 vagas de estágio, de acordo com as suas preferências.

Os estágios realizam-se entre julho e setembro de 2018 e pressupõem a atribuição de subsídio de alimentação e de transporte, assim como um Seguro de acidentes pessoais. Como explica Francisco Maria Balsemão, Presidente da Fundação da Juventude, «o PEJENE promove uma relação direta entre a Escola e a Empresa/Entidade de acolhimento, através do desenvolvimento de projetos conjuntos de formação em local de trabalho, ainda durante o período de estudo dos jovens. Este é um programa cujo principal objetivo é integrar o estagiário numa entidade de acolhimento, desenvolvendo tarefas específicas de acordo com um Plano de Estágio previamente elaborado de acordo com a área de formação do estagiário. Os estágios decorrem sob a supervisão de um tutor técnico (profissional) experiente da entidade de acolhimento que, no final do mesmo, elaborará um relatório de avaliação final».

As candidaturas, que este ano estão disponíveis para todas as áreas de atividade, podem ser efetuadas através da plataforma www.fjuventude.pt/pejene2018 onde, após avaliação dos requisitos das empresas e entidades de acolhimento, a Fundação da Juventude divulga a lista de vagas para estágios, iniciando-se assim as candidaturas para os jovens estudantes. «Em 2017 o PEJENE arrancou dando prioridade a empresas que atuassem nas áreas da Economia Laranja e Economia Verde. Nesta edição de 2018, tendo em conta o elevado número de pedidos de empresas, a Fundação da Juventude decidiu não estipular critérios de preferência, dando assim oportunidade a todas as empresas», acrescenta Francisco Maria Balsemão.

O PEJENE, que em 2017 teve uma taxa de empregabilidade de 23%, enquadra-se num dos vetores estratégicos de atuação da Fundação da Juventude – Emprego e Empreendedorismo – e constitui um importante fator de enriquecimento curricular assim como aquisição de experiência e conhecimento em contexto laboral. Este programa tem vindo a responde, desde 1993, às necessidades dos jovens que se encontram a finalizar o ensino superior, permitindo desempenhar tarefas de caráter profissional, e aumentar os seus conhecimentos em ambiente real de trabalho e não esquecendo as tendências mundiais de desenvolvimento económico.

Famalicão comemora 25 de abril sob o signo da preocupação

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, alertou, esta quarta feira, para um crescente afastamento do Estado em relação aos cidadãos.

Na abertura da sessão solene comemorativa do 25 de abril, que juntou representantes das várias forças políticas do concelho, o autarca afirmou que “ao longo dos anos os sucessivos governos se têm afastado cada vez mais dos governados. A instância nacional da governação está cada vez mais ausente, demitindo-se das suas funções”.

Numa reflexão coletiva, Paulo Cunha sublinhou que não se trata de uma circunstância conjuntural de apenas um governo, mas de uma tendência. “Há uma curva ascendente ao nível da demissão governativa em relação à comunidade”. E o autarca sinalizou três áreas fundamentais, “a área social, a cultura e o desporto”, como “áreas onde sucessivamente os nossos governos se vão afastando cada vez mais das populações”.

Mas Paulo Cunha foi mais longe e ilustrou com o caso do município famalicense que não tem tido qualquer apoio do Estado português para o desenvolvimento destas áreas no concelho. “No caso concreto de Famalicão o apoio para a cultura é zero, o que acontece infelizmente na esmagadora maioria dos concelhos do país onde não há investimento na área”, sublinhou. E questionou ainda “quais são os apoios nacionais ao fomento desportivo no nosso território?”, referindo que a resposta é exatamente a mesma.

Considerando a área social como a mais preocupante, o autarca afirmou que ao longo dos anos, “o governo se afasta cada vez mais da intervenção social nas populações, afasta-se da dimensão assistencialista, não apresentando soluções para os problemas atuais”.

E neste âmbito, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão apontou o dedo aos governos que não foram capazes de garantir uma transferência de competências nestas áreas, optando simplesmente por abandonarem as suas obrigações.

“Os municípios e as freguesias não receberam competências nesta matéria, muito menos houve o envelope financeiro que deveria acompanhar o processo, o que houve foi uma crescente demissão por parte da administração central” referiu, sublinhado que o que tem acontecido é que “as instâncias locais, os municípios e as freguesias, têm ocupado essas posições, sem que ninguém lhes tenha transferido essa tarefa”.

“Ano após ano, as autarquias têm aumentado a sua presença no setor social, sem que ninguém lhe dê as condições necessárias, mas elas fazem-no porque se trata de uma área essencial e muitas vezes as situações são urgentes e preocupantes”, desabafou o autarca.

Quarenta e quatro anos após a manhã libertadora de abril em que o povo unido e focado num objetivo saiu à rua, Paulo Cunha questionou também o papel da sociedade na atualidade. “Será que hoje 44 anos depois da revolução, a nossa sociedade está focada, está concentrada ou está distraída”. E respondeu: “lamentavelmente a sociedade está distraída. Hoje vivemos num contexto de liberdade, com uma democracia assente em partidos políticos, uma sociedade civil que tem instrumentos para ser atuante, com a possibilidade de intervenção cívica, e que no entanto se acomoda”, referiu como que a espicaçar o exercício de uma cidadania mais ativa. E lembrou: “O 25 de Abril foi o resultado do sentimento de uma nação e mostrou que a função da democracia está nas mãos dos portugueses”.

O Presidente da Assembleia Municipal alinhou pelo mesmo diapasão e também ele alertou para os perigos do afastamento do Estado das necessidades e dos direitos fundamentais das pessoas, como o direito ao acesso às melhores condições de Saúde, Educação e Habitação.

Da mesma forma, Nuno Melo também sensibilizou para a obrigação dos cidadãos em lutarem pelos seus direitos, salvaguardando os valores de Abril.

Feira da Formação, Qualificação e Emprego arranca quinta-feira

Integrada na Quinzena da Educação, a Feira da Formação Qualificação e Emprego abre esta quinta-feira, prolongando-se até ao dia seguinte, no Lago Discount, em Ribeirão. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, estará na abertura do certame, pelas 15 horas.

A Feira vai reunir todos os estabelecimentos de ensino e entidades formadoras da Rede Local de Educação e Formação, que darão a conhecer a sua oferta educativa e formativa dirigida aos jovens e adultos.

A abertura ficará marcada pela conferência “As pessoas e o sucesso no Século XXI – Desafios e Oportunidades”, às 16 horas, com a participação de Paulo Cunha; do diretor executivo do Citeve, Braz Costa; do diretor da ATP, Paulo Vaz, entre outros convidados.

A Feira da Formação, Qualificação e Emprego pretende colocar os principais empregadores do concelho em contacto com os estudantes finalistas, desempregados e pessoas à procura de novo emprego. As empresas e instituições terão, assim, a oportunidade de encontrar e, eventualmente, selecionar alguns dos melhores candidatos a emprego. Por outro lado, este evento quer dar a conhecer aos visitantes os perfis profissionais procurados pelas empresas, através de conferências por oradores experientes e promoção de espaços destinados à demonstração de atividades profissionais, com o objetivo de compreender a atual situação do mercado de trabalho e os seus desafios.

A Feira da Formação, Qualificação e Emprego funciona das 9 às 13 horas e das 14 às 18 horas de quinta-feira. Na sexta-feira, dia 27 de abril, o horário da tarde prolonga-se até às 20 horas.