
A Associação Famalicão em Transição promoveu, na noite da passada sexta-feira, uma sessão de esclarecimentos e debate sobre a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM). A iniciativa, que contou com a presença do geógrafo e professor catedrático na Universidade do Porto, José Rio Fernandes, suscitou a atenção de muitos famalicenses, com a associação a pedir que a comunidade «participe naquele que é um dos mais importantes documentos de ordenamento do território».
Do encontro resulta a sua oposição contra a criação de novos nós de acesso à A7, como é o caso da eventual criação de áreas industriais em Fradelos e Landim/Seide, assim como, a não urbanização da área em Cabeçudos para o Eco Parque Tecnológico. Ainda no plano da mobilidade, sugere a pedonização dos centros urbanos, a criação de redes cicláveis e a promoção do transporte coletivo gratuito e elétrico.
Ainda das várias propostas apresentadas, a Associação realça a criação e classificação de áreas naturais e florestais para proteção ambiental e promoção da biodiversidade, incluindo o Monte do Facho (Calendário), Mata da Quinta de Pindela (Cruz), e a manutenção da Mata da Boa Reguladora. A criação de uma rede de corredores verdes urbanos para promover a ligação entre espaços verdes e outros locais de interesse ecológico, são outras sugestões.
Noutro plano, a Famalicão em Transição aponta a importância «de se promover uma efetiva proteção de solos agrícolas e áreas classificadas como reserva agrícola nacional e reserva ecológica nacional», e sugere a criação de uma nova categoria de solo rústico para espaços florestais comestíveis.
Já sobre o planeamento e gestão urbana, considera «fundamental» a maximização da ocupação do solo já urbanizado «e a limitação de novas intervenções urbanísticas, promovendo-se a reabilitação de edifícios existentes».




















