
Num ano difícil para a indústria têxtil portuguesa, a Riopele conseguiu, em 2025, um volume de negócios consolidado de 99 milhões de euros. Atualmente, a empresa exporta mais de 98% da sua produção para cerca de 30 países, servindo mais de 700 clientes espalhados em todo o mundo.
Espanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos e Alemanha foram os cinco principais mercados de exportação, sendo que os mercados canadiano e norte-americano assumem um papel particularmente estratégico para o grupo, pelo elevado poder de compra, pela valorização de produtos premium, de qualidade e sustentáveis, bem como pelo reconhecimento do selo “Made in Portugal”, associado a design, inovação e ao cumprimento de rigorosas normas sociais e ambientais. Acresce, ainda, a crescente procura, por parte de marcas e retalhistas, por fornecedores alinhados com princípios de sustentabilidade e ética.
Em comunicado, o grupo têxtil com sede em Pousada de Saramagos, refere que a produção de tecido para a indústria da moda continua a representar a principal fatia das vendas do grupo, seguindo-se o segmento de vestuário, desenvolvido sob a insígnia Riopele Fashion Solutions, e a comercialização de fio.
«2025 foi um ano desafiante para a indústria têxtil e tudo indica que este ano apresente desafios semelhantes. No entanto, encaramos cada dificuldade como uma oportunidade para evoluir», refere José Alexandre Oliveira. O presidente do Conselho de Administração acrescenta que a empresa, com quase 100 anos, «soube sempre adaptar-se às diferentes conjunturas — seja ao nível da digitalização, da sustentabilidade ou da inovação em materiais e soluções para o mercado» e é capaz de enfrentar diferentes cenários. Para este ano, José Alexandre Oliveira, antecipa «um ano de consolidação do negócio, preparando um centenário estável e posicionando a Riopele para os desafios do futuro, que certamente continuarão a surgir».
O resultado do ano passado, antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA), manteve-se em linha com 2024, apresentando um ligeiro crescimento, «refletindo a aposta contínua da empresa na eficiência operacional e na adequação da sua oferta comercial às exigências do mercado».
No âmbito da sua estratégia de sustentabilidade, a Riopele iniciou em 2019 um ciclo de investimentos em transição energética, com o objetivo de ser a primeira empresa do setor têxtil operacionalmente neutra em carbono em 2027, ano em que celebra o seu centenário. Destes investimentos, que superam os 18 milhões de euros, fazem parte a instalação de uma caldeira de biomassa para a produção de vapor, bem como a implementação de três parques fotovoltaicos: na Olifil, unidade de fiação; na Riopele B, que integra as áreas de torcedura e tecelagem; e na Riopele A, o mais recente investimento em descarbonização, atualmente em fase de conclusão, onde está o departamento de ultimação. Atualmente estão instalados cerca de 14 mil painéis e uma capacidade instalada de 4,5 MW.
A aposta na formação continua a ser estratégica para o grupo. Em 2025, foram ministradas 25 mil horas de formação, distribuídas por 100 cursos, a 980 formandos, com o envolvimento de mais de 25 entidades formadoras.




















