Esta quinta-feira, foi aprovada, em reunião da Câmara Municipal, a proposta de celebração do contrato de cooperação interadministrativo com o Ministério da Administração Interna e a Guarda Nacional Republicana. Segundo o contrato a autarquia vai assumir uma intervenção nas atuais instalações da GNR de Famalicão e da vila de Joane.
O edifício de Famalicão apresenta, há longos anos, problemas estruturais, nomeadamente infiltrações. A empreitada inclui a reabilitação do telhado, da rede elétrica e das paredes e está orçada em cerca de 421 mil euros. Em Joane, a intervenção no posto é mais simples, incidindo na reabilitação de uma fachada com problemas de infiltrações. O investimento previsto ronda os 21 mil euros.
As duas intervenções resultam de uma candidatura apresentada pela GNR, com o apoio da Câmara Municipal. Segundo o contrato, a autarquia famalicense é a “dono de obra”, ficando responsável pelo lançamento dos procedimentos das empreitadas, pela execução das intervenções, bem como pelo procedimento de fiscalização, coordenação e segurança em obra.
A resolução dos problemas infraestruturais com que se depara atualmente a GNR de Famalicão, cujas instalações não cumprem os requisitos mínimos para o atendimento ao público, nem condições para os seus militares, levou Mário Passos a reunir, recentemente, com o secretário de Estado da Administração Interna. O autarca deu conta, a Telmo Correia, da urgência da construção das novas instalações da Guarda Nacional Republicana de Famalicão. Mário Passos também manifestou disponibilidade da Câmara Municipal assumir neste processo o lançamento do procedimento concursal da obra, a elaboração do projeto de execução e a posição contratual de dono de obra.
Recorde-se que o Município tem já sinalizado o local para acolher as novas instalações da GNR de Famalicão, em terrenos municipais localizados no Lugar dos Queimados, na União de Freguesias de Famalicão e Calendário. «Estamos a trabalhar numa solução definitiva para a GNR de Famalicão, mas enquanto não acontece temos de resolver os problemas mais urgentes do atual edifício e melhorar as condições de trabalho dos militares da GNR, permitindo-lhes exercer as suas funções com dignidade e motivação», refere o presidente da Câmara Municipal.